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Política
15-08-2016, 21h13

Eleições de 2016 devem gerar mais debate sobre financiamento

Candidatos se queixam de dificuldade para arrumar recursos
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Praticamente todos os candidatos estão se queixando da dificuldade de arrumar dinheiro para fazer campanhas neste ano, que têm de ser mais baratas por força legal. Para complicar, não há uma cultura no Brasil de financiamento eleitoral de pessoas físicas.

Políticos experientes dizem que, passadas as eleições municipais, haverá pressão para encontrar outra solução: criar um financiamento eleitoral público puro ou voltar a permitir a contribuição de empresas. São alternativas com prós e contras.

O financiamento público eleitoral puro significa mais dinheiro do Orçamento, que já prevê em 2016 mais de R$ 800 milhões para os partidos. O financiamento privado está sofrendo uma devassa com a Lava Jato, que descobriu propina paga via doações eleitorais legais.

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Peso simbólico

Apesar de outras siglas também estarem sendo investigadas na Lava Jato, como o PMDB e o PSDB, o PT deverá pagar o preço eleitoral mais alto porque esteve no poder por mais de 13 anos e adotou práticas que combateu no passado.

O PT já sabia que teria dificuldades nas eleições municipais por causa da Lava Jato. Agora, quando um terceiro ex-tesoureiro do PT vira réu na Lava Jato, certamente os adversários do partido terão mais munição eleitoral.

O juiz Sérgio Moro aceitou denúncia contra Paulo Ferreira e outros treze acusados por lavagem de dinheiro e formação de cartel na Petrobras.

Assista aos temas de hoje no “SBT Brasil’:

Comentários
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  1. Mauro disse:

    Essa queixa de escassez de dinheiro para as campanhas politicas, mostra claramente que grande parte dos recursos utilizados até então, eram irregulares e que a maioria dos politicos utilizava-se de meios ilicitos para financiamento de suas campanhas. É a erupção do óbvio que até agora, só circulava nos subterrâneos. Ninguem com um pouquinho de cérebro acredita que alguem gaste milhoes e milhoes de seu próprio bolso em uma campanha eleitoral, sem pensar em retorno desse dinheiro de alguma forma ou outra e como os salários e beneficios de um politico não suplantam os gastos, é limpido que corrupção é a palavra para eleger e ser eleito.
    O PT paga e pagará por muitos anos a sua arrogância e sua incapacidade de governar! Pensou que era um pitbull, mas não passa de um vira-latas!

    • walter disse:

      Perfeito Mauro,se fosse para ser sincero e transparente, estas campanhas, deveriam ser controladas pelo governo, a começar pela arrecadação; todas as empresas e pessoas físicas, poderiam doar, mas a decisão de rateios por partidos, seriam tomadas, por um colegiado de notáveis apartidários que decidiriam, quais critérios seriam adotados, nesta distribuição e quanto cada parlamentar, poderia gastar; qual o critério principalmente, cada concorrente, poderia ter para se submeter a qualquer cargo, a começar por sua ficha e relação de Bens…seria um sistema engessado mesmo, com regras duras para qualquer candidato…não tenho duvidas, que melhoraria muito, não resolveria tudo, mas os “picaretas”, não teriam tanta chance.

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