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Entrevistas
14-09-2014, 14h42

‘Eleitor optará entre mudança com mais segurança ou mais ousada’

Para Paulino, segundo turno será entre Dilma e Marina; Aécio já estaria fora
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, prevê um segundo turno entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e a ex-senadora Marina Silva (PSB), no qual “o eleitor deve escolher entre quem vai oferecer uma mudança com mais segurança ou uma mudança mais ousada”.

“A mudança com segurança seria Dilma ou uma mudança mais ousada, quebrando a polarização PT-PSDB, que seria escolher a Marina”, diz Paulino, na “Entrevista da Semana” ao SBT (veja a íntegra ao final deste texto).

Na opinião do diretor-geral do Datafolha, o senador Aécio Neves (PSDB) deverá estar fora da segunda etapa da disputa presidencial. “[Ele] terá outras eleições pela frente”, afirma. Paulino crê que Aécio teria errado na estratégia e se apresentado como “um político tradicional”.

Indagado se o PT, que está há quase 12 anos no poder, tem credibilidade para falar em mudança, Paulino responde: “Sinto que o eleitor não engole muito isso. De fato, neste momento há um desejo de ruptura, como havia na eleição de 2002. Mas existe também um sentimento, alimentado pelas campanhas publicitárias do PT, de gerar um certo medo, uma certa insegurança em investir em alguém que não é tão conhecido. (…) Eu diria que o discurso de Marina tem mais chance de colar nesse anseio de mudança que atinge 80% da população do que tem o de Dilma”.

Segundo Paulino, “essa eleição começou em junho de 2013, a partir da explicitação do descontentamento da população com os políticos, a partir daquelas manifestações”. “Desde então esse sentimento de mudança vem crescendo. E é o pano de fundo desta eleição. Tanto que os 3 principais candidatos colocaram o termo ‘mudança’ em seus slogans”, diz.

O diretor-geral do Datafolha considera que surtiram efeitos os comerciais de campanha nos quais o PT criticou Marina, mas adverte: “Se [a agressividade] passar de um determinado ponto, corre risco de ter efeito reverso”. No entanto, acha que o “PT já precisa começar a vencer o segundo turno no primeiro, aproveitando essa vantagem de tempo na TV” sobre Marina. Na segunda fase, as candidaturas têm o mesmo tempo de propaganda política.

Segundo o diretor-geral do Datafolha, “não é necessário que Dilma vença em São Paulo, mas ela precisa melhorar” seu desempenho no maior colégio eleitoral do país para “aumentar suas chances no segundo turno”. Ele, porém, não concorda que São Paulo vá decidir a eleição ou com “essas análises de que determinados segmentos ou determinado Estado” possam determinar o resultado do pleito.

Ele acredita que o eleitorado da nova classe C, especialmente na faixa de renda familiar de dois a cinco salários mínimos, terá peso na eleição presidencial. É o segmento que mais exige melhoria, principalmente nos serviços de saúde pública. Está desassistido tanto dos serviços de saúde privada quanto públicos. O serviço privado de saúde também recebe muitas críticas hoje. Então é, de fato, um segmento talvez mais nervoso hoje da população, no qual esse discurso do medo pode fazer mais efeito. Porque tem conquistas, relaciona essas conquistas aos governos petistas, mas, por outro lado, quer subir um degrau”, diz. Também é uma faixa do eleitorado que foi atingida pela inflação do preço dos alimentos, pondera Paulino.

Paulino afirma que uma “identicação maior do [eleitor] paulista”, principalmente do interior do Estado, com o PSDB impede que o sentimento mudancista afete a virtual reeleição do governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, no primeiro turno. “É um eleitor que presta mais atenção num discurso um pouco mais conservador, voltado mais à segurança pública, a críticas aos serviços públicos. E isso cola mais com a imagem do PSDB em São Paulo do que com a do PT.”

*

PINGUE-PONGUE COM MAURO PAULINO

Dilma Rousseff, do PT: É uma boa administradora.

Marina Silva, do PSB: Novidade.

Aécio Neves, do PSDB: Terá outras eleições pela frente.

Pastor Everaldo, do PSC: Começou como uma novidade, mas perdeu votos para Marina.

Eduardo Jorge, do PV: Interessante nos debates.

Luciana Genro, do PSOL: Traz uma visão diferente e provocadora para os debates.

Levy Fidelix, do PRTB: Um fanfarrão.

Mauro Iasi, do PCB: Não tenho opinião.

Rui Costa Pimenta, do PCO: Também não tenho opinião.

José Maria Eymael, do PSDC: Persistente.

A seguir, a íntegra da “Entrevista da Semana” ao SBT:

 

Comentários
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  1. Armando Pinto disse:

    Quem disse a esse senhor, que Dilma é uma boa administradora? Essa mulher se labutasse na gerencia de qualquer média empresa da iniciativa privada teria sido demitida. Onde já se viu uma “gerenta” que não sabe de nada e os subalternos compram o que querem e pagam o que bem entendem? Marina não é novidade alguma, apenas representa a seriedade que o povo brasileiro anseia, cansado de tanta corrupção, de tanta safadeza do PT e de sua base política, o famigerado PMDB de Sarney.

  2. PROMETHEUS disse:

    Infelizmente a Dilma perdeu a postura de Presidenta, isso não é bom para o Brasil, voto em Marina 40.

  3. Rafael disse:

    Me pergunto se esse pessoal que vota na Marina pelo fim da corrupção tem memória fraca ou seletiva. O PMDB estava no poder na redemocratização, no período Collor, depois FHC, depois Lula e por fim Dilma. E vai estar no poder independente de qual partido ganhe o pleito. Toda estrutura política nacional funciona a base de coalizões e loteamentos políticos. O sistema foi feito para trabalhar dessa maneira e, a menos que haja uma profunda reforma política, vai continuar assim. O que muda é uma virgula ou duas nas questões de política econômica, direitos humanos e tamanho da máquina estatal, o resto é promessa do naípe de aero-trem e bomba atômica.

    • Antonio Carlos disse:

      Prezados, eu tenho colocado seguidamente o comentário abaixo e ninguém se manifesta. Por favor, percebam a importância dele, já que é fundamental eu haja uma melhora no nosso Legislativo Federal e Estadual, pois é lá que está toda a BASE DE CORRUPÇÃO do nosso País.
      A internet tem muita força pela sua capacidade de multiplicação e se as pessoas se engajarem com determinação, o número de eleitores sensibilizados pode chegar a milhões.
      A sugestão é totalmente apartidária e, portanto, não gera nenhuma polêmica.
      Vamos lá Gesiel, Nuno, JK, José Carlos, ….. e até você Pasquale, ajudem para o bem do Brasil.
      Seria um PACTO: “NÃO VOTAR NO FILHO, NA FILHA, NA MÃE, NO PAI, EM NENHUM PARENTE DE POLÍTICO”.
      O Legislativo não é uma Monarquia, onde o poder é passado de pai para filho. Os cargos não são hereditários. Tenham a certeza de uma coisa, o filho de um homem bom tem tudo para ser melhor do que o seu pai, mas o filho de um canalha, com certeza, também será muito mais canalha que seu pai. Como é difícil descobrir a minoria de homens bons proponho que o PACTO seja adotado como regra geral.
      O BRASIL SAIRÁ GANHANDO. QUEM CONCORDAR, POR FAVOR, DIVULGUE, AINDA DÁ TEMPO, FALTAM 19 DIAS.

      • gesiel disse:

        Antonio Carlos, eu não entendi muito bem, mas parece que você propôs não votar em parentes de politicos. Pois é, mas isso por si só não adiantaria, pois eles colocam um Crodovil ou um tiririca; que acabam recebendo muito votos, e esses filhos e demais parentes de politicos corruptos acabam se elegendo não só pelos votos que conseguem, mas pelos votos de CARONA dos partidos que utilizam estes puxadores de votos; pois um fenomeno de voto como o tiririca acaba levando a ser eleito, alguns Waldemar da Costa Neto. Teria que ser proibidas as coligações, mas isso é muito demorado para o congresso aprovar. Então o que podemos fazer no momento, é votarmos em politicos e partidos que FAZEM CPIs, pois somente com as CPIs, é que se pode tirar politicos corruptos; até mesmo presidentes, como aconteceu no impeachment do Collor,e cassaassões de senadores como o JADER BARBALHO,o LUIS ESTEVAM e o ACM. Aqui em São paulo na ALESP (assembleia legislativa de São Paulo), quando tivermos a MAIORIA de deputados estaduais favoraveis a abertura de CPIs, “CERTAMENTE TEREMOS MUITOS POLITICOS ESTADUAIS CASSADOS”, e muitas respostas sobre as inumeras denuncias de corrupção que foram engavetadas nos ultimos 20 anos. Antonio Carlos, em todos os países têm casos de corrupção. A diferença é que em muitos deles os corruptos são cassados e presos, como começou acontecer ja aqui no Brasil com o caso do mensalão do congresso; e em países orientais como China e Japão, os proprios politicos corruptos se punem, com o suicidio. Então meu caro, vamos tentar votar em partidos que são A FAVOR DAS CPIs, porque MESMO SE UM CORRUPTO FOR ELEITO, ele SERÁ CASSADO E NÃO DECIDIRÁ O NOSSO FUTURO. Se me permite, pesquise quantos prefeitos e vereadores, que foram eleitos à apenas 2 anos atras, em 2012, ja foram cassados aqui no estado de São Paulo ou até mesmo no Brasil, e veja quais os partidos que tiveram mais prefeitos e vereadores cassados, porque certamente, o povo votou neles, mas a Lei não deixou que eles continuassem com seus mandatos.

  4. gesiel disse:

    A Marina precisa mudar esse plano de governo de dar autonomia para o banco central, senão vai cair rapidamente nas pesquisas. Todo mundo lembra que: “””Antigamente, o FMI vinha aqui e MANDAVA NO BRASIL. O FHC do PSDB seguia TUDO QUE O FMI MANDAVA, e até criou o PROER, apelidado de ‘BOLSA BANQUEIRO’, onde o FHC tirou dinheiro dos cofres publicos, e ‘DOOU AOS BANCOS PRIVADOS’ do BRASIL. O Lula do PT ACABOU COM ISSO, e mandou o FMI EMBORA DO BRASIL, e com isso a inflação que era de 12% na epoca do FHC do PSDB caiu para 6,5% e o dollar que era 4 reais caiu pra 2 reais. Então, se o Brasil der autonomia ao Banco central como quer a Marina, O BRASIL VOLTARÁ AOS TEMPOS DO FMI, onde OS BANCOS É QUEM DECIDIRÃO A ECONOMIA DO PAÍS e NÃO O GOVERNO”””. Isso teria um forte impacto NEGATIVO na economia e na riqueza do Brasil, porque os BANCOS PRIVADOS, poderiam SUBIR A TAXA DE JURO quando fossem EMPRESTAR DINHEIRO AO POVO E ÀS EMPRESAS; e poderia BAIXAR A TAXA DE JURO quando tivessem que PAGAR AO GOVERNO. Ou seja, ele PAGARIAM MENOS JUROS e RECEBERIAM MAIS DE JUROS.

    • Orlando disse:

      Este Sr.Gesiel deveria deixar de lado as cartilhas que o diretório do PT lhe presenteia e se dedicar mais à leitura de livros de economia, história, sociologia. Dessa forma, perderia o hábito de copiar os chavões e frases feitas que encontra nas cartilhas de doutrinação do PT. Quanto à entrevista com Mauro Paulino, uma excelente análise do atual momento político, feita com isenção e objetividade. É óbvio que quem expõe suas opiniões com imparcialidade deve incomodar bastante os lulopetistas, que se acostumaram com a versão fantasiosa do país que lhes passam Lula e Dilma, criador e criatura.

  5. acir disse:

    Afirmações que não batem com a realidade. Onde se baseou para dizer que escolha de situação “segurança” é caracteristica da governante. Olhe a economia onde está. O emprego vai por agua abaixo. As invasões de residencias por bandidos estimulados pela impunidade, os menores assassinos a solta e apoiados pelo partido dela. E tem muito mais. O homem está sonhando.

  6. Geraldo Reis disse:

    Fiquei atento a toda entrevista. Mudei minha opinião em relação ao diretor do Datafolha, Mauro Paulino. Não percebi nele o ódio que vejo em jornalistas tradicionais. Acrescentou muito aos meus conhecimentos políticos. Achei a entrevista muito interessante. Posso até não confiar literalmente no Datafolha, mas não vi ódio Mauro Paulino.

  7. Joás Mota disse:

    Me entrevista.
    Tenho certeza que eu teria mais conteúdo do que esse cara.
    Dilma representa mudança com segurança???????
    Dilma representa continuidade com certeza de falência da nossa economia.
    Dilma boa administradora? Não é boa administradora nem de sua fortuna pessoal. Que louco mantem 200 mil no colchão?

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