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Política
02-01-2019, 22h09

Em contraponto a Bolsonaro, PSL e ministros adotam tom político e conciliador

Auxiliares do presidente fizeram acenos para Congresso
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Ao apoiar a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para presidir a Câmara dos Deputados, o PSL se rende ao pragmatismo político. O presidente Jair Bolsonaro pode discursar contra a política tradicional, mas dependerá dela para tentar obter êxito no governo.

Maia é o favorito na disputa pelo comando da Câmara. Tê-lo como aliado é fundamental para o novo governo. O PSL corria risco de perder posições importantes na Mesa Diretora e nas comissões da Câmara.

Ministros, aliás, adotaram hoje tom diferente do usado pelo presidente na posse de ontem. Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Sergio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Casa Civil) fizeram discursos moderados e conciliadores nas cerimônias de transmissão de cargo.

Moro, por exemplo, tentará aprovar no Congresso emenda constitucional para pacificar o entendimento da aplicação da pena de prisão após condenação em segunda instância. O ministro da Justiça sinalizou desejo de parceria com o Congresso e o STF.

Guedes afirmou ter plano B no caso de fracasso da reforma da Previdência (desvinculação de despesas obrigatórias no Orçamento). O ministro da Economia fez acenos para o Congresso e a imprensa, combatendo imagem de arrogância. Resta ver se as propostas econômicas vão cobrar a conta dos mais ricos e proteger os mais pobres, como sugeriu o discurso de Guedes.

Ricardo Vélez Rodrígues promete um retrocesso na Educação. Bolsonaro errou ao nomeá-lo. Falar em combate ao marxismo cultural é bobagem.

Onyx Lorenzoni (Casa Civil) demonstra ter pouca inteligência para compreender o mundo ao empreender caça às bruxas na sua pasta. É macartismo de quinta perseguir e demitir em massa servidores por discordância política. O titular da Casa Civil está arrumando um imbróglio por dia. Isso não termina bem.

Ouça os comentários de hoje no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. J K disse:

    Feliz ano bom, Kennedy!!
    Onyx agiu certo, na minha opinião. Assim, pode disfarça ao montar o seu time, não fica parecendo perseguição gratuita a um ou outro… Só espero que não esteja sendo “manipulado” por interesses espúrios à República. Início de gestão , estou pressentindo um governo muito infiltrado. Com a ideia de que tem que “faxinar” o Planalto pode acabar errando em quem passar a vassoura.

  2. walter disse:

    Exatamente caro Kennedy, o PSL resolveu ser o fiel da balança, por uma questão de praticidade, escolher o Maia, pode ser um bom passo, por ser a missão dele, em se eleger novamente, como líder da câmara, o menos pior, nos candidatos que vinham se apresentando; o Governo precisa manter a boa relação com os parlamentares; não acredito que o Presidente esteja ausente desta decisão, pode ser voto vencido, já que o Maia não seria sua escolha; tem total razão, precisa permitir que os projetos do governo caminhem…no Senado, não dá para fazer concessão, terá que ser o candidato do presidente; na pior das hipóteses, não pode ser o Renan Calheiros…Se tem alguém que conhece bem a casa, é o Bolsonaro; a questão é formar um bloco, que possa caminhar com as propostas, nos próximos seis meses…quanto aos acertos, teremos que aguardar; sem exceção, haverão ajustes em cada pasta; normal para um País Democratico, sem viés e sem amarras, que possam atrasar o cronograma necessario, para o sucesso…

  3. J K disse:

    Quanto a apoiar Maia na câmara, tem muita semelhança com colocar o Gen. Mourão como vice. Só pra recapitular, com o discurso duro de pre campanha do candidato JMB muitos partidos foram rejeitando coligação, e antes, não o aceitavam sequer como integrante e tampouco candidato. A imprensa chegou a debater que ele poderia ficar sem partido para candidatar-se. Enquanto ele rondava como “sem destino certo” alguns personagens foram se encastelando no PSL. O corredor final foi estreitado (casualmente ou propositalmente) e ele acabou “levado ao funil que interessava”. Rodrigo Maia é uma boa medida para evitar o fogo amigo, mas eu acho que tem que tomar cuidado pra não fazer da reforma da previdência a única coisa a ser feita nos 4 anos. Posso estar enganado, mas eles deviam antes conquistar a população com agenda para criação de empregos, e depois, com apoio, mexer nas estruturas quando inevitavelmente vai acabar afetando os menos favorecidos também.

  4. Conciliação é o melhor remédio na política! disse:

    Desde que ganhou a eleição Bolsonaro conclamou os brasileiros para a união. Numa democracia de verdade, ganhadores e perdedores não se consideram inimigos, após o resultado de uma eleição. Muito provavelmente não se tornam amigos, apenas adversários nas idéias. E o embate das idéias, passado o palanque, continua, nas tribunas legislativas. Mas, o mais importante, sempre com o intuito do que é melhor para o país, para a nação. Não é utopia não, assim deve ser na democracia. O país, a nação, devem estar acima dos interesses pessoais, partidários, religiosos etc. Há que se ter respeito pela causa pública, acima de tudo. Respeitar os resultados das urnas faz parte do jogo democrático. Quem acha isso absurdo é porque acostumou-se aos sistema político podre, vergonhoso, movido exclusivamente pelo “toma lá dá cá” – onde os amigos do rei têm tudo e os adversários são perseguidos. É hora de começarmos a pensar em união, para um país melhor para todos.

  5. Aloisio de Arruda Camargo Sampaio disse:

    Saneamento não é macartismo, governo não é cabide de emprego de cabo eleitoral permanente, é meritocracia necessária ao bom funcionamento da máquina pública paga pelo sacrificado contribuinte.

  6. Ingeborg Schportfeldt disse:

    Espero que além da limpeza ética de Bolsonaro, Dória com a ajuda inestimável da Deputada Janaína Pascoal promova um saneamento ético, legal, sanitário e moral na USP… hoje transformada em sucursal da Cracolândia !

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