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Economia
10-09-2015, 15h58

Entrevista teve objetivo político de fortalecer Levy

Ministro unifica discurso do governo; haverá corte de gastos e aumento de tributos
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

A entrevista de Joaquim Levy hoje teve um objetivo político: devolver ao ministro da Fazenda as rédeas da economia e mostrar ao público que ele sairá fortalecido no debate interno do governo após a perda do grau de investimento do Brasil na avaliação da Standard & Poor’s.

A presidente Dilma Rousseff quer diminuir ruídos na economia e reforçar a posição de Levy. Nos últimos dias, diversos ministros falaram de temas delicados que cabem a Levy. A entrevista devolve ao ministro o papel de porta-voz da discussão de medidas econômicas e unifica o discurso do governo, deixando claro que haverá corte de despesas e aumento de impostos.

Ainda bem que Levy teve o cuidado de não soltar mais balões de ensaio. Deu uma notícia concreta, que foi o envio ao Congresso do projeto para repatriar dólares ilegais de brasileiros que estão no exterior. Mencionou as propostas de reformas do PIS-Cofins e do ICMS.

O ministro disse que já conversou com empresários, que aceitariam pagar “um pouquinho mais de imposto” para o Brasil voltar a ter solidez fiscal. Bateu na tecla de que a meta de superávit em 2016 será de 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto), o que evidencia o erro do envio ao Congresso de um orçamento deficitário para o ano que vem.

Não faria sentido anunciar mais balões de ensaio numa entrevista coletiva. Agora, o governo precisa decidir onde cortar, quais tributos vai elevar ou criar e então vir a público. É preciso transformar as palavras em atos concretos.

 

Comentários
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  1. Pasquale disse:

    Lula diz que rebaixamento da nota do Brasil “não significa nada”
    Esta é a opinião,de um sábio.
    O Brasil não merece mais que ele abra a boca.

  2. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    É muita espuma e pouco chopp ! Esquece isso … esse governo está morto, não tem mais cacife moral para nada. Game over !

  3. Fósforo molhado disse:

    “É preciso transformar as palavras em atos concretos.”

    Está aí o problema resumido em poucas palavras. Para um governo que sofre de crise de credibilidade não será em uma mera entrevista que os cidadãos serão conquistados. E mais, as palavras não vieram da presidente, nem do vice, nem da casa civil e nem das câmaras. Foram dele, apenas. E que eu saiba, a voz dele não é tão forte assim.

    Diria que é mais um engôdo. Mais um truque do PT para barrigar o momento. Usam o rapaz como boi de piranha, já que assume que está pedindo aumento de tributos.

    Falta mesmo é a sociedade civil e a população finalmente entenderem que enquanto a sigla for PT o jogo jamais será limpo. Interessante é que usam os mesmos truques que os maus empresários costumam usar para iludir seus colaboradores. Aprenderam bem.

  4. Pasquale disse:

    Em 2008 Lula disse que boa nota de crédito significava que o Brasil tinha se tornado um país sério
    ___
    Agora, depois da mesma agência rebaixar o país e alertar aos investidores de que o Brasil não é mais um país confiável para investimentos, Lula volta a comentar o assunto, mas desta vez desdenhando da avaliação da S&P, dizendo que “não tem importância”.

  5. César disse:

    Só se esqueceram de combinar com a FIESP e com a FIERJ. Que soltaram notas dizendo que estão abertas para ajudar o país no que for preciso. Porém a ajuda, não é incondicional. Não aceitam pagar mais impostos e o governo não fazer a sua parte. Que é cortar gastos e fazer as reformas estruturais, tão necessárias ao país. O Ministro da Fazenda Joaquim Levy, falou mas, não disse nada. A Presidente Dilma Rousseff, continua se escondendo e fugindo das suas responsabilidades. Enquanto isto a E&P, também rebaixou a nota de credito da Petrobrás. A Presidente Dilma Rousseff, pedala, pedala em sua bicicleta ergométrica e não sai do lugar. Só se enfraquece! As suas pernas estão ficando cansadas, de tanto pedalar. Não vai aguentar se sustentar, o desequilíbrio é muito grande. Logo vai cair!

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