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Economia
25-08-2015, 21h46

Equipe econômica estuda elevar impostos

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Postado por: ISABELA HORTA

Para aumentar a receita do governo, a equipe econômica estuda elevar impostos em 2016. Além disso, avalia que será preciso reduzir o ritmo do crescimento de despesas.

Essas ações, que deverão constar do Orçamento da União de 2016, servirão para compensar as dificuldades de caixa que o Ministério da Fazenda prevê para ano que vem.

O ministro Joaquim Levy sofreu duas derrotas políticas importantes nos últimos dias.

Na noite de ontem, o Palácio do Planalto decidiu que a primeira metade do 13º salário dos aposentados e pensionistas será depositada de uma vez só, a partir de 24 de setembro. Levy defendia que a primeira metade fosse dividida em dois pagamentos.

Como a despesa terá de ser feita obrigatoriamente até o final do ano, a presidente Dilma Rousseff considerou que não valeria a pena comprar brigar com um segmento importante da população.

O segundo revés foi a liberação de R$ 500 milhões para emendas parlamentares. O ministro da Fazenda era contra o pagamento imediato do valor.

Os recursos foram negociados pelo vice-presidente Michel Temer na articulação política e pelo o ministro Eliseu Padilha (PMDB), da Aviação Civil, com líderes aliados no Congresso.

O pano de fundo das derrotas de Levy é a necessidade de Dilma de tentar se fortalecer politicamente em tempos de baixa popularidade. O governo avalia que as medidas defendidas pela Fazenda causariam desgaste político desnecessário ao governo.

Além da crise internacional deflagrada pelo tombo da Bolsa chinesa, fatores políticos no Brasil, como rumores de saída de Levy do governo, levaram o dólar hoje a ter forte alta, fechando o dia cotado a R$ 3,60. No entanto, o ministro da Fazenda emite sinais de que pretende continuar no cargo.

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Confira os temas do “SBT Brasil” desta terça-feira:

Comentários
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  1. Marcos disse:

    O ministro Levy entrou de bucha nessa história, pois no que der certo dirão que a presidente acertou e no que der errado dirão que o ministro errou. Lamentável…

    • Daniel disse:

      Certeza Marcos.
      No entanto, acho que ele entrou na jogada visando um objetivo maior a medio prazo.
      Talvez seguindo a mesma linha do FHC, que entrou como ministro da Fazenda no governo Itamar e virou presidente na sequencia.
      O que o Levy não contava era com o marketing astuto do PT. Eles vão fazer exatamente o jogo que voce falou.

  2. Reinon disse:

    Aumentar a receita do governo, meu Deus porque esses gestores não corta gastos …
    Não da pra levar a sério o Governo Dilma … Todos os Brasileiros se matando para colocar as contas em dias, e Dilma só pensa em ferrar mais ainda a vida dos outros. Quem sair por ultimo aperte o botão .

  3. Erasmo Moraes Oliveira disse:

    Está mais do que na Cara que foi uma jogada , ” O Levy é MAU e a Dilma é BOAZINHA “, SERA QUE ENGANA ?.

  4. Erci disse:

    Boa notícia, agora não é hora de abandonar o barco, uma equipe bem afinada consegue-se melhores resultados.

  5. Mauro disse:

    Aumentar impostos de quem ? Dos lucros das montadoras, dos laboratórios e dos banqueiros ? Nem morto ! Do trabalhador (assalariado e empreendedor produtivo), é claro.
    Reduzir despesas? Da verba publicitária que irriga os bolsos dos barões da mídia ? Nem pensar! Reduzir despesas de manutenção da Máquina Pública (pessoal, insumos,suplementos e instalações dignas para o Serviço Público) é claro.
    Nunca vi Governo trabalhista tão parecido com Governo neoliberal!

    • César disse:

      Mauro. Seja para quem for o aumento dos impostos, ele recairá sobre o povo trabalhador assalariado. Sendo nos bancos ou nas empresas, tudo será repassado aos preços. A conta, no final, será nossa!

  6. Joaquim disse:

    Verdadeiramente não dá para entender, ontem vendo a carreação dos delatores da lava jato ( Paulo Roberto e Yuossef ) fica claro a participação de Lula e Dilma, por que eles não são investigados. O Sr. Paulo, recebeu 1,5 milhões de dólares para não atrapalhar a compra de Pasadena, pagos pela vendedora, e o conselho de administração da Petrobras é o injustiçado na brincadeira ? Como este bandido do Paulo Roberto falou ontem se tem algum responsável é o conselho.
    Na verdade se estivéssemos em um pais serio esta senhora já teria renunciada, ou feito algum tipo Getúlio Vargas.

  7. César disse:

    O Ministro da Fazenda Joaquim Levy, está fazendo a sua parte. Que é tentar fazer o superávit primário e tentar manter a estabilidade econômica do país, com a manutenção da nota de credito. Dando sinalização aos investidores, que o Brasil, é um lugar seguro para se investir. O problema é que ele quer conter os gastos, enquanto os políticos querem gastar. Todos os esforços que ele fez até agora foram para nada. Não faremos economia alguma! 0,15% e zero dá no mesmo, se é que atingiremos a meta. A meta ainda está aberta, e os gastos não pararam até agora. A liberação dos $500.000.000,00 milhões de Reais para os políticos da base aliada e a ajuda bilionária as montadoras, demostra bem o quanto a Presidente está se importando com a política econômica e com a nota de credito. Somente ontem ela foi capaz de declarar, que demorou para perceber a gravidade da situação econômica em que o país se encontra. Levou oito meses do segundo mandato, para perceber algo, que todos os economistas alertavam a anos que ocorreria, e que até mesmo o cidadão comum, que usa um pouco do seu tempo para acompanhar os noticiários diários, sabia que aconteceria. Quantos meses mais, serão necessários para a Presidente Dilma, perceber a importância de se fazer um superávit primário, robusto e consistente? Enquanto o Brasil ficar para segundo plano, porque em primeiro plano, está em pauta salvar a própria pele e o próprio mandato. Seremos nós os brasileiros que iremos sozinhos para o sacrifício, com a perda do poder aquisitivo, corroído pela inflação elevada e por juros impagáveis, enquanto muitos cidadãos pagarão a conta com os seus empregos perdendo também a capacidade de se sustentar e honrar os seus compromissos. É a roda da economia girando ao contrario. Menos vendas, elevam o desemprego, que diminuem mais ainda as vendas, ocasionando novas demissões, aumentando o medo de perda do emprego daquele que ainda não perderam os seus empregos, o que gera uma contenção nos gastos pela incerteza do futuro, o que diminui mais ainda as vendas e gera mais desemprego. Eis a importância da credibilidade! Algo que este governo já perdeu faz tempo, devido as mentiras que foram sendo contadas por anos a população. Se os políticos não querem cortar na própria carne, o corte acaba sendo feito na parte de alguém. Normalmente na parte do povo. O bolo do dinheiro dos impostos é um só. Não há mágica da multiplicação dos recursos! Recursos utilize com moderação! O uso constante de recursos pode fazer mau a saúde(Financeira)! Se os sintomas persistirem um economista deverá ser consultado. Os políticos deveriam ler a bula! O remédio amargo é o que cura o paciente. O aumento de gastos, será compensado com o aumento de impostos. A culpa não é do Ministro Levy, a culpa é dos políticos e da Presidente Dilma Rousseff.

  8. César disse:

    E não podemos nos esquecer, que ainda virão as multas aplicadas pela justiça de outros países, pelos prejuízos causados pela Petrobrás aos investidores estrangeiros. Pagas é claro, por nós, os contribuintes.

  9. Alberto disse:

    Nenhuma novidade.Aliás nada que não possa ficar ainda pior.

  10. Reinon disse:

    Sem dinheiro suficiente para cobrir as despesas do governo em 2016, o governo estuda recriar a CPMF, o chamado “imposto do cheque”.

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