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Entrevistas
23-05-2018, 20h50

Erro de Dilma foi adotar “agenda Fiesp”, diz Laura Carvalho

Economista está lançando o livro "Valsa Brasileira"
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

A economista Laura Carvalho diz que a ex-presidente Dilma Rousseff tem “uma responsabilidade, sim” pela atual crise econômica, “mas não aquela que vem sendo atribuída a ela”. Laura deu entrevista ao “Jornal da CBN – 2ª Edição” para falar do livro que está lançando: “Valsa Brasileira, do Boom ao Caos Econômico”.

Segundo a economista, “não houve uma gastança” no governo Dilma. Ela lembra que as despesas públicas cresceram menos do que nos anos Lula e no segundo mandato de FHC. Laura afirma que o principal erro de Dilma foi ter adotado, a partir de 2011, o que ela chama de “agenda Fiesp”, com um política de incentivos de custo elevado.

Professora do Departamento de Economia da USP, Laura avalia que houve um “desvio de foco” a partir de 2011, com um “programa de incentivos para a lucratividade de setores empresariais, via BNDES, e desonerações para grandes empresas”. Ela também aponta um cenário externo mais desfavorável como agravante da crise.

Integrante de um grupo de economistas que prepara o programa de governo do pré-candidato do PSOL, Guilherme Boulos, ela diz que uma das propostas será cobrar impostos dos mais ricos. Cita a tributação de lucros e dividendos de pessoas físicas. Prega reforma tributária ampla, com menos impostos sobre o consumo e mais benéfica aos mais pobres. Laura também defende um programa de investimentos públicos.

Ouça a entrevista concedida ao “Jornal da CBN – 2ª Edição” por volta das 18h30 de hoje:

Comentários
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  1. Jonas disse:

    Apesar dos mais ricos não pagarem impostos no Brasil, o que acaba sobrando para a classe média, podem apostar que alguém da classe média irá aparecer por aqui para denunciar o “comunismo” e se dizer contra a proposta da economista.

    • Ricardo Magalhães disse:

      Jonas, não tem comunismo na proposta dela. Distribuição de renda é um elemento importante em qualquer modelo de desenvolvimento econômico. Mas falta a simples base de onde vai sair o dinheiro para as políticas de inclusão, bem como, que reforma tributária será feita. É certo que centralizar mais ainda os tributos no governo federal não vai passar em qualquer CN que for eleito. As intenções para a economia, pelo menos o pouco que se sabe até agora, não apontam nada sobre como fazer que seja pelo menos plausível.

    • agenor pollo disse:

      vejo bem muito comunista cada 1 com mais apartamentos em miami que o outro esse brazil ta ruim demais pra c viver não é pra amador

  2. icandre disse:

    Kennedy, o que voce teria a dizer sobre a URNA ELETRÔNICA FRAUDÁVEL SEM VOTO IMPRESSO?

    • walter disse:

      Caro Icandre e Kennedy, As Urnas Eletrônicas serão duvida até o fim…esta conversa da dilma não logra exito, já que não importa o tamanho do “saco de vento”; estamos no “mato sem cachorro”, por desvios e descaminhos da coisa pública, promovidas com mais enfase, no governo dela…governo este a quatro mãos com o lula…seu vice temer, segue a mesma balada, vai dizer que não gastou, não investiu, não fez nada…os fatos são contundentes; não podemos esquecer pasadena, um fiasco suspeitíssimo…

  3. Gilberto disse:

    E quem não preparou o país para a crise, que o Lula dizia ser uma “marolinha” que não atingiria o Brasil? E quem quebrou a Petrobras e a Eletrobras? E quem emprestou dinheiro para os bolivarianos? Ah, vai! Como diminuir a responsabilidade da incompetente Dilma?

  4. MARIO PERZ disse:

    Infelizmente o grande problema da crise foi não darem chance para a Dilma, principalmete as classes mais altas da população, essa é a verdade, a maioria do povo brasileiro sabia que ela não era corrupta mas sabia que o vice dela era um corrupto de primeira!

    • J K disse:

      A minha tese é de que ela era vista como tão fraquinha que o problema nem era ela. O problema é que o tráfico internacional esbarrou num cara chamado José Eduardo Martins Cardozo que montou uma equipe ligada a essa área,muito competente.
      Tentaram de todo jeito derrubar ele. Ela bancou. A solução passou a ser tirar ela que o ministro sairia junto. Faltou pouco para o ministro abrir o placar e fazer o 1º gol mas o papai Noel pegou o helicóptero e levou o alvo pra longe.
      Tudo o que vemos agora é consequência.

  5. Netho disse:

    Estranho não haver menção ao imposto sobre as grandes fortunas.

  6. mariza disse:

    Concordo com a economista Laura Carvalho. O Governo Dilma beneficiou de forma discriminatória alguns setores da economia. O país a pleno emprego e a indústria automobilística vendendo veículo com IPI 0.

  7. Walter José Nogueira disse:

    Vejo uma mistura de conceitos e opiniões que nada indicam. Sabemos que a classe dominante de qualquer época sempre agiu e legislou somente em causa própria. O discurso de Lula e PT seduziram os eleitores e até fanatizaram alguns. Mas, muito do que Lula criticou nas elites, ele próprio sucumbiu às tentações patrimonialistas. Não acredito em soluções ditas socialistas, simplesmente porque não sobreviveu em nenhum dos países que adotaram o planejamento central, como solução para erradicar a pobreza e a miséria, estas graves injustiças sociais. Mirem no que se passou na Russia, desde 1917, até o fracasso de outros países socialistas, incluindo Cuba. Vejam o que ocorreu na Argentina desde Peron, no Chile de Allende, e na Venezuela Chavista. Tributação de grandes fortunas, ela não ocorre por razões óbvias, não interessa a nenhuma elite controladora. Caminho? o mesmo do Japão e da Coréia. Educação para a formação da consciência. O resto, desculpem o termo chulo, não vai além da picaretagem.

    • Alberto disse:

      Corretíssmo caros sr Walter José Nogueira

    • Jonas disse:

      Então veja o que ocorreu com a Noruega, Suécia, Dinamarca, Islândia e Finlândia, todos de forte cunho socialista. Eles estão anos-luz à frente do Brasil e perto deles os EUA parecem terceiro-mundo.

      • Ricardo Magalhães disse:

        Socialista? Já viu como são os empregos lá? Nada que os socialistas daqui defendam. Já leu sobre o grau de cidadania que eles tem por lá? Todos esses países passaram por revisões em seus modelos de previdência, são raros os encostados no Estado por políticas de assistência porque há investimento constante em educação. Você está confundindo socialismo com políticas de bem estar social. Lá o Estado funciona porque não existem partidos com projetos de poder como PT, PSDB e PMDB. Os governantes governam para o povo e para si (pois também são povo), logo pensam na coletividade. Aqui fica essa polarização imbecil de comunismo/socialismo x neoliberalismo.

  8. Rivael disse:

    muito se fala em culpados, porém uma análise desprendida de ideologias políticas mostrará vários culpados, até intervenção de nações estrangeiras em politicas nacionais em prol de seus beneficios, ou foi sem motivo algum as espionagens na petrobras e escutas telefonicas em linhas de governantes mundo a fora feita pelos EUA?

  9. Ricardo Magalhães disse:

    Kennedy, Dilma teve todos as chances de acertar na política econômica. A professora está correta quanto à seletividade dos benefícios, mas fechou os olhos para as ideias heterodoxas sem lastro de realidade. Colocar parte da culpa no cenário externo também é um erro, pois não houve nenhuma hecatombe internacional que gerasse desequilíbrio nos outros países do BRICS. Foi na verdade uma ação irresponsável da Dilma em vários aspectos. Espero que a professora e sua equipe detalhem a reforma tributária ampla (Municípios, Estados e União), apontem de onde vai sair o dinheiro para manter o crescente déficit da previdência (ela não falou nada a esse respeito) e para aumentar a assistência social. Por fim, como vai investir com dinheiro público que não existe?(o Estado está quebrado) Vai mudar o modelo de estado regulador para estado investidor? Mais heterodoxia sem sentido?

  10. Marcelo de Souza disse:

    Primeiro que quando se diz em taxar as grandes fortunas o Pobre brasileiro pensa que é com ele.

    E a “burguesia brasileira” jamais aceitará pagar o ônus mesmo porque o empresariado brasileiro é mesquinho e egocêntrico. O Brasil nunca vai dar certo.

  11. […] Outra distorção teria sido provocada pela política tributária e industrial da “nova matriz econômica” ou da “agenda Fiesp”, como tão bem batizou Laura Carvalho. […]

  12. […] Outra distorção teria sido provocada pela política tributária e industrial da “nova matriz econômica” ou da “agenda Fiesp”, como tão bem batizou Laura Carvalho. […]

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