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Política
12-11-2014, 19h56

Estilo Dilma sinaliza reforma ministerial demorada

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Postado por: ISABELA HORTA

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Mauro Borges, entregou nesta quarta-feira sua carta de demissão ao Palácio do Planalto. Ele seguiu a orientação do chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que pediu que todos os ministros colocassem seus cargos à disposição até dia 18-11.

Na terça, Marta Suplicy pediu demissão do Ministério da Cultura e divulgou uma carta em que fazia duras críticas à política econômica. A declaração não foi bem recebida pelo governo. Mas Dilma Rousseff, que está no Qatar, não quis passar recibo. Disse que a saída de Marta já estava combinada.

Foi um movimento mal ensaiado pelo governo. Houve um desencontro entre a ex-ministra da Cultura, o chefe da Casa Civil e a presidente. Dilma acabou desautorizando a mensagem de Mercadante que, ao pedir que os ministros antecipassem suas cartas de demissão, buscava facilitar a reforma ministerial. O estilo fechado da presidente dá margem a esse tipo de ruído.

Borges entendeu que deveria colocar seu cargo à disposição, como foi sugerido pela Casa Civil. Por isso, enviou sua carta de demissão nesta quarta. Ele deverá ser secretário de Fernando Pimentel (PT), eleito governador de Minas Gerais.

Há diversas especulações sobre quem poderá substituir Borges. O cargo já foi oferecido a Josué Gomes (PMDB), filho de José Alencar, que foi vice-presidente de Lula. A pasta também poderia ser chefiada por Jaques Wagner (PT), governador da Bahia, ou Alessandro Teixeira. Há ainda a possibilidade de uma indicação partidária.

A presidente deverá retomar as conversas para realizar a reforma ministerial depois que voltar da reunião do G20, que acontece no sábado na Austrália. Há grande expectativa dos empresários e do mercado financeiro para conhecer o novo titular da Fazenda. O substituto de Guido Mantega, que foi praticamente demitido durante o primeiro turno, já deveria ter sido anunciado. É preciso sinalizar a condução econômica do segundo mandato de Dilma. Mas a presidente já demonstrou que fará uma reforma ministerial lenta e fatiada. Foi assim em outros momentos. É o estilo Dilma.

Confira o comentário:

Comentários
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  1. Paulo Cesar Diderot disse:

    Os presidentes da China, Xi Jinping, e do Peru, Ollanta Humala, assinaram nesta quarta-feira um memorando de entendimento para a criação de um grupo de trabalho trilateral que permitirá o avanço do projeto de conexão ferroviária bioceânica entre Peru e Brasil com participação chinesa.
    Este foi um dos sete acordos que Xi e Humala assinaram na reunião realizada no Grande Palácio do Povo de Pequim, parte da visita oficial do líder peruano realiza à China após sua participação na cúpula do fórum de Cooperação Econômica Ásia Pacífico (Apec).
    Fontes da delegação peruana indicaram que junto ao pacto sobre o corredor ferroviário, os líderes selaram também um acordo sobre cooperação econômica que prevê a doação de US$ 11,5 milhões da China ao Peru, e outros no setor de mineração e de petróleo.
    Com a assinatura do memorando do grupo de trabalho sobre a ferrovia bioceânica, mais um passo foi dado na iniciativa de construção de um corredor que atravesse a América do Sul entre Peru e Brasil e conecte os oceanos Atlântico e Pacífico.
    O acordo trilateral foi assinado pelo Ministério de Transportes e Comunicações do Peru, o Ministério de Transportes do Brasil e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e de Reforma da China.
    Xi e a presidente Dilma Rousseff já assinaram em julho um memorando de cooperação que permite o investimento de empresas chinesas em ferrovias brasileiras.

  2. Pasquale disse:

    Parece que Meilrelles,não vai aceitar.
    É óbvio, que uma Presidente que governou de forma autoritária,tomando medidas totalmente equivocadas,como:Mandar no Banco Central,intervir nas elétricas etc.
    Fica difícil alguem querer vincular seu nome e sua reputação,a Dilma e cia.
    Claro que alguem vai aceitar…ou não, como diria Caetano rsrs
    O semeadura é livre,mas a colheita é obrigatória.
    —————————————————
    Rapadura é doce,mas não é mole não.

  3. walter.nobre disse:

    Caro, vamos ser razoáveis, com relação aos 40 ministérios, e suas mudanças; a Dilma será lenta, e talvez, não altere tanto assim; terá que separar o quinhão do PMDB e aliados.
    Quantos aos seus reais ministros, enfrentará o seu próprio partido; quero dizer, o Lula, vem com uma gana em comandar..
    De qualquer forma, é um momento especial, mas a Presidenta é conservadora, e manterá a maioria dos seus amiguinhos, alojados; até por servirem bem, aos seus propósitos.
    A Dilma, tem seus próprios planos,são caminhos paralelos ao do Lula; mas quer cavar seu espaço, dentro do PT a força
    Os ditos conservadores, são resistentes, mas a Dilma, sabe jogar com boas cartas na manga; de fato, ela deverá driblar o PMDB, o PT, os nanicos; fará suas políticas, direto com o congresso; ela não tem articuladores a altura; se perdurar no governo, e não for impedida; terá seu próprio carimbo, nesta empreitada…

  4. Daniel disse:

    Essa estratégia de todos enviarem cartas de demissão é ruim, no meu ponto de vista.
    Transmite mais insegurança. O ministérios estão desguarnecidos, quem ficou já não quer mais saber de nada.
    Para ajudar, ela fica enrolando para anunciar os novos ministros. Varias especulação surgem, as pessoas começam a formar aponião sobre um ou outro. Quando ela escolhe, acaba gerando alguns descontentamentos.
    No final das contas, chegamos a conclusão que, muitos ministérios, ter ministro ou não, não faz a menor diferença.

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