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Economia
02-12-2013, 18h38

Faltou transparência no episódio Petrobras

Empresa deveria ter explicado melhor recuo sobre reajuste automático
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Na sexta passada, a Petrobras realizou uma reunião do Conselho de Administração. Ao final do encontro, vendeu uma versão insustentável da decisão que resultou no reajuste dos combustíveis naquela noite.

A estatal havia divulgado dois fatos relevantes para comunicar ao mercado que mudaria a sua política de preços. Acabaria a fase de controle rígido da tarifa pelo Palácio do Planalto. Começaria uma etapa em que uma fórmula alinharia automaticamente os preços internos de acordo com o mercado internacional, o que daria previsibilidade de caixa à empresa e musculatura para enfrentar os desafios do pré-sal.

Só quem não conhece a relação entre a presidente Dilma Rousseff e a chefe da Petrobras, Maria das Graças Foster, pode acreditar que os dois fatos relevantes vieram a público sem aval do Planalto. Graça obtivera da presidente a promessa de que poderia tocar a mudança adiante.

A presidente da Petrobras fez a sua parte. Reorganizou a empresa, descascando alguns abacaxis, e articulou com êxito o consórcio que arrematou o campo de Libra. Mas o cálculo eleitoral levou a presidente a recuar.

Qual foi a saída? Mandar todo mundo ficar calado e dizer que se chegou a um meio-termo na disputa entre Graça e o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A Petrobras foi derrotada por Mantega. Isso deveria ter sido explicado direitinho ao mercado.

No entanto, prevaleceu a avaliação de que bastariam reajustar os combustíveis num valor abaixo da defasagem em relação aos preços internacionais e dar uma banana a respeito do destino da tal fórmula de reajuste automático. O preço veio hoje, com o desabamento das ações da empresa.

Foi um erro achar que o episódio passaria em brancas nuvens. Essa história deveria ter sido tratada com mais transparência, sobretudo o seu desfecho.

*

Continuar a usar a Petrobras para controlar a inflação custará caro ao país no médio e longo prazo.

Comentários
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  1. Felipe disse:

    Marcas do governo Dilma: intervencionismo e muita balbúrdia. Aos poucos ela vai erodindo a confiança que o Brasil levou 16 anos para conquistar.

  2. walistton disse:

    A meta de inflação é 4,5%.até 6,5% é a tolerância.
    O problema é que o teto virou piso, isso o mercado percebeu quando vê o ministro da fazenda dizendo o seguinte:Cumprimos a meta de novo!!!O merado então vê que o governo vai atirar em 6% e reajusta suas expectativas.
    Nesse regime de metas o correto seria atirar em 4,5% perseguir esse objetivo e não se contentar com 5,5 ou 5,8, aí vem o problema, qualquer choque de câmbio ou agrícola o teto da meta pode estourar, aí é preciso tomar essas medidas prá lá de heterodoxos.
    Se houvesse preocupação com a inflação uma cesta de medidas seria tomada, entre elas a revisão do reajuste do salário mínimo que me lembra os gatilhos salariais do Sarney.
    Controlar na base só do juro tem uma conta até mais alta do que jogar na petrobras e o que falar do preço da energia?
    Inflação reprimida com certeza, estoura quando?2015?Depois da eleição?Espero que nunca, veremos…

  3. Antonio Barbosa disse:

    Devemos perguntar porque a presidente Dilma e seus asseclas interferem tanto? Resposta: PODER. Estar no topo da cadeia de comando e dando as cartas. Só assim os milhares de cargos criados para o aparelhamento do Estado podem ser mantidos. A “coisa” não é pequena. Engana-se quem acredita que qualquer político no Brasil pense no povo. Jamais. Primeiro eles, seus projetos de perpetuação no poder e as migalhas vão para as bolsas, sejam elas quais forem. Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal foram chamados de Dinossauros por Roberto Campos, por que são pesados, estúpidos e só atendem os anseios dos políticos. Ganhar agora vale tudo. Depois, ah..depois…o povão que os aguarde!!!

  4. Celio Jorge Lasmar disse:

    Pura especulação em cima das ações da Petrobrás, idiotas assustados tentarão se desfazer e os malandros espertos estarão esperando para comprar: “Petrobrás é Petrobrás amigo, possui ativos e reservas de matéria-prima imensas, o resto é conversa fiada e ação criminosa de especuladores.

  5. Marcirio disse:

    Essa é a marca do PT, desordem, para poder se apropriar mais à vontade dos recursos públicos.

  6. Johnny disse:

    Toda vez que a Dilma se mete na área econômica as consequências são desastrosas. Episódio de baixar juros ha 1 ano atrás, as mudanças de “critério” no cálculo do superavit primário, as desonerações de impostos pra agradar ao empresariado sem se preocupar em reduzir as despesas de custeio do governo que são absurdas. Ela é muito ruim pra governar. Planejamento “zero”. O marketeiro define políticas pra agradar e conquistar o eleitorado. Inclusive enconômicas. Governo ridículo.

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