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Política
15-01-2020, 10h15

Fila do INSS é culpa de Guedes; Bolsonaro usa máquina para criar partido

É ilegal combinar viagem presidencial para turbinar Aliança pelo Brasil
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

A volta da enorme fila para pedir aposentadoria é responsabilidade do ministro da Economia, Paulo Guedes, que não entende de gestão pública e tem muito gogó para soltar balões de ensaio. Ele não entrega, para usar um termo caro ao mercado.

Há vários fatores que explicam o acúmulo de pedidos, mas Guedes está no poder há um ano. A fusão de vários ministérios sob sua alçada, acabando com a pasta da Previdência, deu no previsto há um ano neste espaço: a estrutura administrativa de Bolsonaro geraria problemas de gestão.

Acrescente-se que a Previdência é vista como problema pelo atual governo. Interessa a Guedes o desmonte da área social. Segurar aposentadorias na boca do caixa ajuda no ajuste fiscal, com os mais pobres pagando uma conta salgada.

Nos últimos anos, foi abandonado o contrato de gestão na Previdência, o que estimulava a produtividade de servidores. Vagas abertas foram canceladas. O último concurso para o setor aconteceu em 2015. As filas acabaram no governo Lula e voltaram com toda a força sob Bolsonaro e Guedes.

Recorrer a 7 mil militares para atender ao público é medida paliativa. Pela entrevista de ontem da equipe econômica, a fila vai continuar grande por um bom tempo. Demofobia ajuda a explicar.

*

MP Eleitoral precisa agir

O presidente Jair Bolsonaro disse que pretende viajar pelo país a fim de coletar assinatura para a criação de seu novo partido, o Aliança pelo Brasil. Isso tinha nome em governos anteriores. A imprensa chama de uso da máquina pública, de campanha eleitoral antecipada.

Usar dinheiro do contribuinte para planejar viagens sob medida para turbinar um projeto político-eleitoral é ilegal. É caso de crime de responsabilidade.

Não dá para normalizar isso.

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Desqualificado

Bolsonaro não viu e não gostou de “Democracia em Vertigem”, documentário de Petra Costa indicado ao Oscar. Como de costume, fez comentário grosseiro. O presidente da República não tem qualificação para o cargo.

Não dá para normalizar isso.

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Eleição americana

O 7º debate entre pré-candidatos a presidente do Partido Democrata também foi tema dos comentários de ontem no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. LIRA disse:

    Prezado Kennedy, gostaria somente de aqui fazer uma pequena observação e uma pergunta: Qual a qualificação desses militares da reserva e qual a coragem que eles terão em trabalhar, coisa que nunca fizeram? Se vão contratar sete mil militares da reserva, pagando caro por um serviço que não vai existir, porque não deslocar os militares da ativa para fazerem o “trabalho” pois, sabemos que encontraremos o maior número de ativos obsoletos/inertes que passam a vida sem nada fazerem, isso já seria uma economia para o país. Acho eu, que isso é somente mais uma maneira de ajudar a classe militar, aumentando seus rendimentos.

  2. walter nobre disse:

    Kennedy, a solução para a fila do INSS é extremamente positiva, utilizando nesta hora, mão de obra já contratada; usar os militares deve ser uma medida cada vez mais solicitada; não se pode ignorar os fatos; resolvendo a questão, o País agradece…O que lamento sobre o Paulo Guedes, é a insistência em criar Novo imposto, isto sim não tem sentido, não leva a lugar algum. Quanto ao partido Democrata, tentando complicar o Trump, estão completamente perdidos com as manobras eficientes dos republicanos; depois da analise do Impeachment no Senado que será Negada, terão que engolir a reeleição dele. Sobre o Novo partido do bolsonaro, não é exatamente isto que chama a atenção, ao meu ver temos uma campanha precoce…

  3. […] quarta-feira 15/I, o jornalista Kennedy Alencar propõe em seu blog uma oportuna reflexão sobre […]

  4. […] Recorrer a 7 mil militares para atender ao público é medida paliativa. Pela entrevista de ontem da equipe econômica, a fila vai continuar grande por um bom tempo. Demofobia ajuda a explicar. https://www.blogdokennedy.com.br/fila-do-inss-e-culpa-de-guedes-bolsonaro-usa-maquina-para-criar-par… […]

  5. […] (Sâmia Bonfim, Paulo Pimenta e Gleisi Hoffmann) e jornalistas (Bernardo Mello Franco, Kennedy Alencar e Rita Lisauskas), além de cidadãos. “Deixa ver se entendi, o governo do Sr. Jair […]

  6. wilsonsjr disse:

    Com a célere e constante míngua que se tem imposto ao Estado Brasileiro, a fila do INSS terá muitos sucessores e, talvez, até concorrentes. É preocupante e lamentável constatar a erosão do Estado, quando sequer esse mesmo Estado: (a) tenha se tornado forte o bastante para construir sistema de esgoto sanitário para metade das habitações que ainda não o têm; (b) tenha conseguido reduzir significativamente o número exorbitante de homicídios [mais de 64 mil em 2018]; (c) tenha conseguido debelar o crime organizado, que hoje tem sucursais por todos os Estados; e, (d) tenha identificado e aplicado sanções ao causador da descarga de óleo bruto que invadiu o litoral nordestino, para exemplificar.

    Mais grave é que o poder não suporta o vácuo: se o Estado Brasileiro falta alguma forma de poder o substituiu. Esperemos que nisso não tenhamos de, mais uma vez, subordinarmo-nos em genuflexório a outros Estados.

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