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Política
07-07-2014, 22h10

Financiamento eleitoral exclui cidadão

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ISABELA HORTA
Brasília

 

 

 

O tema do “SBT Brasil” desta segunda-feira foi o financiamento de campanhas eleitorais. Os candidatos à Presidência da República apresentaram à Justiça Eleitoral uma estimativa de que poderão gastar até R$ 1 bilhão na próxima eleição. A soma de 85 candidaturas estaduais chega a R$ 2,1 bilhões. Os candidatos têm uma relação de dependência com os financiadores de campanha. As grandes empresas compram uma espécie de seguro, um canal privilegiado para lidar com os políticos antes deles serem eleitos. Uma vez no poder, elas usam esse canal para obter grandes contratos em obras públicas e modificar projetos no Congresso. Isso cria uma relação promíscua, que é uma das fontes de corrupção. As doações de empresas são legítimas, mas deve haver um limite pequeno. A contribuição do cidadão tem de ser estimulada, porque isso o aproxima dos eleitos. Dessa forma, o eleitor passa a cobrar mais de seus governantes.

Comentários
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  1. Ricardo Gomes disse:

    Kennedy a matéria é muito boa e descreve a realidade já sabida por nós, os eleitores. Esse sistema deve ser mudado e cortado na raiz. Para tanto, o trinômio empresa x doação x candidato deve se restringir a x% e não a milhões, passando disso, esse dinheiro ultrapassado deveria ser doado a hospitais e não a candidatos. A aproximação dos candidatos deve ser obrigatória, com mais ênfase a comícios públicos, isto é, deve-se definir um lugar e agendar as reuniões entre candidatos e eleitores, afim de se discutir as propostas e não ficar somente no virtual como TV ou outros meios de comunicação. O povo deve olhar e estar frente a frente com o seu candidato, suas propostas, pois é ele que irá representar e levar adiante aquilo que foi acordado.

  2. Isaac Holanda Martins disse:

    Concordo plenamente com os comentários sobre essa prática. A política é um instrumento de mudança social, mas da forma que é feita hoje é um instrumento de mudança pessoal. A saída pra começar a mudar esse cenário é com a participação do povo. Iniciou-se uma campanha “Eleições limpas” através da CNBB, OAB, AVAZZ e outros da mesma campanha do “Ficha Limpa”.
    É um Projeto de Lei que pretende, em um de vários pontos, acabar com as doações de pessoas jurídicas e somente poder doar pessoas físicas e com o valor máximo de R$700,00. Só com isso dificulta a “parceria” de políticos e grandes empresários, aumenta o esforço do político ir atrás das pessoas e de certa forma se comprometer com mais pessoas e não somente a um só.
    Quem tiver interesse em conhecer bem este Projeto entre no site: eleicoeslimpas.org.br
    Lá tem todas as diretrizes do Projeto e a opção de votar. A intenção é arrecadar 2 milhões de assinaturas para que chegue ao Congresso com jurisprudência para tornar-se uma Lei vigorante.

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