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Entrevistas
11-07-2015, 13h05

‘FMI agiu de forma criminosa na dívida grega’

Fundo sabia desde 2010 que estava dando veneno para a Grécia, diz auditora do débito
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ISABELA HORTA
Brasília

Para Maria Lúcia Fattorelli, o FMI (Fundo Monetário Internacional) agiu de forma “criminosa” na dívida grega. Auditora aposentada da Receita, ela diz que, desde 2010, o Fundo sabia que o endividamento do país europeu era insustentável. “O que houve foi uma ação criminosa e consciente do FMI. Ele sabia desde o início que não estavam dando um remédio para a Grécia, mas um veneno.”

Convidada em junho pelo Syriza para analisar a dívida grega, Fattorelli explica que a Grécia não recebeu empréstimos ou recursos financeiros de credores internacionais. Segundo ela, o país está sendo usado para salvar bancos privados.

“Existem esquemas que utilizam o instrumento de endividamento público às avessas. Em vez de ser um instrumento que aporta recursos para os cofres públicos, a dívida pública tem funcionado como um mecanismo de contínua subtração de recursos públicos para o sistema financeiro privado”, diz a auditora.

De acordo com Fattorelli, os países europeus e a Comissão Europeia “farão de tudo” para que a Grécia não saia da zona do euro. Isso porque a saída do país acabaria por revelar o esquema de desvio de recursos públicos.

Fattorelli afirma que a vitória do “não” no referendo de domingo passado com 61,3% dos votos, “dá uma sacudida extremamente saudável”. “Se não for interrompido esse processo de salvamento de bancos, daqui a pouco, toda a Europa estará como a Grécia. Esse modelo de retirar ativos tóxicos que estão quebrando os bancos privados e transferir isso para os cofres públicos, para os Estados e para o Banco Central dos países, isso não tem limite”, diz.

Para a auditora, o referendo retirou a Grécia “de uma condição de humilhação”. “O primeiro-ministro Alexis Tsipras está mostrando que ainda existe soberania no mundo e que esse valor precisa ser respeitado.” Ela avalia que as medidas de austeridade impostas pelos credores internacionais são “descabidas” e levaram o país a uma “crise humanitária”.

Fattorelli defende que a Grécia suspenda todos pagamentos até que a auditoria da dívida seja divulgada e aprofundada. “O povo grego não pode continuar pagando uma dívida ilegal, por algo que nunca recebeu. Para isso, seria preciso uma compreensão muito grande dos dirigentes dos demais países, que deviam, inclusive, agir em defesa própria, já que há um risco sistêmico na Europa em função desse esquema de salvamento bancário.”

Confira a entrevista:

1 – No último dia 30, o governo grego deixou de pagar uma dívida de € 1, 6 bilhão com o FMI (Fundo Monetário Internacional). Estima-se que a Grécia tenha uma dívida total de quase € 300 bilhões. A senhora foi convidada pelo Parlamento grego para integrar o Comitê pela Auditoria da Dívida Grega, juntamente com outros 30 especialistas internacionais. A que conclusões o grupo chegou? Qual é, de fato, a situação da crise grega?

O resultado da auditoria está detalhado em um relatório preliminar que publicamos. A dívida grega está um pouco acima de € 300 bilhões: € 321 bilhões, considerando a dívida externa e a doméstica.

O ponto chave é que a Grécia não recebeu recursos ou empréstimos, mas papéis podres. A crise que está acontecendo na Europa ocorre porque os países estão sendo utilizados para salvar bancos privados. Então, todas as medidas de austeridade que estão sendo impostas à Grécia propõem o corte de investimentos e gastos sociais para sobrar dinheiro para os juros de uma dívida da qual o país não recebeu nenhuma contrapartida.

2 – O referendo de domingo perguntava aos gregos se o governo devia aceitar as condições impostas por credores internacionais para liberar uma ajuda financeira de € 7,2 bilhões ao país. Para conceder esses recursos, os credores exigiam que fossem realizados corte de gastos, aumento de impostos e mudanças no sistema de previdência. Como a senhora avalia essas exigências?

São as medidas de austeridade que estão sendo impostas à Grécia desde 2010 e que levaram o país a essa crise humanitária. O PIB encolheu, o orçamento reduziu em € 40 bilhões de 2010 pra cá. O desemprego é recorde: atinge 60% dos jovens. Há também redução salarial e de pensões, um processo de privatização. É uma pressão abusiva contra o país. Já foi demonstrado que isso não dá certo. Essas medidas pioraram a situação do endividamento. São totalmente descabidas. Já passaram pelo limite suportável pelo país.

A economia da Grécia atingiu um ponto de inanição. A dívida está matando a economia grega e a possibilidade de se gerar emprego. Como é que o país vai reagir a isso por mais forte que seja? Com mais fechamento de postos de trabalho? Com menos recursos ainda na mão dos aposentados e dos trabalhadores para que eles comprem ainda menos, levando a economia a um ritmo inferior ao que já está?

3 – A população recusou as condições do plano de resgate dos credores e o “não” venceu com 61,3% dos votos. Como isso influenciará as negociações da dívida grega de agora em diante?

No início do ano, as eleições que elegeram a coalizão, o Syriza, já tinham indicado que haveria uma mudança. O Syriza era inexpressivo na legislatura anterior e ganhou a maioria no Parlamento e o Executivo. Então, essa mudança radical nas eleições já demonstrou qual rumo o povo queria. No domingo passado, a população referendou isso especificamente em relação a política de austeridade. A pergunta era: “você está de acordo com a política de austeridade ou não?”. Apesar da imensa confusão que foi feita para confundir a cabeça do povo, como dizer que o “não” significaria a saída da zona do euro, mais de 60% votou pelo “não”.

O referendo foi importantíssimo: retirou a Grécia de uma condição de humilhação e elevou o país a um outro patamar. A Grécia mostrou que ela é, de fato, o berço da democracia. O país consultou o povo. Que outra nação do mundo teria condições de convocar um referendo de uma semana pra outra como a Grécia fez, consultando os cidadãos sobre uma questão econômica, uma imposição do FMI, do Banco Central europeu e da Comissão Europeia? Quando os países consultam sequer seus parlamentos sobre a agenda do FMI?

A Grécia mostrou que é um país e deve ser respeitada enquanto tal. O primeiro-ministro Alexis Tsipras está mostrando que ainda existe soberania no mundo e que esse valor precisa ser respeitado.

4 – Na sua avaliação, quais eram os argumentos mais consistentes de quem defendia o “Sim”?

Na minha opinião, da forma como foi colocado no referendo, não tinha como defender o “sim” à austeridade de maneira alguma. Ora, a Grécia vem enfrentando austeridade há cinco anos e chegou a situação que está hoje.

As pessoas que votaram pelo “sim” utilizaram argumentos para confundir a população, dizendo que o “não” significava o fim ao euro. Não se tratava disso. Também tentaram moralizar o gasto público e a responsabilidade. Mas isso é uma coisa que todo mundo defende! Não tem nada a ver com o “sim” ou “não”. São medidas que estão sendo perseguidas pelo governo grego ao impor transparência, controle, independentemente da austeridade.

5 – Qual será o impacto do resultado do referendo para o restante da Europa?

O “não” dá uma sacudida extremamente saudável. Se não for interrompido esse processo de salvamento de bancos, daqui a pouco, toda a Europa estará como a Grécia. Esse modelo de retirar ativos tóxicos que estão quebrando os bancos privados e transferir isso para os cofres públicos, para os Estados e para o Banco Central dos países, isso não tem limite.

Há estatísticas dos Bancos Centrais que mostram que há onze PIB’s mundiais de ativos podres. Não vai adiantar repassar isso para os países porque eles vão transferir essas levas e todas as outras levas. Então, até quando as nações suportarão isso? Tem de parar com essa política suicida. Tem de rever isso e buscar outra saída pra esse problema que foi criado pelos bancos privados. Isso não foi criado pelas nações. Estão tentando empurrar um problema dos bancos privados para o povo pagar a conta.

Aliás, isso já está acontecendo aqui no Brasil. Nós da Auditoria Cidadã da Dívida investigamos o endividamento público brasileiro e há também uma série de ilegalidades e até inconstitucionalidades.

6 – Com a vitória do “não”, se não avançarem as negociações para quitar a dívida grega, o país poderá ser expulso da zona do euro devido ao calote. O que isso representará para a economia da Grécia e dos outros países do bloco?

Os países europeus e a Comissão Europeia farão de tudo para a Grécia não sair da zona do euro. Isso porque a saída precipitaria a revelação desse esquema de salvamento bancário. Desde 2010, a Grécia vem sendo utilizada como cenário para encobrir uma série de coisas ilegais e monstruosas, como o programa de compra de título ilegal lançado pelo FMI.

Na minha avaliação, os bancos que financiaram diversas campanhas na Europa não deixarão os dirigentes políticos caminharem nessa trilha. A revelação do esquema de salvamento de bancos privados aceleraria uma modificação geral que tem de acontecer no sistema financeiro mundial.

Além disso, não tem lógica matemática dizer que o que acontece na Grécia coloca em risco a economia europeia. Isso é ridículo! O PIB grego representa menos de 3% do PIB europeu.

7 – Segundo relatório do FMI, a dívida da Grécia é “insustentável”. O país precisaria de mais € 50 bilhões em financiamento até 2018 para quitar sua dívida. O Fundo avalia que a situação da Grécia piorou depois que Alexis Tsipras chegou ao poder. A senhora concorda com essa avaliação do FMI?

Eles sabiam que a dívida é insustentável desde o início. Tivemos acesso a uma ata de uma reunião do FMI de 2010 _ um documento secreto que vazou e já está acessível na internet, que dizia que o endividamento grego apresentava problemas e sugeria uma reestruturação da dívida e não aquele plano que foi imposto.

Há pouco tempo o FMI assumiu que houve equívocos. Nós não aceitamos isso. O que houve foi uma ação criminosa e consciente do FMI. Ele sabia desde o início que não estavam dando um remédio para a Grécia, mas um veneno.

Agora, quem vai responder pelas vidas que foram ceifadas na Grécia? Foram mais de cinco mil suicídios. O ministério da Saúde de lá criou programas para cuidar dessa situação, porque há famílias inteiras desempregadas e sem perspectiva alguma de conseguir emprego. De uma hora pra outra, 30% da população foi jogada na miséria. E ainda querem mais austeridade?

8 – Quais devem ser os próximos passos de Tsipras e de seu partido, o Syriza? Que medidas precisam ser tomadas para contornar a crise econômica?

É preciso divulgar e aprofundar as investigações a respeito da dívida. Isso será feito. Já tivemos uma sinalização por parte do Parlamento de que o processo de auditoria continuará. Mas o ideal seria a suspensão dos pagamentos até tudo isso vir à tona. O povo grego não pode continuar pagando uma dívida ilegal, por algo que nunca recebeu. Para isso, seria preciso uma compreensão muito grande dos dirigentes dos demais países, que deviam, inclusive, agir em defesa própria, já que há um risco sistêmico na Europa em função desse esquema de salvamento bancário. É muito grave tudo isso. O ideal seria, então, que dessem uma trégua para elucidar toda a situação que começou a ser apurada. Incrivelmente, esse debate não existia até agora.

9 – Em 2007, a senhora participou da Auditoria Integral da Dívida Pública do Equador, a convite do presidente Rafael Correa. O grupo conseguiu comprovar diversas ilegalidades e ilegitimidades, o que resultou na anulação de 70% da dívida externa em títulos do Equador. O que o caso do Equador tem a ensinar para a Grécia?

O contexto do Equador é um pouco diferente da Grécia, mas existem semelhanças. No fundo, tanto no caso do Equador, da Grécia e de vários outros países que investigamos, estamos diante da utilização do instrumento de endividamento público de forma totalmente distorcida.

Se você pegar qualquer livro de Economia, vai encontrar que o endividamento público é um instrumento que deveria complementar os recursos que o Estado arrecada. O endividamento público deveria ser isso. Então, eu não digo que a dívida é ruim. Ela poderia ser uma coisa muito boa. Poderia complementar os recursos que viabilizam segurança, educação pública e saúde pública de qualidade. Isso todo mundo quer.

Mas, quando começamos a investigar a dívida, temos descoberto que há ausência de contrapartida em todos os países. Existem esquemas que utilizam o instrumento de endividamento público às avessas. Em vez de ser um instrumento que aporta recursos para os cofres públicos, a dívida pública tem funcionado como um mecanismo de contínua subtração de recursos públicos para o sistema financeiro privado. Nesse aspecto, então, há uma certa semelhança entre os casos equatoriano, grego e até brasileiro.

Aqui no Brasil, a auditoria está prevista na Constituição, mas nunca auditaram a dívida. O TCU (Tribunal de Contas da União) e a CGU (Controladoria-Geral da União) auditam tudo, menos a dívida. O Congresso Nacional acompanha o gasto público em várias áreas, exceto na dívida. Somos nós da sociedade civil que começamos a investigar a dívida e auditá-la.

Então, o modelo do capitalismo financeirizado foi muito esperto ao escolher a dívida como veículo para essa extração de recurso. Dívida é uma coisa que todo mundo rejeita. O cidadão faz um paralelo entre a dívida pública e sua dívida pessoal. E só existe dívida se ocorreu uma entrega. Assim, todo mundo acredita que, se está escrito na dívida pública, realmente houve contrapartida. Mas, em todas as investigações, invariavelmente, constatamos que essa entrega não existiu. Existiram esquemas de transformações de dívidas privadas e fraudes de meros registros contábeis de dívida, sem nenhum documento.

Comentários
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  1. Ruy Teixeira disse:

    Impressionante e assustador. O nosso ex-Presidente disse que havia tirado nosso país das mãos do FMI pagando nossa dívida externa, em compensação entregou nosso país aos banqueiros nacionais, aumentando ainda mais nossa dívida interna, hoje já se sabe que a externa também já voltou, tudo isso é loucura. O mais interessante é que nenhum dos ex-Presidentes e inclui aí a atual, nunca quiseram ouvir ou receber a Sra. Maria Lúcia Fattorelli para falar sobre a dívida do nosso país.

    • Diógenes Sá disse:

      Quando falo da falta de capacidade cognitiva é para tentar alertar e modificar esta realidade pelo exercício mental ou treinamento. O sistema financeiro é este e o que se pode fazer é jogar o jogo pelo menos para empatar ou ter a liberdade de planejar. A dívida interna não livra o Brasil do Sistema Financeiro. Isto também acontece com todos os outros países do mundo. Mas, para quem tem capacidade cognitiva reflete e entende que a dívida interna não impõe as regras do FMI, logo a possibilidade de formular uma política econômica sem amarras inflexíveis é maior. O exercício mental passa pela leitura, estudo e reflexão. Façam isto, pelo amor de Deus.

    • walter disse:

      É isso Ruy Teixeira, nos deixam atônitos; enxergamos uma realidade virtual e inverídica;lembra muito bem o “Matrix”…
      Por isso, sempre tive duvidas, de governantes que vem, para salvar a lavoura; estávamos com as contas em dia, até o final do governo FHC; sua grande mancada, foi o segundo mandato, que permitiu a deixa ao lula, com isso, além dos oito anos engessando o sistema; ainda elegeu sua sucessora, que só foi eleita, pelo populismo do “bolsa família”; desta forma nossas autoridades fiscalizatórias estão sob JUDICE; será que por longo 12 anos, NINGUÉM PERCEBEU, os desvios e desmandos promovidos e patrocinados deste governo…TUDO ISSO PARA AFIRMAR; nenhuma instituição de fato, enxerga nada…

  2. Marco Túlio Castro disse:

    Kennedy vai me desculpar mas vocês não entendem absolutamente nada de Europa.
    A Grécia mantém mordomias e um estado absolutamente inchado. Ninguem foi oferecer-lhes dinheiro, eles é que foram pedir.
    Como exemplo da incompetência administrativa com a conivência da população podemos citar um jardim de 6 metros quadrados que era cuidado por 42 jardineiros pagos pelo estado.
    Tem um lago seco que é cuidado por varios funcionarios do governo. O gregos pagam menos impostos que o resto da Europa. Aquela ilha não produz nada alem de queijo e funcionario publico. Ou seja, agora estão lixados. Ou voce acha que eu como cidadão europeu tenho que sustentar as mordomias dos filosofos ?

    • J K disse:

      Podes ter razão se a análise for isolada à Grécia.
      Eu e quase toda a Europa mais pobre (médios) temos o mesmo sentimento em relação aos bancos, quais se aproveitam , e isso se torna cada vez mais claro, do endividamento dos governos (leia-se dos povos) para depois de estarem em posse dos depósitos das pessoas ameaçarem os governos com default. Aí, para não terem que honrar os créditos ou pagarem o preço político da falência, os governos tratam de criar uma “selic” a moda de cada país par garantir os lucros da banca.
      Enquanto o mundo não conseguir excomungar esse sistema é muito difícil pensar em mudança.

  3. O sistema financeiro é o vilão do capitalismo. O Brasil precisa taxar grandes fortunas e sair da crise imediatamente, em paralelo auditar sua dívida. Outro país que não aderiu às ditas receitas do FMI foi a Islândia, que continua com excelente índice de desenvolvimento humano. A Islândia, o povo que forçou o governo, nacionalizou três bancos privados quebrados, tendo colocado na cadeia os banqueiros, e disse um NÃO ao FMI.
    Parabéns ao Kennedy por mostrar a brilhante Maria Lúcia Fattorelli!

  4. Rodriho disse:

    Marco Tulio Castro você esta sendo enganado pela propaganda do Mercado e seus Economistas e sua mídia. O Déficit da Grécia era um déficit pequeno. A Grécia assim como os outros países está sendo usado como deposito dos ativos podres dos Bancos falidos depois de 2008. Esse negocio que a Grécia gastou mais do que arrecada do que Grécia e uma grande mentira.

  5. Weber Figueiredo disse:

    Muito bom vcs. publicarem um contraditório à parcialidade da mídia indecente. Parabéns a Maria Lúcia.

  6. J K disse:

    Kennedy, quando estourou a crise em 2008, os índices davam endividamento médio na população de Portugal na ordem de 120% da remuneração anual. As pessoas vendiam suas casas supervalorizadas e gastavam uma parte viajando pelo mundo, já que era esse o “Must” daquele momento, passear, ter casa na praia, vir ao Brasil. Ainda acabavam por comprar uma cá ainda maior que a anterior. Juro de longo prazo atraente, salário bom…. Até que a coisa virou e as pessoas assustadas pararam imediatamente de consumir. Fábricas se mudaram pra perto do consumidor que sobrara ou duma porta de saída pra China. A economia desceu de degrau.
    Pois pasme, vai lá ver como estão hoje: economia arrumada, desemprego diminuindo e…. A banca emprestando $$ pra comprar carro, viagem, já alguns aventureiros comprando imóveis novamente

  7. Rodrigo disse:

    Essas Fraudes acontece por que são poucos grandes Bancos mundiais. Islândia não quis salvar Bancos. Hungria também não e expulsou ao FMI. No Brasil o FMI que já dita nossa politica econômica desde 1982. E a forma que o plano real foi feito deixou o Brasil refém para que os especuladores internacionais deixem sua grana no Brasil e o real valorizado frente ao dólar.

  8. Augusto disse:

    Para os adeptos da “teoria externalista” a explicação é assim mesmo: SIMPLISTA!
    Quando abraçam uma causa, eles sempre acham um culpado a quem atribuem toda culpa, e tentam isentar os verdadeiros culpados de toda a responsabilidade, colocando-os como vítimas.
    Segundo a D. Maria Lúcia, a coisa é assim bem simplista. O grande culpado pela crise grega não é o povo grego que há tempos vem escolhendo mal seus governantes. O grande culpado são os credores internacionais (leia-se nas entrelinhas: O CAPITALISMO).
    Na visão dela, os credores internacionais é quem tem uma única culpa coletiva: saquearam todos os recursos minerais, naturais, financeiros e culturais da Grécia e isso é que é a fonte da miséria deles. O povo grego é só vítima, o que por si só justificaria uma causa. Eheheh!
    -o-
    Não é assim, não por acaso, que Dilma e o PT se isentam das suas responsabilidades atribuindo a culpa dos problemas econômicos brasileiros à uma suposta crise externa?
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    Lembro do Magro do Bonfá: – “Não me faça te pegar nojo”.

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