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Política
03-04-2018, 7h43

Forças Armadas veem boicote de polícias à intervenção federal

Investigação sobre Marielle seria evidência disso
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KENNEDY ALENCAR
SÃO PAULO

Na avaliação do Ministério da Segurança Pública e da cúpula das Forças Armadas, há um boicote de parcela de escalões superiores e intermediários das polícias Civil e Militar do Rio à intervenção federal no Estado.

Um ministro envolvido na discussão sobre os cerca de 50 dias de intervenção militar no Rio descreve assim a situação: “Nota-se um corpo mole de certos setores da PM e da Polícia Civil, sobretudo nas cúpulas. É como se dissessem assim: ‘Já que o governo federal decidiu pela intervenção porque os policiais fluminenses não davam conta da segurança pública, que os militares fiquem agora encarregados de resolver todos os problemas’”.

Alguns delegados civis e comandantes de batalhões da PM são vistos como um problema para o interventor federal, o general Braga Neto. Haveria um sentimento de que cabe aos militares descascar o abacaxi que receberam dos governos federal e estadual. Tem sido feito um incremento de militares no policiamento ostensivo, papel que cabe à PM, justamente para dar uma resposta a esse suposto corpo mole.

Em ações das Forças Armadas no Rio antes da intervenção, o Palácio do Planalto recebia relatos dos militares de vazamentos de informações sobre operações, prejudicando os resultados.

A investigação sobre a morte da vereadora Marielle Franco, do PSOL, seria um exemplo desse corpo mole. O jornal “O Globo” encontrou duas testemunhas do crime que não foram ouvidas pela polícia. As duas testemunhas relatam que policiais militares aconselharam quem estava por perto na noite do crime a ir para casa.

Para piorar, há uma expectativa de que dados de segurança do mês de março mostrem um aumento da violência no Rio. Segundo um ministro, a situação ainda deverá piorar antes de melhorar.

Comentários
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  1. dailton disse:

    Mais uma vez fica claro o poder e a manipulação da classe dominante na mídia e no poder absoluto.A simples razão para que a plebe e a nova ralé jamais cheguem ao poder e jamais haverá uma democracia e acensão social e cultural da da mesma.
    Isso é uma clara propagação do culturismo e ainda do escravagismo brasileiro

  2. joão disse:

    As forças armadas chamando a PM de corpo mole ? Porque eles,então, não sobem nos morros ?

    • walter disse:

      Caros João e Kennedy, as forças armadas não estão para mexericos…se subissem o morro, seria para enfrentamento, não haveria guarida para ninguém; estranho esta postura da polícia, esta tudo podre no “reino da Dinamarca”, são comandantes envolvidos com o pior das corporações por lá…precisam com urgência, substituir todos os envolvidos com os bandidos e milicianos…não querem de fato melhoria, estão a serviço da podridão…quando houve questionamento sobre as forças especiais; quem de fato pode ser contra agora…foi uma medida acertada pelo temer…quanto ao caso marielle caro, não tem conexão direta…se não forem firmes agora, o Rio estará relegado, a ser capital do crime, no mundo…

  3. Ronaldo disse:

    Independente da intenção, existem ações fadadas ao insucesso, pois, o remédio a ser aplicado só chega após a morte do paciente. Ora, ainda que se tivesse disponibilidade de um efetivo muito maior e legislação específica para aplicar nas ações corretivas necessárias à segurança no RJ, não existe o necessário à implementação do que as tornaria permanente, ou seja, uma verdadeira urbanização das comunidades tornando perene a presença do Estado em tais locais. Reclamar de “corpo mole” da única policia do país que tem coragem, dedicação e empenho para entrar em favelas cheias de guerrilheiros do crime armados com fuzis de assalto e sem temer a morte já que boa parte dos mesmos nunca conheceram a vida é ignorar o que significa “fator de risco” e o denodo necessário a seu enfrentamento. Nenhum governador do Rio de janeiro enxergou morador de comunidade como cidadão, logo, era questão de tempo para que o problema se tornasse insolúvel e problema sem solução, por definição, não é problema !

  4. ANTONIO PAULO DA COSTA CARVALHO disse:

    Quem conhece como a palma da mão os problemas da violência no Rio é a Polícia Militar e a Polícia Judiciária. Quem vem por cima, arrogantemente, colocando-se como senhor da situação, sem respeitar quem estava antes, cai do cavalo. As Forças Armadas podem comandar, mas como colaboradora ou prestadora de serviços, mas ouvir humildemente os mais antigos. Poder pressupõe sabedoria e não força. Os EEUU perderam todas as guerras territoriais. A Guerra do Vietnã é um exemplo, fugiram de milhares de camponeses sob o comando de Ho Chi Ming. Ademais, diálogo é a melhor receita. Afinal, os traficantes não vendem as drogas nas favelas. Tem muito grandão com cara de bonitinho comandando a droga. Proponho uma reurbanização das favelas, substituindo barracos por grandes construções, com apartamentos, centro de saúde, supermercados, e principalmente escolas.

  5. Romanelli disse:

    não é nada disso ..o que se pretende é se amplificar o estado de anomia que vem desde o GOLPE de estado parlamentar ..se pretende amplificar o estado de desgoverno e descontrole que valide uma intervenção militar seguida de prisões por desacato e suspensão do pleito de outubro

    tudo esta muito claro ..ainda mais com as ameaças ABERTAS do pessoal da reserva (recentes na ativa)

    EUA, STF, forças públicas e militares radicais, a elite expatriada e a destronada pelo POVO já se deram conta de que pelas vias democráticas eles não tem chance contra a preferência por quem prega um ESTADO DE BEM ESTAR SOCIAL ..e pior que ainda correm o risco de que pelo clima que eles mesmos criaram que ainda ganhem fascistas no Planalto

  6. gislene disse:

    O maior problema é que no Brasil primeiro se deixa instalar e depois tenta combater, tem que usar inteligência e isso falta aos comandantes desta terra

  7. Mauro Guerra disse:

    Caro Kennedy,
    Já era esperado este corpo mole. Quando o governo federal interviu apenas na policia, deixando a politica (governo estadual) de fora, jogou a culpa só nos policiais, e os políticos que sucatearam ficaram de fora.

  8. Rosa Maria Marcelino Flório disse:

    No Rio é difícil a solução dos crimes, porque a maioria da marginalidade se esconde nos morros, usando as pessoas de bem como “escudos”, pois estas não podem falar direito o que se passa ali.
    Quando a topografia é outra, mais plana, fica mais fácil a polícia/militares entrar. Contrária a esta minha tese, é a Favela da Maré, o que é um anacronismo. Isto porque seria bem fácil a intervenção, desde que monitorada/assessorada por helicópteros, por exemplo.

  9. Rafael Tormente disse:

    Caro Kennedy,

    Não vai ter mais áudios no blog? QUando você vai para TV novamente? Globo News seria uma boa! Parabéns e muito sucesso!

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