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Entrevistas
13-03-2019, 7h23

Freixo defende CPI e afastamento de delegado do caso Marielle

Deputado questiona ações de policiais civis do Rio
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) defendeu uma CPI do Congresso para investigar as milícias e pregou o afastamento do delegado Giniton Lages das investigações do caso Marielle Franco.

Em entrevista ontem ao “Jornal da CBN – 2ª Edição”, Freixo afirmou: “Não acho que ele [Giniton Lages] tenha condições, inclusive, de continuar conduzindo essa investigação. (…) É preciso uma mudança estrutural na Polícia Civil [do Rio de Janeiro]”.

O deputado federal disse que “não tem o menor cabimento” avaliar que “pistoleiros, matadores históricos do Rio de Janeiro”, tenham agido por conta própria ao assassinar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes em 14 de março do ano passado.

O delegado Giniton Lages aventou essa hipótese ontem, bem como o Ministério Público do Rio.

Na opinião de Freixo, “é evidente” que existem um ou mais mandantes, que podem pertencer a um grupo político fluminense. O deputado lembrou que “houve muito erro, muito desacerto” na investigação da Polícia Civil ao longo de quase um ano. Ele cobrou os motivos pelos quais houve demora na investigação do sargento reforma Ronnie Lessa e do ex-PM Élcio Vieira de Queiroz, acusados ontem de serem os executores de Marielle e Anderson.

Freixou disse que está discutindo com outros partidos a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) com deputados e senadores para investigar as milícias do Rio e a “metástase” desse fenômeno por outros Estados brasileiros. “Milícia é quando você não separa mais as relações entre crime, polícia e política.”

Ele afirmou não esperar “muita coisa do presidente Bolsonaro”, que, na visão do deputado do PSOL, tem “sempre uma perspectiva muito tacanha, muito mesquinha, muito incompatível com o cargo que ocupa”.

Mas declarou que aguarda mais apoio do ministro da Justiça, Sergio Moro, como a continuidade da participação da Polícia Federal no caso. Freixo elogiou a ação de policiais federais. A PF fez a chamada “investigação da investigação”. Ou seja, apurou eventuais sabotagem ou obstrução de autoridades policiais do Rio à investigação dos assassinatos de Marielle e Anderson.

Ele reiterou ser importante saber quem mandou matar Marielle e qual foi a motivação. Disse ser inaceitável no século 21 o uso da violência “para eliminar uma diferença política”. Ouça a entrevista:

Comentários
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  1. Jonas disse:

    Assassinato é uma das práticas favoritas dessa gente de bem, que defende deus e os valores de família.

  2. walter disse:

    Kennedy, o mal do nosso país, ao pedir afastamento do Delegado, só por não gostarem de seu comentário praticado, por alguém, que deveria ter calma, como é o caso do Freixo; este delegado, trabalhou por um ano em silêncio, trouxe resultados, pedir a cabeça do delegado, implicará em prejuízo as investigações…não vão reclamar depois, mas o processo ficará prejudicado, por excessos de zelo, contra um profissional, que aguentou tudo, até aqui…a teoria do delegado, pode sim ter fundamento, até porque, quem lida com bandidos, numa delação, não tem lugar seguro, para sobreviver…acredito que estes bandidos, policiais antes disso, são mais perigosos, portanto o deputado, foi precipitado, não haverá qualquer fato, alem das investigações, com as condenações dos envolvidos, se for provado que são criminosos de fato.

  3. Wellington Alves disse:

    Postergaram por causa das eleições. Ia mostrar a proximidade com o candidato que foi eleito.

    • Miguel Ângelo disse:

      Walter é engraçado. Você está corretíssimo. Tudo que apareceu em 2019, já existia em 2018. Se tivesse vindo a público, Bolsonaro teria ido para cadeia em fevereiro agora. E não só ele. Com menos o Lula foi preso. Já se tem provas, e também ouvir dizer para que Mourão seja nomeado presidente do Brasil até maio/2019. Se não for, é porque o Brasil de agora, está muito pior do que o Brasil de antes. Tratado como um os piores, na cabeça de muitos desalinhados com a sanidade. Erros de muitos, possível. Erro de um só homem. Um Brasil com 4 anos de governo e 50 de atraso. Este é o Brasil que vai pra frente, pra trás, pra trás, pra trás …

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2019-03-21 18:34:47