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Política
20-07-2017, 23h20

Garcia teve papel de destaque no governo Lula e no PT

Intelectual foi um dos formuladores da política externa ativa e altiva
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O professor Marco Aurélio Garcia, que morreu hoje de infarto fulminante, foi um dos principais intelectuais de esquerda do país. Professor de história da Unicamp e dirigente petista, teve papel de destaque na formulação da política externa do governo Lula, o momento de maior prestígio e projeção do Brasil nas relações internacionais.

Como assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio desenhou a política externa ativa e altiva juntamente com o então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Além dos Brics, ajudou a criar o G-20, grupo que reúne as 20 maiores economias do planeta e que hoje tem força no cenário mundial. Também defendia a política externa Sul-Sul, priorizando parcerias com países em desenvolvimento, sobretudo na África e na América Latina.

Ele continuou no posto no governo Dilma, mas a então presidente não entendia e não dava importância à política externa. Marco Aurélio era muito amigo do ex-presidente Lula. Bem-humorado, gostava de cozinhar e de bons vinhos, sobretudo tintos.

*

Tentativa de trégua

O Ministério da Cultura tem rendido dores de cabeça ao presidente da República, que o extinguiu quando assumiu o governo 14 meses atrás e logo depois o recriou. Há um intenso movimento de artistas para que a Câmara aprove a autorização a fim de que o Supremo examine a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente.

Temer avaliou que não valia a pena brigar ainda mais com a classe artística. Por isso, escolheu o jornalista Sérgio Sá Leitão (presidente da Ancine) para chefiar a pasta.

Sá Leitão tem apoio de setores da indústria cultural e entende do assunto. Com uma escolha técnica, Temer espera suavizar as críticas dos artistas ao governo.

Assista aos temas do “SBT Brasil”:

Comentários
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  1. walter disse:

    Caro Kennedy, quanto ao Garcia, teve seus méritos, mas era uma pessoa difícil;a diplomacia consiste em flexibilizar; aquela ideia de aberturas com a Africa, muito dinheiro a liberar p/ projetos e obras, nunca teve sentido econômico prático, tanto isto é fato, que o governo lula e dilma, andaram sim, perdoando dividas e por tabela, beneficiando ditadores de lá; um deles veio aqui promover escola de samba, e distribuir celular de ouro…quanto ao Sá na Cultura, poderia ser interessante se tivesse verbas, que é o que a muito tempo só reduzem…sinceramente, nem fará diferença a presença dele…estamos dependendo de tantos fatores, que só nos resta esperar que o País tenha capacidade de investimentos de fato.

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