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Política
27-04-2017, 8h05

Governo fracassa ao tentar exibir força para reforma da Previdência

Sucesso na flexibilização trabalhista não chega aos 308 votos desejados
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KENNEDY ALENCAR
SÃO PAULO

O governo teve sucesso ontem na Câmara no que toca à reforma trabalhista, mas fracassou na tentativa de demonstrar força para aprovar as mudanças previdenciárias. O placar da trabalhista é expressivo. Foram 296 votos a favor. É muito, porque o governo precisava de bem menos.

O Palácio do Planalto também conseguiu manter como desejava o relatório do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). Nesse sentido, houve sucesso na reforma trabalhista, que seguirá para o Senado com enorme chance de ser aprovada. Mas o governo desejava, no mínimo, alcançar 308 votos, que são os três quintos necessários para aprovar mudanças constitucionais, como é o caso da reforma da Previdência.

Faltaram 12 deputados para atingir seu objetivo. É pouco. No entanto, há maior resistência às alterações previdenciárias. Logo, não dá para dizer que só restaria obter mais 12 votos para aprovar a reforma da Previdência, porque a batalha será bem mais dura do que a trabalhista.

Logo após uma votação importante, há sempre um discurso do governo de plantão de que punirá deputados e senadores aliados que não foram fiéis. É uma primeira pressão para lembrar aos agraciados com cargos e verbas quais compromissos firmaram com o Palácio do Planalto para receber essas benesses. Hoje, já haverá reunião no Planalto com líderes aliados para tratar dos infiéis.

Com o passar dos dias, arrefece o pendor pela punição e volta a ser aberta a porta para negociar mais cargos e verbas. É esse o caminho que o governo tende a trilhar, até porque há deputados preocupados com o estrago em suas candidaturas à reeleição no ano que vem caso aprovem a reforma da Previdência.

A greve geral marcada para amanhã e os protestos de 1º de Maio, o Dia do Trabalho, também serão indicativos da maior ou menor dificuldade para o governo votar mudanças previdenciárias. Talvez sejam necessárias mais concessões do governo para aprovar o projeto, fundamental na estratégia do governo Temer.

*

Vestido pra guerra

Na entrevista do ex-presidente Lula ao SBT, o ex-presidente disse que não fará barganha com o juiz federal Sérgio Moro para reduzir o número de testemunhas de defesa e que poderia se mudar para Curitiba se for mantida a exigência de acompanhar 87 depoimentos.

Lula negou as acusações, dizendo que o Ministério Público começou mentindo e continua mentindo. Deixou bem claro que sua estratégia é questionar a consistência de provas contra ele, dizendo que elas não existiriam.

Em questões políticas, disse que terá condições jurídicas de ser candidato, apesar de esse ser um obstáculo real. Pela primeira vez, o petista afirmou com todas as letras que deseja ser candidato a presidente em 2018.

Declarou que o mercado deve temê-lo, porque o BNDES e o BB voltariam a ser bancos públicos, no sentido de que aumentariam a oferta de crédito. E afirmou que não aceita a crítica de que faria um governo irresponsável fiscalmente porque já administrou com equilíbrio às contas públicas quando foi presidente.

Por último, disse ver espaço para conversar com o ex-presidente FHC sobre reforma política e economia. Mas, assim como FHC também já declarou, negou que seria para buscar acordão contra a Lava Jato. Em relação ao presidente Michel Temer, disse que não haveria razão para conversar.

Foi duro com Temer. Afirmou que faltou compromisso dele com Dilma e com a democracia ao apoiar o impeachment, que voltou a chamar de golpe e de inconstitucional.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Romulo disse:

    Os maiores meliantes do país, que menos trabalham e ainda desviam dinheiro público, estão decidindo pelos ainda empregados e aumentando ainda mais o esvaziamento do INSS. Socorram forças armadas, este efeito é cascata e vocês serão atingidos.

  2. Maria Eduarda disse:

    A mudança de que ir de cima para baixo , o corte de gastos tem que ser feito no governo com certeza , tirar os privilegio dos Deputados Senadores e CIA LTDA. O povo tem que exigir e isso ,mas eles não focam em nada . corte gastos do governo primeiro.Depois venha para a classe mais baixa.

  3. Stanislaw - A CORRUPÇÃO + O VERGONHOSO DIREITO DE MENTIR X A JUSTIÇA DEMOCRÁTICA! disse:

    É duro ouvir mentiras. Tem gente que mente a vida toda, comete crimes e não admite isso, mesmo diante de provas. Dizem que o mentiroso, de tanto mentir, acaba acreditando na própria mentira. E acha que prova de crime é só documento assinado, de preferência registrada em cartório.
    Ninguém está acima da lei. E todo cidadão está sujeito a transgredir a lei, voluntária ou involuntariamente, afinal ninguém é perfeito. Não importa se o transgressor é o menor na escala social, ou se é um grande empresário, ou um deputado federal, ou um senador, ou um governador, ou um presidente da república, ou mesmo um ex-presidente da república – NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI. Esse é o valor maior da democracia. É por isso que vale a pena lutarmos por um país democrático. Um país onde cumprir a lei seja obrigação de todos e quem a descumprir que responda na justiça: todos, sem exceção!

  4. mano disse:

    prezados: o julgamento do ex-presidente Lula é politico, portanto o princípio do contraditório e da ampla defesa é coisa para inglês ver. O passo a passo foi planejado e as cartas estão marcadas, porém para sociedade é preciso mostrar que trata-se de um processo comum. Qualquer um de nós pode prever a decisão do juiz Sérgio Moro. No meu entendimento, o juiz Sérgio Moro entende mais de inquérito policial, cujo procedimento é inquisitório. Concluo arriscando que o ex-presidente Lula, com testemunha de defesa ou sem testemunha de defesa será condenado a prisão com pena oscilando entre 12 e 15 anos com futuro habeas corpus negado na 2ª instância. A única chance de Lula é um habeas corpus na 2ª turma do STF. Lula é imbatível no voto popular!

  5. walter disse:

    Cara Maria Eduarda; seu ponto de vista é o que o Povo espera, para ser justo o pleito de reivindicações nesta reforma…estamos nas mãos do destino; nesta hora só Deus e o destino, podem nos salvar.
    O País, precisa de respostas positivas deste governo; o congresso age com muita desconfiança, considerando a exposição do Temer, com relação aos seus ministro empesteados pela lava jato…fosse um governo sério, já teria afastado todos os citados, até o esclarecimento; estas reformas podem trazer confiança ao mercado financeiro interno e externo..precisamos sim, sair da inercia urgentemente; O Brasil é maior que isso…

    • Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

      Walter, teu otimismo em relação ao país é comovente… respeito e compartilho isso !
      Apenas acho que a classe política é espelho do povo que o elegeu.
      Arnaldo Jabor recentemente escreveu que o brasileiro só protesta contra as mamatas porque não descolou sua própria boquinha !(não me lembro das exatas palavras, mas o conteúdo é exatamente esse).

  6. Andre disse:

    Ainda temos o senado para pelo menos melhorar a porcaria da reforma trabalhista que estão a fazer. Já disse algumas vezes, que em nada o Renan Calheiros é pior que políticos como Rodrigo Maia, Michel Temer, Rogério Marinho e Arthur Maia. Arrisco a dizer que o Renan é melhor do que estes, em alguns aspectos, e faça um menção ao mesmo, pois acredito que o Renan possa causar dificuldades a aprovação deste projeto que transfigura modernidade em ausência de lei. Vamos passar a lista dos deputados que votaram a favor da reforma trabalhista nos nossos estados, pedindo a população que não votem nestes canalhas, que não votem nestes políticos sem nenhum escrúpulos.

  7. mano disse:

    prezado: Desde que não haja paixão política, concordo com você p/mano e para manter o bom nível do diálogo, neste debate é importante conhecer a relevância de alguns princípios do Direio e julgados do STF: “ofende o princípio da não-culpabilidade a execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, ressalvada a hipótese de prisão cautelar do réu, desde que presentes os requisitos autorizadores previstos no art. 312 do CPP” (Ministro Celso de Melo). O acusado ou réu tem direito ao contraditório e a ampla defesa. TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI, portanto no caso dos políticos e sem paixão partidária não pode haver seletividade, e a celeridade dos julgamentos deve ser ampla, geral e irrestrita: Aécio, Lula, Alckmin, Serra, Renan, Jucá, Temer entre outros, estão nivelados, portanto precisam ser julgados na mesma celeridade, caso contrário é melhor uma ditadura do que uma “democracia seletiva”, ou seja, autoritarismo disfarçado de democracia.

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