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Política
13-03-2015, 9h15

Governo mapeia risco de confrontos em atos de hoje

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Postado por: Daniela Martins

A principal preocupação do Palácio do Planalto em relação aos atos de hoje em defesa da Petrobras é o temor de confronto físico, porque serviços de informação do mapearam risco de encontros entre partidários e críticos do governo.

Outra preocupação é que o ato será em defesa da estatal e da presidente Dilma Rousseff, mas contra a política econômica. Ou seja, a favor, mas não muito.

Nas redes sociais, o clima piorou para o governo após o pronunciamento da presidente no domingo passado, que funcionou como um estímulo para postagens críticas a Dilma e ao PT. Nos últimos dias, os ataques chegaram a um nível parecido com o de junho de 2013, pouco antes da Copa das Confederações.

Na internet, há um forte sentimento contra a presidente e o governo. Mas uma coisa é um ativismo de sofá ou nas redes sociais. Outra é ir às ruas. Até duas semanas atrás, o governo avaliava que o ato mais forte contra Dilma ocorreria em São Paulo e poderia reunir, no máximo, 20 mil pessoas. Hoje, a previsão, levando em conta o que vê nas redes sociais, indica possibilidade de 80 mil a 100 mil pessoas. Mas essa previsão faz parte do cenário mais pessimista traçado pelo governo, porque seria muita gente na rua.

O maior foco de atenção do governo é São Paulo. Até a previsão do tempo tem sido acompanhada. Se houver chuva forte na hora das manifestações de hoje e domingo, o público pode ser menor. Se o tempo estiver bom, mais gente comparece.

Sexta-feira é um dia ruim para protestos. Quem lida com manifestações prefere dias da semana, como terça, quarta, ou o domingo. Na sexta, muita gente quer começar o descanso do fim de semana.

Nas redes sociais, a radicalização está em alta, misturando críticas legítimas e democráticas contra a corrupção e o governo a boatos econômicos, ataques pessoais de baixo nível à figura da presidente e pregações golpistas, como impeachment sem prova e até intervenção militar.

*

O depoimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na CPI da Petrobras acabou virando um ato de desagravo. Cunha recebeu aplausos tanto da oposição quanto do governo.

Eduardo Cunha obteve uma vitória política pessoal. Centrou fogo no procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e na presidente Dilma Rousseff. Acusou Janot de usar dois pesos e duas medidas, escolhendo alguns para investigar e retirando outros do alvo da Justiça. Voltou a falar que a lista de Janot teve o objetivo de tirar a crise do Palácio do Planalto e fazê-la atravessar a rua, um ataque indireto à presidente.

Mas a imagem da Câmara saiu arranhada. Os aplausos de tucanos e petistas foram uma reação corporativista. Sinalizam a disposição de, no âmbito do Congresso, dar pouca repercussão à investigação. A CPI da Petrobras não deverá ter interesse em investigar parlamentares.

O PSDB foi o primeiro partido a aplaudir Cunha, considerando que o Ministério Público fez contra o peemedebista uma acusação sem fundamento. Depois, deputados de outros partidos e do PT também elogiaram o depoente.

Para o PSDB, elogiar Cunha é uma tentativa de afastá-lo do governo e criar dificuldades para Dilma. Para o PT, aplaudir o peemedebista é questão de sobrevivência. Sem o apoio dele, o governo não aprova nada na Câmara. Então, houve essa inusitada e efusiva união entre tucanos e petistas.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. saturnino ribas disse:

    Eduardo cunha deveria esperar a convocação para depor, se ele não esta envolvido, nada vai pesar contra ele.mas como a corrupção é generalizada no meio politico, acredito que vai ser difícil ele escapar.

  2. Santos disse:

    A ida da “excelência” investigada a CPI para angariar e conseguir o apoio dos seus pares foi um acinte a população que sustenta essas “casas de tolerância” em Brasilia. Isto só comprova o abismo que separa o país dos políticos atualmente. TODOS os partidos se comportam como verdadeiros balcões de negociatas preocupados apenas em manter o poder e aumentar seus benefícios/ganhos ILEGAIS e IMORAIS.
    Enquanto isso o povo se comporta como se estivesse num jogo de futebol defendendo os indefensáveis: governo e oposição. O que tem que ser defendido é o cumprimento das leis e a volta da ética, há muito abandonada pelo país do “levar vantagem”. Tenho vergonha de viver aqui.

  3. Juvencio disse:

    Não vejo desta forma . O aplauso da oposição e partidos da base aliada a Eduardo Cunha tem mais a ver com a critica do parlamentar aos critérios utilizados pelo procurador na inclusão de alguns nomes na lista de denunciados como foi o caso do senador Anastasia por exemplo.

  4. Pasquale disse:

    O problema é que a Dilma,perdeu o respeito do brasileiro.
    Porque na eleição,falou muita bobagem.
    E respeito é difícil de se conquistar,mas quando se perde é dificílimo, para não dizer impossível… reconquistar.

  5. Pasquale disse:

    E defender a Petrobras,querendo que não venda parte de seus ativos.`
    É realmente desconhecer a situação muito delicada, em que deixaram a empresa.
    Quando não se sabe comer a carne,infelizmente só sobra o osso.

  6. Ricardo Ramos disse:

    “…serviços de informação do mapearam risco de encontros…” Erro.

  7. Marcelo disse:

    Dilma Rousseff renunciaria se tivesse um mínimo de “semancol”.

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