aki

Kennedy Alencar

cadastre-se aqui
aki
Política
19-05-2015, 9h20

Governo prevê entre 49 e 56 votos a favor de Fachin

PMDB e Temer negociam acordo sobre desoneração na Câmara
7

Postado por: Daniela Martins

O Palácio do Planalto avalia que conseguirá aprovar hoje a indicação de Luiz Edson Fachin para ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Nas contas do governo, Fachin deverá ter entre 49 e 56 votos.

A aprovação não será fácil. Ele precisa do apoio da maioria absoluta dos 81 senadores _41 votos. A oposição e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), trabalham contra Fachin. Querem rejeitá-lo, mas acham que uma votação abaixo desses 49 votos pretendidos pelo governo já seria um recado para a presidente Dilma Rousseff.

Há quem acredite que o mais realista seria um placar por volta dos 45 votos, porque a votação é secreta e alguns senadores que prometeram votar com o governo podem trair na hora H.

*

Houve avanço a favor do governo na negociação do projeto para diminuir o impacto da redução de impostos sobre a folha de pagamento das empresas. A Câmara dos Deputados tenta barrar a revogação da desoneração, que foi concedida a 59 setores da economia. Mas o governo precisa cumprir a meta fiscal estabelecida.

Houve conversas ontem entre o vice-presidente da República, Michel Temer, e o relator do projeto e líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, teve reuniões com deputados e deverá realizar hoje mais encontros desse tipo.

A Câmara desejava que a redução da desoneração passasse a valer somente a partir de 2016. Caminha-se agora para uma solução em que a nova regra comece a vigorar a partir de novembro deste ano, com uma alíquota mais baixa. Em março ou abril do ano que vem, haveria uma alíquota maior. Seria um sinal mais político do que econômico.

O Senado rejeitou a medida provisória que a presidente Dilma enviou sobre esse assunto. O governo, então, propôs a mesma regra por meio de um projeto de lei.

Hoje, setores da indústria podem pagar 1% de contribuição previdenciária sobre a receita bruta da empresa. O governo propôs elevar essa alíquota para 2,5%. E setores da área de serviço, como o hoteleiro e de tecnologia da informação, tiveram a sua alíquota elevada, de acordo com a proposta, de 2% para 4,5% da receita bruta.

Ainda haverá negociações hoje, mas a tendência é o governo levar metade do que está propondo.

Não é a fórmula desejada pela equipe econômica, mas é um entendimento que poderá evitar mais uma derrota grave do Palácio do Planalto na Câmara. Para que o governo cumpra a meta fiscal do ano, deverá haver aumento da alíquota de outros tributos por decreto.

*

A comitiva oficial do governo chinês discutirá hoje com a presidente Dilma investimentos de cerca de US$ 50 bilhões na economia brasileira. Numa hora de crise econômica, é uma boa ajuda.

A China tem interesse em investir em projetos que garantam a sua segurança alimentar e energética. Por isso, projetos que envolvam o escoamento da soja e do minério-de-ferro via Oceano Pacífico são prioritários.

O Brasil gostaria que a China abrisse seu mercado de carne. Mas os chineses têm o mercado australiano à disposição. Essa abertura só deverá acontecer quando mais chineses elevarem o patamar de consumo e essa carne australiana não der conta do recado. Por ora, a China dá as cartas no jogo com a Austrália, que está ali bem ao lado do país.

Por isso, neste momento, a prioridade chinesa é a infraestrutura brasileira. Em tempos de Operação Lava Jato e de crédito mais caro e raro no Brasil, as empresas brasileiras vão ficar em desvantagem na competição com o capital chinês.

O governo pretende lançar em junho um pacote de concessão de bens públicos à iniciativa privada, como ferrovias, estradas, hidrovias, portos e aeroportos.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
7
  1. César disse:

    Quem já viu o que houve no caso dos maga-navios da Vale do Rio Doce que foram proibidos de atracar nos portos chineses, sabe que tipo de negócios a China vai trazer para o Brasil. Após encomendar uma frota de mega navios de carga para transportar minério de ferro para a China, a Vale, viu os seus planos de baratear os custos de transporte, frustrados pela concorrência chinesa e teve um mega prejuízo, se vendo obrigada, a vender toda a frota, por que a China proibiu os mega navios de atracarem em seus portos, para favorecer a frota de navios chineses, que não seriam mais utilizados, pela Vale do Rio doce. Ferrovias financiadas com o dinheiro chinês, construídos com o aço chinês, que produziram muitos empregos na China, para levar a soja brasileira para a China, por um preço ainda mais barato, que vai industrializar a soja e nos vender com maior margem de lucro. Um negocio da China! Os caminhoneiros que hoje carregam soja para os portos brasileiros, já podem começarem a procurarem outros fretes para o futuro. Os chineses protegem a sua indústria contra a concorrência para proteção dos empregos dos chineses e trabalham com estratégias para favorecerem as industrias chinesas, contra a concorrência externa. Já o governo brasileiro…

    • Pedro Lago disse:

      Fora a questão ambiental, que não faz parte da agenda dos investimentos chineses quando fora da China.

      • walter disse:

        Caro Pedro, este é o desafio; os chineses, são “Kamikazes”, tem uma população, que se por um lado, tem mão de obra abundante, por outros, tem muita gente para comer…trata-se de um País com grandes carências, um povo alienígenas;seus costumes diferentes.
        A questão de normas, soberania e questões ambientais, devem ser implícitas a qualquer investidor externo, principalmente estes.
        quanto ao Fachin, deverá ser um placar extremamente apertado a favor do governo; sinceramente, diante das evidencias, deveriam recusa-lo, para o bem do País, mas o senado não reprova jamais.

  2. César disse:

    O nosso sistema de indicação de juízes, retira toda a nossa esperança, de acabarmos com a corrupção neste país.

  3. ANIRTO ERNESTO DA SILVA disse:

    Todo cidadão brasileiro quer que nossos Ministros do STF, sejam primeiramente honesto consigo mesmo, como o povo que confia nas suas decisões independente de cidadão comum ou político, partido, raça, cor , profissão, etc..etc…
    Mas o mais importante na expectativa de todos, que os que analisam o processo de nomeação e a qualidade do cidadão indicado seja honesto como cidadão e faça de sua responsabilidade e autenticidade superior, dar resposta a todos sob o merecimento da sentença de cada condenado ou julgado pela maior Côrte Suprema.

  4. Alberto disse:

    Fachin é jurista de carreira, tem doutorado no Canadá, e é membro da Academia de Letras, portanto, tem sua competência comprovada,além de já ter sido sabatinado pelo Senado eleito pelo povo, sendo inclusive aprovado por membros de oposição como o governador Beto Richa do PSDB/PR e do tb jurista Ives Gandra martins. Agora os tucanos talvez prefiram ministros “honestos” como os que eles nomearam no governo FHC que absolveram o Collor

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados

Não serão liberados comentários com ofensas, afirmações levianas, preconceito e linguagem agressiva, grosseira e obscena, bem como calúnia, injúria ou difamação. Não publicaremos links para outras páginas devido à impossibilidade de checar cada um deles.

2020-11-29 23:05:03