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Geral
19-10-2013, 13h49

Governo pretende amenizar protestos contra Copa

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A criação de um comitê interministerial para monitorar preços e serviços na Copa do Mundo de 2014 tem efeito mais político do que econômico. Como disse o governo, não será possível tabelar preços de passagens aéreas nem de diárias de hotel. Mas será necessário pressionar as empresas e expor abusos.

É escandoloso uma passagem aérea custar dez vez mais do que o preço normal. Os preços das diárias de hotel previstos para a época da Copa também destoam do razoável. O Código de Defesa do Consumidor pode ser acionado contra cobranças abusivas.

A preocupação do governo é evitar a imagem de evento elitista e caro em pleno ano eleitoral. Para o Palácio do Planalto e para a candidata Dilma Rousseff, será ruim se a Copa do Mundo ceder palco à repetição de protestos semelhantes aos que aconteceram na Copa das Confederações.

Tem havido um trabalho de comunicação do governo para dizer que não há dinheiro público na construção dos estádios. Na maioria dos casos, são empréstimos dados pelo BNDES ou bancos públicos, que precisarão ser pagos. Em relação ao novo Mané Garrincha, estádio de Brasília, foi usada verba orçamento de uma empresa do Distrito Federal na qual a União tem participação acionária.

Claro que vale a pena fazer um evento como a Copa do Mundo. O Brasil vai ganhar econômica e politicamente. Mas, diante das carências na saúde e na educação, estádios modernos e caros, passagens aéreas nas alturas e diárias de hotel abusivas compõem um cenário que tende a despertar má vontade em relação à Copa.

Ao criar o comitê interministerial, o governo tenta amenizar essa possibilidade. É uma medida acertada, porque o comitê terá poder de fazer pressão política sobre companhias aéreas, que estão pedindo benefícios ao governo, e também sobre o setor de hotelaria, dependente de políticas públicas do Ministério do Turismo. No mínimo, inibe o abuso e dá uma satisfação ao público.

 

 

Comentários
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  1. Mário Medaglia disse:

    Caro Kennedy, os empréstimos deverão ser pagos como as dívidas tributárias dos clubes?

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