aki

cadastre-se aqui
aki
Economia
13-10-2016, 9h30

Governo Temer debate intensidade de queda dos juros

Há expectativa de redução da Selic de 0,25 ou 0,5 ponto percentual
8

KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Nos bastidores do governo, há intenso debate sobre a reunião do Banco Central na semana que vem para definir a taxa básica de juros, a Selic, que hoje está em 14,25% ao ano.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e ministros palacianos avaliam que a aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do Teto, que criou um regra para limitar o crescimento dos gastos públicos, abriu espaço para a queda dos juros. Até a votação dessa proposta, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, fazia um discurso duro em relação à eventual queda dos juros, sempre condicionando esse movimento a medidas econômicas que precisariam ser aprovadas pelo Congresso.

Com a votação da PEC do Teto em primeiro turno na Câmara com um placar que sinaliza que será aprovada no segundo turno e com o compromisso do Senado de apreciar logo essa matéria, está criado um ambiente propício à queda da taxa básica de juros. A baixa da inflação em setembro e os sinais de que a alta dos preços vem perdendo força por causa da recessão também contribuem para uma atmosfera favorável à diminuição dos juros.

O Copom (Comitê de Política Monetária), órgão do BC que se reúne oito vezes por ano para debater a taxa de juros, terá dois encontros ainda em 2016, o da semana que vem e outro no final de novembro. Há expectativa nos setores mais otimistas do governo e do mercado de que a Selic possa baixar 0,5 ponto percentual na semana que vem e novamente em novembro, reduzindo a Selic até o fim do ano para 13,25%.

Uma visão mais conservadora aponta queda de 0,25 ponto percentual agora e outra de 0,5% em novembro, com taxa básica de 13,5% ao final de 2016.

É importante que o Banco Central reduza os juros, medida fundamental para viabilizar o teto orçamentário. A conta de juros é altíssima. Se ela não for reduzida, vai tirar recursos de outras áreas do orçamento, porque o pagamento de juros está fora da regra do teto.

Logo, uma taxa básica mais baixa ajudaria a diminuir o ritmo de crescimento da dívida pública e reduziria o impacto na dura luta que se travará sobre quais áreas vão ganhar e quais vão perder recursos com a vigência do teto orçamentário.

Esse teto não é solução milagrosa, mas é necessário neste momento de crise fiscal. Sem reforma da Previdência, ele perderá o sentido em três ou quatro anos. Com juros altos, também. O Banco Central precisa começar logo a fazer a parte dele.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
8
  1. rodrigo disse:

    Governo Lula e Dilma baixaram o IPI para praticar o populismo irresponsável causando a inflação alta que esta hoje….se baixar imposto das coisas fosse solução era o só o banco central imprimir dinheiro e dar pra todo mundo sair gastando.

  2. MIGUEL DOS SANTOS CERQUEIRA disse:

    O trecho do discurso e da mensagem do então Primeiro Ministro Brochado da Rocha, no ano de 1962, quando a frente do Conselho de Ministros do regime Parlamentarista adotado no Brasil, é por demais atual e traduz bem a farsa que a PEC 241/16, vejamos:
    “A constante da nossa paisagem estrutural é a socialização dos prejuízos e as individualizações dos lucros que uma oligarquia sôfrega e devoradora impõe a um povo pertinaz pobre e espoliado. Cada vez que a Nação é chamada ao sacrifício das perdas nos orçamentos deficitários, na educação, na saúde, nos salários, nas exportações, nas importações, no câmbio e até na agricultura, os ônus são debitados às maiorias como moeda de suor e sacrifícios dos que nada possuem, além da capacidade de sofrer.”

  3. Marcelo disse:

    Como pode a taxa selic é de 14,25% ao ano e os bancos cobram 14,e tralala% ao mês?
    Como é feita essa conta?
    Os bancos na verdade estão cobrando o que querem, podem ver.

  4. walter disse:

    Por isso Kennedy, não podem dar autonomia ao Bco central; qualquer profissional de finanças sabe; com o teto da meta aprovado, considerando a desaceleração da economia, a queda dos juros, é necessária e imediata…não pode ficar nas mãos, dos burocráticos; como disse antes, este Sr Ilan esta do lado dos banqueiros; DEVERÍAMOS TER UMA BAIXA EXEMPLAR, PARA MOSTRAR CONFIANÇA, DE 1%, PELO MENOS DESTA VEZ; seguindo 05% ponto més.
    Imaginem, como esta positividade, atrairia o investidor, e consequentemente, o otimismo, no meio empresarial… poderíamos ter um inicio de ANO mais prospero, quiças, um Natal positivo.

  5. ARTHUR D SODRE disse:

    O povo sabe disso! que o juros da divida não segue a mesma regra? duvido que saiba!!!

  6. Fernando Caleffi disse:

    O governo federal tem mais de R$ 3.000.000.000.000,00 (três trilhoes de reais de divida). Isso a 15% ao ano (a divida não é só em selic, existe taxas mais altas), isso dá R$450.000.000.000,00(quatrocentos e cinquenta bilhoes) ao ano. A divida da previdencia é de R$340.000.000.000,00 (trezendos e quarenta bilhoes) Por ano pagamos muito mais do que a previdencia acumulou nos ultimos 50 anos. A Dilma caiu porque abaixou a taxa selic para 7%. A grande elite financeira (aquela eleite que nunca sabemos quem é) é que lucra com isso.

  7. Ainda bem que a Selic irá baixar.

  8. Todos estamos muito preocupados com o Governo temer, mas com certeza essa intensidade de queda dos juros vai chamar atenção de todos..

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados

Não serão liberados comentários com ofensas, afirmações levianas, preconceito e linguagem agressiva, grosseira e obscena, bem como calúnia, injúria ou difamação. Não publicaremos links para outras páginas devido à impossibilidade de checar cada um deles.

2020-09-23 13:57:04