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18-04-2015, 9h08

“Grande Sertão: Veredas” em versão graphic novel

Romance de Guimarães Rosa adaptado para novo formato
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Daniela Martins
Brasília

O formato graphic novel do clássico de Guimarães Rosa, “Grande Sertão: Veredas” é um trabalho cuidadoso. Fica evidente a dedicação dos autores.

Adaptar um texto que é considerado um dos melhores e mais inovadores da literatura brasileira é tarefa que exige ousadia. Dar rosto a personagens que já fazem parte do imaginário de tantos leitores, também. Mas, como o próprio romance deixa claro, o que a vida quer da gente é coragem.

Eloar Guazzelli, o roteirista, e Rodrigo Rosa, o ilustrador, produziram uma adaptação que, além de linda, consegue manter a força do livro original. Não substitui a leitura do livro. Ao contrário, é capaz de motivar até mesmo quem já leu a fazer nova incursão.

O texto foi editado. Não seria possível mantê-lo integralmente. As partes selecionadas são fiéis às escritas por Guimarães Rosa, ainda que a ordem de alguns acontecimentos tenha sido alterada para que a história possa se desenrolar de forma cronológica. E as imagens se integram à narrativa, contando muito do que não foi dito em palavras.

A travessia de Riobaldo pelo sertão de jagunços e guerras é, ao mesmo tempo, uma grande aventura regional e uma evocação de questionamentos universais. Como decidir entre o certo e o errado, entre o bem e o mal? Onde, afinal, estará o diabo_ dentro de nós ou nos outros? Ou será que estaria solto no mundo, na rua, no meio do redemoinho? Atravessar esse sertão é comum a todos nós, é o desafio humano. A travessia é o viver. Ainda que isso seja negócio muito perigoso.

A versão HQ, lançada pela Biblioteca Azul da Editora Globo, vem em capa dura, com cada livro numerado. Foram produzidos apenas sete mil exemplares. É uma edição exclusiva para colecionadores.

Ao mesmo tempo, a nota dos editores ao final do volume diz que a adaptação foi feita “pensando nos benefícios de levar um romance de primeira grandeza a um grande público, especializado ou em formação”. É pena que uma tiragem tão limitada e cara não possa cumprir essa meta de chegar ao grande público.

Fica o desejo de que seja lançada uma edição de valor mais acessível e de maior alcance.

HQ

Comentários
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  1. David Dias disse:

    Ótimo. devemos valorizar as coisas , atos e fatos que enalteçam a ser humano para o lado que a maioria diz ser o certo e não o que fazem a turma que defende os DIREITOS HUMANOS que só procuram valorizar o que enaltece o lado negativo do ser humano. Tudo no Universo tem o negativo e o positivo pois DEUS ´e Deus do bem e do mal , ELE é absoluto em tudo. Nos ficamos com o seu lado bom e belo. A turma dos direitos humanos fica com o outro lado.

  2. sonia dugaich disse:

    custava vc dizer em quadrinhos, qe coisa americanizada

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