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Política
09-12-2019, 19h49

Guerra cultural estanca processo de queda de Bolsonaro

Fator econômico, se teve peso, não chegou aos mais pobres
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Kennedy Alencar
Brasília

Pesquisa Datafolha publicada no domingo mostrou resiliência do presidente Jair Bolsonaro, que parou de cair no seu eleitorado mais fiel. Houve contribuição maior da estratégia de guerra cultural para a obtenção desse resultado do que o fator econômico _apesar de este ter dominado as leituras sobre o levantamento.

A estratégia de governar criando conflitos tem se mostrado acertada para o presidente manter cerca de um terço da população ao seu lado, o que pode ser suficiente como estratégia eleitoral para 2022, mas significa também que Bolsonaro, como estava claro desde a campanha, não faz um governo para todos os brasileiros. Há uma tática de destruição institucional, com ataques aos adversários políticos e à imprensa, que parece estar dando resultado para evitar uma queda maior de popularidade.

Basicamente, o presidente Jair Bolsonaro estancou o processo de queda. Segundo o Datafolha, o índice ruim/péssimo oscilou dois pontos percentuais entre agosto e dezembro _foi de 38% para 36%. A avaliação regular teve oscilação de dois pontos percentuais. Passou de 30% em agosto para 32% em dezembro. A taxa de ótimo/bom variou positivamente um ponto percentual _de 29% para 30% no mesmo período.

Apesar da leitura de que uma leve melhora do cenário econômico contribuiu para o resultado do Datafolha, a saída de Lula da prisão e a guerra cultural do bolsonarismo parecem fatores mais realistas para explicar os números atuais. A polarização com o petista vitamina Bolsonaro.

Paulo Guedes, ministro da Economia, teve piora na sua avaliação ao longo do ano. Ou seja, se houve fator econômico com peso no resultado do atual Datafolha, ele não beneficiou o titular da economia. Mas a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, que vive defendendo posições atrasadas e conservadoras, apresentou melhora na sua imagem.

Damares é a segunda ministra mais popular, perdendo apenas para Sergio Moro (Justiça). Damares e Moro como ministros mais populares são evidência da força da agenda de tom moralista que é uma marca do governo Bolsonaro.

O público mais conservador também ajudou o presidente a defender a sua cidadela política. Entre os homens, Bolsonaro tem 35% de aprovação, mesmo percentual entre aqueles que têm ensino superior. E 58% dos empresários aprovam o governo.

Os que mais rejeitam são as mulheres (41%), os mais jovens (41%) e os mais pobres (46%). Mais uma vez, se houve melhora econômica, ela não foi sentida pela base da pirâmide social.

Ao final do primeiro ano de governo, Bolsonaro está em situação de empate técnico com Fernando Collor de Mello como o presidente mais mal avaliado da série histórica do Datafolha. FHC, Lula e Dilma terminaram o primeiro ano de seus mandatos mais bem avaliados. Leia a reportagem sobre a pesquisa publicada pela “Folha de S.Paulo”.

Além da avaliação de Bolsonaro, a boa imagem de Moro, a posse de Alberto Fernández e a desigualdade social brasileira foram temas do “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Ouça os comentários no áudio abaixo:

Comentários
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  1. pedro disse:

    Quem votou no Bolsonaro, jamais deixará de segui-lo. Data Folha sem a menor credibilidade.

    • walter nobre disse:

      kennedy e Pedro, esta pressa em condenar o governo do Jair, não agrega valores a ninguém, por te lo transformado em vítima que se elegeu; Nunca vi um presidente ser tão pressionado quanto o atual, nem na época do Collor com seu plano devastador; esta claro a todos, que pouco pode contar com o congresso, já que o Maia e o Alcolumbre, estão a serviço de vários interesses do centrão, por não manter o toma lá dá cá, não conseguiu um terço de suas intenções, sem contar com boicotes descarados; graças as redes, toda a população interessada esta de olho, sejam de que nível for, portanto não há direcionamentos. Quanto ao desemprego, em função da reforma na previdência ter demorado muito, as consequências de melhora, levará um tempo maior, que deverá ter mais exatidão, no inicio do segundo semestre; a sociedade como um todo não quer ver desvios encobertos por argumentos fúteis como tem sido ultimamente…

  2. ELYSER ANTUNES DE SA disse:

    Em um pais esmagadoramente de cristãos, não é de se estranhar que o moralismo ganhe a preferencia do povo. Determinados comportamentos e ideologias não são bem aceitos pela maioria da nossa sociedade cristã.

  3. Ronaldo disse:

    Essa caranga não emplaca 2023. O motor é ruim, a carroceria é feia e o ruído é horrível. Acredito que manterá um percentual razoável do eleitorado por representar a parte tosca da população, que não são poucos e desde o integralismo não eram tão claramente representados na política nacional, porem não conseguirá manter a parte do eleitorado que o elegeu com o voto antipetista, pois estes já estão criticando claramente as medidas e promessas vazias que caracterizam esse paupérrimo primeiro ano de desmandos.

  4. Elber Martins disse:

    Os Ministros de Bolsonaro são um reflexo dele mesmo! Fala um monte de bobagens, insistem nas suas próprias besteiras. É difícil dizer que o melhor que nós temos se chama Hamilton Mourão! É mole?

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