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Geral
21-08-2019, 8h12

Há dúvida se sequestro no Rio teve desfecho bem-sucedido

Ação não legitima paz dos cemitérios pregada por Bolsonaro e Witzel
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

Há dúvida se o desfecho do sequestro de ontem no Rio de Janeiro pode ser considerado “bem-sucedido”, “exitoso”, “um final feliz” _expressões que foram usadas no noticiário à exaustão nas últimas 24 horas. O sequestrador morreu quando saiu do ônibus. Atiradores mandaram bala.

É necessário reconhecer como positivo que nenhum refém tenha morrido, mas considerar o que aconteceu ontem um exemplo de ação policial parece discutível. E reforça falsamente um discurso perigoso de segurança pública.

No entanto, o episódio mostra que inexiste dúvida de que o governador Wilson Witzel (PSC) teve comportamento inadequado ao sair aos pulos do helicóptero que pousou na Ponte Rio-Niterói após a execução de Willian Augusto da Silva, de 20 anos. Além de constrangedora, a comemoração de Witzel não legitima as ações truculentas que ele vem aplicando no Rio de Janeiro, especialmente nas comunidades mais pobres, vitimando inocentes.

Esse episódio tampouco justifica a política de segurança pública do governo Bolsonaro e as declarações infelizes do presidente dadas ontem a respeito do desfecho do sequestro.

Witzel e Bolsonaro estimulam a violência, que atinge sobretudo pobres e negros de nossas comunidades carentes. Presidente e governador têm a oferecer ao país a paz dos cemitérios. Ofertam a barbárie.

Segundo familiares, o sequestrador apresentava um quadro depressivo. Ontem, Willian encontrou a paz dos cemitérios proposta por nossos atuais governantes. Ouça esse comentário a partir dos 7 minutos e 40 segundos:

Comentários
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  1. walter nobre disse:

    Kennedy, alguém transforma a vida de milhões em pesadelo…não houve duvidas na ação policial e seus procedimentos; não foi correta a comemoração de copa do mundo, do governador, todos sabem seus atos são calculados, como o Dória, a concorrer a sucessão a presidência em 2022, agem com esta intenção, por isto exageram por consequência…A situação no RIO é extremamente grave, como em vários estados, sem caixa as soluções precisam ser criativas.

  2. Miguel disse:

    Rio de Janeiro peca no voto na urna. Errou para prefeito, errou para Governador e para Presidente. RJ com seus políticos, e milícias, fazem da cidade maravilhosa, o inferno astral de qualquer um brasileiro. Não importa quem errou antes. O prefeito tem o pé podre, se elegeu com uma ideologia evangélica, onde as ações de seus fiéis políticos, aqueles que ganharam cargo público, ou dono de igrejas (empresário religioso), confrontam as necessidades de toda a população. As necessidade do RJ não são evangelísticas. Se fossem, tendem a errar. João Batista onde estiver ri dos cariocas pelas suas escolhas políticas e religiosos. Entendam Bolsonaro é adultero. E sua esposa também. Crivella é pró ajudinha aos seus irmãos “salvos”. Witzel é um comemorador de homicídio, e além disto, um homem covarde. Que aprova morte de pessoas via homens escondidos com boa arma, e boa mira (tu és gordo e cabeçudo-bom alvo). Lembro do PM que atirou num meliante do helicóptero desarmado. Sumiu! Pode piorar.

  3. Tiago disse:

    Acho que no terceiro parágrafo você quis dizer “…a comemoração de Witzel legitima…” e não o que está escrito “…a comemoração de Witzel NÃO legitima…”.
    Gostei muito do análise. A operação não representou uma genialidade dos atiradores de elite. O sequestrador foi muito amador, afinal não era uma bandido, e deu todas as chances para ser executado, quando saiu do ônibus. Possivelmente queria morrer mesmo.
    Não vou qualificar a cena ridícula do governador comemorando, pois não saberia fazer sem usar palavras de baixo calão, mas deve-se destacar também o oportunismo desse personagem em usar esse episódio dramático para chamar a atenção e fazer o que há de mais baixo em politicagem.

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2019-10-19 04:58:14