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Política
08-11-2019, 12h41

Igualar Lula a Bolsonaro favorece autoritarismo do presidente

Seria bom para democracia petista concorrer em 2022
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

Com Lula livre, começou a se repetir a história contada em 2018: igualar o petista a Bolsonaro. É a falsa isenção, o falso equilíbrio. O ex-presidente é um moderado de esquerda compromissado com a democracia. O atual presidente da República, um extremista de direita autoritário.

Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro não são dois lados da mesma moeda. Equalizar diferenças gritantes é normalizar Bolsonaro, dando vantagem a um personagem que despreza a democracia.

O futuro político-eleitoral de Lula dependerá dos defechos dos dez processos aos quais ele responde. Atualmente, isso é algo aberto para o petista, que tem dito a quem conversa com ele estar ciente das dificuldades jurídicas.

O ex-presidente tem afirmado que pretende voltar a fazer política, organizando a oposição. Uma eventual candidatura dependeria de conseguir derrubar condenações que já foram dadas e evitar futuras sentenças negativas.

Obviamente, se Lula estiver livre de embaraços para concorrer à Presidência em 2022, a candidatura dele se imporá naturalmente. Ele não precisará fazer nada. Será chamado a concorrer após uma romaria à sua São Borja.

Se remanescerem óbices da Lei da Ficha Limpa, a estratégia obviamente será outra, a de tentar ser um fazedor de reis. E aí há um campo de possíveis candidatos, inclusive com o PT abrindo mão da cabeça de chapa _cenário improvável hoje, mas que não pode ser descartado.

Lula tem se dito mais à esquerda, no sentido da disposição de comprar brigas com o andar de cima que não comprou no tempo em que esteve na Presidência (2003-2010). Mas esse é o discurso de hoje. Se estiver condição de entrar em campo, os cenários da batalha vão exigir moderação e capacidade de liderança.

Detalhe: o STF (Supremo Tribunal Federal) tem papel fundamental em relação ao futuro político de Lula. Se derrubar a condenação de Moro no caso do apartamento em Curitiba, abrirá uma chance para o petista voltar à corrida eleitoral.

Isso seria bom para a democracia brasileira. Depois do gol de mão de Sergio Moro, favorecendo Bolsonaro em 2018, a História deveria dar a Lula uma chance de oferecer o seu nome ao eleitorado. Vitorioso ou derrotado, seria um remédio contra o radicalismo e a intolerância que tomaram conta do debate público no país.

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Proteção estadual

As autoridades do Rio de Janeiro precisam proteger de verdade o porteiro que citou o nome de Bolsonaro no caso Marielle. Todos os sinais da Procuradoria Geral da República, do Ministério da Justiça e da Polícia Federal são de ameaça ao porteiro.

O governador Wilson Witzel, a Polícia Civil, o Ministério Público e a Justiça fluminense têm um dever a cumprir.

Comentários
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  1. walter nobre disse:

    Kennedy, não tem comparação, para ser justo o presidente atual, esta começando uma batalha sem fim, com obstáculos que o lula não viveu e não viverá, depois de uma facada, assumir um País cheio de problemas, nada pode se comparar a tal situação. O lula terá a oportunidade de falar com humildade, infelizmente a linha de condução adotada até então, parece para qualquer brasileiro, mesmo que adepto do PT confusa. Esta atitude do lula em tentar confrontar um eleito legitimo no primeiro ano de mandato, quando o mesmo esta fazendo um trabalho positivo, não é uma tática positiva a futuras campanhas; claro que o lula não ouvirá ninguém; combater o bolsonaro agora, é uma viagem incerta, pelo momento e situação do País, com a retomada…

  2. Luiz Alberto disse:

    Esse Walter vive em qual “ilha da fantasia”.

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2019-11-21 16:24:59