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Economia
28-06-2016, 21h58

Ilan Goldfajn fala grosso em seu começo no BC

Novo presidente do BC sinaliza que juros não devem cair logo
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Na primeira entrevista no cargo de presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn falou grosso nesta terça-feira. Ele disse esperar que a inflação chegue ao centro da meta, que é de 4,5% ao ano, até o final de 2017.

Para que a inflação caia tanto até o final de 2017, dificilmente haverá queda dos juros ainda neste ano, como deseja o presidente interino, Michel Temer. Em entrevista na semana passada, Temer afirmou que esperava nos próximo meses uma queda da taxa básica de juros, atualmente em 14,25% ao ano.

No entanto, a inflação de 2016 continua num patamar alto. Deve terminar o ano por volta de 7%. Se admitir agora uma taxa acima do centro da meta, Ilan Goldfajn não conseguirá baixar os juros nem derrubar a inflação.

Portanto, é natural que o novo presidente do Banco Central aja com dureza no começo do trabalho. O Brasil conviveu com inflação muita alta durante todo o governo Dilma. Ilan Goldfajn está tentando influenciar as expectativas para conter a alta dos preços.

*

Reforma da Previdência continua emperrada

Em reunião hoje entre a Casa Civil, sindicalistas e empresários, houve mais um sinal de que o governo deverá demorar a apresentar a sua proposta de reforma da Previdência. Será criado um grupo só com técnicos para elaborar um projeto que possa ser debatido pelo governo, sindicalistas e empresários.

Isso significa mais tempo de discussão para aparar divergências. O mais provável é que a proposta de reforma da Previdência só saia do papel quando Michel Temer deixar de ser interino. Isso dependerá da aprovação do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, pelo Senado.

Apesar de necessária, a reforma da Previdência deverá ficar para ser discutida no Congresso somente após as eleições municipais de outubro, porque é um tema impopular e que assusta os políticos.

Assista aos temas de hoje no “SBT Brasil”:

Comentários
11
  1. Batata $8,00 o Kg.
    Vagem $23,00 o Kg.
    Feijão $11,00 o Kg.
    Pão $10,89 o Kg.
    A inflação aumenta a desigualdade social.
    Não tem nada que prejudique mais os pobres do que a inflação.
    Dilma deixou a inflação para que os brasileiros, para que os brasileiros, não se esqueçam dela tão cedo.

  2. DIZE-ME COM QUEM ANDAS E TE DIREI QUEM ÉS, SENHOR TEMER!. disse:

    Quero só ver se essa tão decantada reforma da previdência vai mexer nas aposentadorias do funcionalismo público, principalmente das categorias mais privilegiadas, ou só vai mexer nas aposentadorias dos pobres que recebem até 5 salários mínimos pelo INSS.
    Da mesma forma que só se fala em reforma econômica afetando os pobres e nunca afetando os ricos, principalmente os banqueiros!
    É preciso fazer reformas que dividam melhor o “bolo”, diminuir as grandes diferenças ecpnômicas entre os brasileiros – de verdade, e não com as mentiras e roubalheiras do lula e suas quadrilhas (aparelhadas em vários partidos).
    Sinceramente, com Renan, Jucá e outras coisas como companhias do senhor Temer, sei não!!!!

    • Ângela disse:

      É preciso lembrar que os funcionários da iniciativa privada contribuem pelo teto da previdência, que é R$5.189,82, mesmo que seu salário seja acima deste valor.
      Os funcionários públicos contribuem pelo valor total dos seus salários.
      Portanto, um funcionário público que receba acima deste teto, contribui sobre todo o salário recebido e, mais, para a previdência dos funcionários públicos.
      Mudar a lei para quem já contribuiu desta forma a vida inteira, é injustiça, porque seu investimento foi maior que os da iniciativa privada.
      Além do mais, a maioria dos funcionários públicos que assumiram seus cargos recentemente já recolhem apenas até o teto e se aposentarão também pelo teto.
      Para o funcionalismo público, portanto, já está sendo feita a reforma da previdência.

  3. Marcelo Vieira Arjona disse:

    Interessante,

    se o juros ajudasse a diminuir a inflação por que:
    Batata $8,00 o Kg.
    Vagem $23,00 o Kg.
    Feijão $11,00 o Kg.
    Pão $10,89 o Kg.

    por que quem paga isso tudo é o povo, aumenta a inflação, paga alto na dívida.
    mais de 170 Bilhões por ano.

    FALOU GROSSO, MAIS COM QUEM NÃO PODE FAZER NADA.

    • Era mais do que obvio que os aumentos nas tarifas(combustíveis + eletricidade + agua) e a desvalorização do Real perante outras moedas estrangeiras, aumentariam os custos de produção e refletiria nos preços ao consumidor, gerando mais inflação.
      Não adianta querer abaixar os juros com a caneta, nem segurar a inflação com controle de preços.
      Seria um grande erro.

  4. joao dias disse:

    A maioria dos brasileiros de classe média e pobre, tem o seu endividamento concentrado nas taxas de juros do Cartão de Crédito ( 470% ao ano ) e nas taxas de juros do crédito ao consumidor ( mais de 120% ao ano ) e cheque especial, as mais elevadas. Se a dívida da classe assalariada fosse cobrada com base na taxa Selic , de 14,25% ao ano, com spread a nível médio internacional, no sistema financeiro, não haveria tanta inadimplência para o resgate de seus compromissos e mesmo a insolvência ou falência de pessoa física. Se você tem dificuldades para quitar uma dívida a juros democráticos, como quita-la a taxas de juros selvagens ? Será que países com inflação de um dígito, como Estados Unidos, França, Inglaterra. Espanha, Itália, China, Japão, Portugal, Chile, praticam taxas de juros tão elevadas no Cartão de Crédito, no Crédito ao Consumidor e no Cheque Especial ?. Com certeza, dr. IIan deve estar buscando compatibilizar os juros abusivos com a Selic.

  5. gilberto jesus ferraz disse:

    Não tem sido os juros excessivos praticados no Brazil nossa principal commodities de exportação ? Adeus setor produtivo e empregos.

  6. Márcio Martins disse:

    Levar a inflação tão rapidamente ao centro da meta demandará a permanência de juros elevados durante um longo período, o que significa que os investimentos ficarão em estado de espera e dá-lhe desemprego. O velho ajuste clássico neoliberal….vai dar jogo? Creio que não, desgaste na certa! Vem mais recessão aí, gente…e o Brasil voltando a ser o país para meia dúzia…pobre que se exploda!

  7. Ótimo discurso, melhor que barbosa e manteiga que não sabiam nada.

  8. Maria da Consolação disse:

    A Reforma da Previdência já começou desde o dia que Henrique Meireles determinou que os gastos públicos sejam corrigidos pela inflação. Os aposentados que ganham até um salário mínimo que, diga-se, é a maioria, estavam tendo aumentos superiores à inflação, e agora? A exigência de 65 anos de idade e trinta e cinto de contribuição é outra aberração. Ora, se a pessoa somente poderá se aposentar aos 65 anos, ela não vai querer contribuir até os 30 anos de idade, pois essas contribuições não irão influenciar nos cálculos da aposentadoria. Ou seja, não existirá mais aposentadoria por tempo de contribuição, só idade. Isso tudo é um desmonte da Previdência.

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