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Geral
21-02-2020, 17h07

Inteligência aponta nova interferência russa pró-Trump na eleição

Contrariado, americano substitui diretor nacional da área
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Kennedy Alencar
WASHINGTON

Um depoimento no Congresso de uma oficial da área de inteligência alertou para nova interferência russa no processo eleitoral americano, a exemplo do que aconteceu em 2016. O alerta da inteligência apontou risco de novas interferências nas redes sociais e até de eventual sabotagem da eleição.

O presidente Donald Trump, que se beneficiou dessa interferência há quatro anos, ficou furioso e trocou o diretor Nacional de Inteligência. Nomeou para o posto Richard Grenell, um aliado que era embaixador em Berlim (Alemanha). Essa troca sofreu duras críticas de integrantes da comunidade de inteligência, da oposição a Trump no Congresso e da imprensa.

Depois de ter sido absolvido no Senado neste mês no processo de impeachment, Donald Trump faz uma espécie de assalto às instituições _uma destruição institucional semelhante a essa que o presidente Jair Bolsonaro realiza no Brasil. Mas Trump encontra resistência do funcionalismo público e da imprensa.

O presidente americano tem feito pressões sobre o Departamento de Justiça a fim de proteger aliados que respondem a investigações e processos judiciais. Interfere no Departamento de Estado, que cuida da diplomação _órgão equivalente ao Ministério das Relações Exteriores no Brasil. E agora fez uma interferência direta no comando da área de inteligência.

Por que a Rússia tem interesse na reeleição de Trump?

Porque o americano é um líder autocrático. É um autoritário que exerce a Presidência de maneira imperial, muito parecida com a forma como Vladimir Putin exerce o poder na Rússia e como Bolsonaro tenta exercer no Brasil. No caso de Bolsonaro, falta competência para conseguir ser tão autocrata como Putin, mas é um risco que a democracia corre.

Nos EUA, a autocracia de Trump é confrontada pelos integrantes das instituições americanas que avaliam que ele está avançando o sinal.

Outro motivo para a Rússia torcer por Trump na eleição: o americano tem hostilizado os aliados tradicionais. A respeito da Otan, aliança militar ocidencial, ele já fez críticas à França e à Alemanha.

Recentemente, ele teve desavença com Boris Jonhson, primeiro-ministro do Reino Unido, devido à decisão britância de permitir a participação da Huawei na infraestrutura de telecomunicação 5G.

Nesse tema do 5G, há uma corrida entre EUA e China, porque a tecnologia é fundamental para o desenvolvimento de sistemas militares, sobretudo com a possibilidade de elevar a inteligência artificial a patamares muito superiores aos atuais.

Em resumo, interessa à Rússia ajudar a reeleger Trump porque ela consegue minar a relação entre outros países europeus e os Estados Unidos. O americano tenta dar um caráter menos democrático aos EUA, como fazer nomeações bastante conservadoras para o Judiciário. Nos Estados Unidos, não há PEC da Bengala (limite de idade para exercer funções no Judiciário). Trump tem indicado magistrados jovens para moldar o sistema Judiciário com cores mais conservadoras. A maioria republicana no Senado, que aprova as indicações, tem ajudado o presidente americano nesse sentido.

Mais quatros anos ao Trump permitirão a oportunidade de tentar dar um caráter mais autoritário e menos democrático aos Estados Unidos. Por isso, há toda uma reação de parte da sociedade a esse assalto presidencial.

O último debate entre os candidatos democratas e o caucus de Nevada, que acontecerá amanhã, também foram temas do comentário feito hoje no “Estúdio CBN”. Ouçam, por gentileza:

Comentários
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  1. Claudio Cordeiro disse:

    Kennedy, estamos lidando com americanos, pode ter certeza esta conversa cheira boato dos desesperados, neste instante devem ter meios técnicos para detectar qualquer tentativa de interferência; além do mais, não foi definido o oponente do Trump, o Povo não esta interessado, como os países do terceiro mundo, que torcem como se fosse um campeonato de futebol. a suspeita é grande nesta interferência da Rússia, por interesses óbvios, já que o presidente atual tem investimentos lá. Por outro lado duvida de uma parceria vantajosa, não é nada demais, feito por meios sofisticados. Não creio que o trump precise; por ser uma reeleição, vale acender velas a todos os santos; estamos falando da maior economia do planeta.

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2020-03-30 06:44:58