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Política
20-09-2013, 17h20

Janot marca diferença com Gurgel

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Ao rejeitar a ideia de pedir a prisão imediata dos condenados no processo do mensalão, o novo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, levou em conta fatores políticos e jurídicos.

O político: marcar diferença com o antecessor, Roberto Gurgel, que acirrou ânimos no Ministério Público. A gestão de Gurgel dividiu os procuradores. Janot adota perfil mais conciliador.

O fator jurídico é simples. A maioria dos ministros rejeitaria a prisão imediata antes do trânsito em julgado da sentença (o fim do processo). Logo, seria um gesto apenas político, para ficar bem na foto perante a opinião pública, mas de difícil êxito no plenário do Supremo.

Começou bem Janot. Dá sinais de maior inteligência política e jurídica do que Gurgel.

A nomeação de Ela Wiecko para vice-procuradora-geral da República já havia sido um gesto hábil. Na eleição da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), a disputa interna do Ministério Público que guia a escolha da presidente, Wiecko ficou em segundo lugar. Janot foi primeiro da lista tríplice.

Comentários
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  1. sara disse:

    Parabéns, adoro vc, excelente comentarista!!

  2. Paulo Emanoel Soares disse:

    Agir gom inteligência tem que ser um atributo do jurista. De que adianta pedir a prisão sem base jurídica e sem que os prazos processuais estejam pendentes? Mas discordo da comparação com o Dr. Gurgel. Acho que ele adotaria a mesme atitude.

  3. Rodrigo disse:

    Ufa, finalmente parece que o lastimável Gurgel vai sumir e o MP volta a defender a lei e não interesses de forma escancarada e até mesmo bizarra como na AP 470.

  4. Haroldo disse:

    Por que não irá pedir a prisão dos outros 13 condenados e sem direito ao novo julgamento?. Quanto aos 12, Dirceu e cia serão duplamente condenados.

  5. swamy disse:

    Espero que o novo PGR tenha assistido ao vídeo: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=tq15GeVliVI#t=170 , que desmascara a farsa do mensalão.

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