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Economia
20-11-2014, 18h50

Joaquim Levy entra na bolsa de apostas para Fazenda

Postado por: ISABELA HORTA

Nesta quinta, ficou claro que é baixa a possibilidade de Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, assumir o ministério da Fazenda. Também está praticamente descartada a chance de Henrique Meirelles ser indicado para a pasta. Mas a presidente Dilma Rousseff está muito fechada. É preciso, então, ter muito cuidado para comentar essa escolha.

Na quarta, um ministro importante do Palácio do Planalto dizia que a nova equipe econômica agradaria ao mercado. E, quando comentava-se a possibilidade de Trabuco assumir a Fazenda, o mercado reagia bem. Mas, por restrições internas do Bradesco, ele não deverá assumir o ministério no segundo mandato de Dilma.

Comenta-se a possibilidade de os economistas Otávio de Barros e Joaquim Levy serem indicados para a Fazenda. É mais provável que Levy entre como uma opção para a presidente, se ela quiser um nome que agrade o mercado. Ele foi secretário do Tesouro e, com o ex-ministro Antonio Palocci, restaurou a credibilidade da política fiscal do país. Quando Lula assumiu, em 2003, Levy fez um controle dos gastos públicos mais rigoroso do que na administração FHC. Levy conhece bem a área fiscal. É visto pelo mercado como pessoa competente. Seria uma excelente indicação.

Outro nome que está na mesa é de Nelson Barbosa, que foi secretário-executivo da Fazenda. Ele saiu do governo Dilma após desentendimentos com o ministro Guido Mantega e com o secretário do Tesouro, Arno Augustin.

Comenta-se, então, a possibilidade de Levy chefiar a Fazenda, Barbosa assumir o Planejamento e Alexandre Tombini permanecer na presidência do Banco Central. Nas palavras de um ministro, é uma trinca que faria sentido político. Mas, como a presidente está muito fechada, é possível que haja surpresa na indicação da equipe econômica.

Levy já teve desentendimentos com Dilma. Quando ela era ministra das Minas e Energia e, depois, da Casa Civil, travava disputas com a equipe de Palocci na Fazenda. Queixava-se de que sempre era feito um esforço fiscal maior do que o combinado. Mas Dilma foi eleita em uma campanha em que 70% dos eleitores queriam mudança. O slogan de sua campanha era “governo novo, ideias novas”. Ou seja, se ela tiver resistência em indicar todos com quem já se desentendeu, não vai nomear ninguém.

Uma crítica que se faz a Dilma é a de que é muito centralizadora. Ela teria de dar autonomia aos assessores. É importante que tenha ministros que a contraditem, que apontem outras soluções.

Não há prazo para divulgar a nova equipe da presidente. As indicações devem ser feitas até amanhã ou até o começo da próxima semana. Mas toda reforma ministerial de Dilma durou mais do que se previa. Ela foi reeleita há quase um mês. O mercado está muito ansioso. A sétima fase da operação Lava Jato atropelou toda a discussão pública no país.

A intenção era indicar a nova equipe, eventualmente, nesta quinta. Mas Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça do governo Lula, faleceu. A presidente foi para São Paulo acompanhar o velório.

Não dá mais para adiar. Há ansiedade do mercado. E o atual ministro da Fazenda está, na prática, demitido.

Confira o comentário no “SBT Brasil”:

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