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Economia
28-10-2015, 9h06

Levy defendeu incluir pedaladas em deficit de 2015

Governo erra ao divulgar deficit de R$ 51,8 bi que pode superar R$ 100 bi
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Derrotado mais uma vez numa disputa no governo, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defendia o lançamento das pedaladas fiscais no deficit primário de 2015.

Ontem, o governo admitiu que haverá neste ano um rombo nas contas públicas de R$ 51,8 bilhões. No entanto, esse deficit primário poderá chegar a R$ 62,9 bilhões se fracassar um leilão de 29 usinas para gerar arrecadação extraordinária. Mais: o buraco, se as pedaladas tiverem de ser contabilizadas, chegaria a R$ 103,1 bilhões.

O ministro da Fazenda queria fazer a coisa certa, que seria tirar de uma vez todos os esqueletos do armário, lançando as pedaladas fiscais no deficit deste ano.

O governo deveria aproveitar que o ano de 2015 já está perdido do ponto de vista econômico, que o mercado sabe que o rombo real é superior a R$ 100 bilhões e assumir isso de uma vez, para não contaminar as expectativas para 2016.

No entanto, o país vai aguardar um leilão de 29 usinas sobre o qual paira enorme dúvida. Acabou de ser adiada mais uma vez a data da venda, prevista agora para o fim de novembro. Se der sorte, realiza e arrecada recursos. Se não der sorte, aumenta-se o rombo.

Como já prevê que as pedaladas poderão ser incluídas, o próximo passo é aguardar quando isso será feito. Obviamente, a próxima etapa é esperar mais uma mudança, para pior, na meta fiscal. Essa meta de R$ 51,8 bilhões já nasce falsa.

O país vai perdendo tempo, vendo sua economia piorar mais do que se imaginava. As crises política e econômica se realimentam.

O ano começou difícil na economia. Mas a política foi tão daninha ao longo de 2015 que aprofundou o tamanho da recessão e ampliou problemas econômicos. Agora, com uma economia afundando, o efeito será piorar um quadro político que já está ruim. O resultado poderá ser minar forças políticas para enfrentar desafios na economia. E aí segue esse círculo vicioso.

O governo Dilma precisa enfrentar a realidade política e econômica. Do contrário, correrá o risco de ser devorado por ela.

Na questão do deficit primário de 2015, continuou insistindo no erro fiscal de tentar tapar o sol com a peneira.

O governo Dilma mantém a incrível capacidade de cometer erros. Tinha ainda alguns dias, até novembro, para mostrar ao país qual é exatamente o tamanho do rombo nas contas públicas. Mas preferiu deixar que o relator da mudança da meta fiscal, o deputado federal Hugo Leal (Pros-RJ), fizesse o anúncio na porta do Ministério do Planejamento, depois de uma reunião com o titular da pasta, Nelson Barbosa.

O governo divulgou um comunicado no qual constam os três cenários, inclusive aquele que tem a possibilidade de inclusão das pedaladas fiscais. No entanto, não houve explicação do ministro para um assunto tão sério. O governo apostou na confusão, mas o mercado sabe fazer a leitura do que está escrito ali. É uma irresponsabilidade tratar um tema tão delicado com essa falta de transparência e descaso.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    Todo esse desgoverno é a imagem da derrota. Entretanto o atual congresso dominado por interesses de todas formas, cores e tamanhos, é o que torna esse país ingovernável. Isso não é mais um país, é apenas uma lojinha de uns poucos oligarcas.

    • walter disse:

      É minha cara Maria Aparecida Ramos Tinhorão, “estamos no mato sem cachorro”, quando o Levy, sugere empurrar com a barriga o deficit.
      Tenho muito respeito Kennedy,a você e todos os “analistas econômicos”, as “trapalhadas” são tão grandes e diárias, que causa desanimo, e dificuldades de imprimir um pauta diferente…
      Fica difícil para qualquer governo, que vive “apagando incêndios” diariamente; impressiona mais, a falta de perspectivas…
      Por essa e por outras, que o PT acabou; não há como acabar com a “maldição”; nem os seus políticos, pelo menos os que ficaram; ninguém acredita de verdade, que o lula dará a volta por cima.

  2. César disse:

    Tchau nota de credito! Tchau grau de investimento! Voltem ao Brasil no futuro, pois somos o país do futuro. Estaremos esperando, esperando, esperando…Mas, não vamos esperar sentados! Esperaremos deitados em berço esplêndido, como todo bom gigante eternamente adormecido. Quando sair apague a luz por favor!

  3. César disse:

    Para entender o que fizeram com o Brasil é só olharmos para as alianças que firmaram para governar. Uma destas alianças é com PP do Deputado Paulo Maluf. Aquele que disse, “estupra, mas não mata!” Foi seguindo o conselho do nobre deputado que o governo e PT, estupraram o país e o deixaram agonizante!

  4. Cristiano Davis disse:

    Este ministro falavam maravilhas dele que era a melhor opção mas na verdade quando pegou um abacaxi de verdade mostrou-se um primário incompetente até agora só fez lambanças e só teve devaneios se este cara é a melhor opção imagina a pior.É só pegar um casal no Brasil que trabalha muito ganha pouco ainda consegue comer e pagar as contas isto sim são administradores de verdade,poderiam estar muito bem no lugar do ministro que na minha opinião é um falastrão peso morto só sugando dinheiro público de inúteis nós brasileiros já estamos cansados.

  5. Renato disse:

    Bom, a esquerda sempre flertou com o desajuste das contas públicas. Vale lembrar que o PMDB foi o partido da hiperinflação e que o PT votou contra o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso é História, mas que boa parte dos colunistas, convenientemente ou por ideologia, procurou varrer para baixo do tapete ao longo desses 13 anos.

    Do Plano Real, nada mais sobrou. Ou seja, o PT finalmente conseguiu fazer o que tentou, sem sucesso, nos anos 90. Agora, o que nos resta, é salvar a moeda e o país de caírem em nova debacle inflacionária – vamos ver se conseguiremos impedir o PMDB de repetir a própria história.

    O nome do desastre chama-se Nova Matriz Econômica, aplaudida, inclusive, aqui. Os autores? Lula, Dilma, Mantega, Barbosa, Coutinho, PT e PMDB.

  6. Alberto disse:

    É errando que se aprende.A errar!!! Pedala daqui,pedala dali,pedalando as pedaladas,pedalando as pedaladas das pedaladas e assim vamos pedalando por aí a fora.

  7. Santos disse:

    Da. Dilma conseguiu, em menos de 1 ano, transformar o ministro Levy no Mantega II, ou seja: mais uma figura decorativa para seus delírios administrativos. A mulher sapiens agora oferece aos brasileiros 3 cenários: péssimo, muito pior ou desgraça total. Enquanto isso, fora da “ilha da fantasia”, o Brasil real continua afundando, afundando, afundando…e ainda tem gente que defende o governo desta senhora….

  8. José Martins disse:

    Bom dia a todos
    Caso as pedaladas fiscais não entrarem no déficit primário deste ano, isso não configura mais uma pedalada fiscal em 2015? Pode isso Arnaldo? Antes o desgoverno da nossa excelentíssima Presidenta dizia que não existia pedaladas fiscais, até que o TCU (Tribunal de Contas União) as confirmou, depois veio o Molusco e confirmou as pedaladas em uma palestra em São Bernardo do campo á pouco tempo atrás. Agora vem o Ministro da Fazenda (Joaquim Levy) e comunica que pretende assumir as pedaladas nesse ano, já que o ano este morto.
    Eu não sei o sentimento de vocês em relação a tudo isso, mas me parece que a nossa excelentíssima Presidenta foi reeleita e pegou um mandado de mais 4 anos, e que esse mandado ela pegou de outro governo (oposição).
    Deveríamos agendar uma paralisação geral (Greve), convocando a todos. Tema da manifestação: CHEGA DE CORRUPÇÃO. Todos Juntos temos poder.Um absurdo tudo isso que está acontecendo com nosso País.

  9. Cícero Lopes disse:

    O erro do Levy foi achar que poderia adotar as medidas necessárias, ainda que traumáticas, para corrigir o curso da economia vítima do populismo irresponsável e inconsequente que vem desde 2003.
    Acontece que ele não contava de administrar um a casa de loucos com uma louca mandando nele.
    Junte-se à isso um Congresso calhorda, corrupto e fisiologista, que busca satisfazer seus interesses pessoais e corporativos, desestabilizando, mais ainda, o governo da louca, e impedindo a aprovação das medidas, como já dito, traumáticas mas necessárias.
    Só o povo ocupando as ruas, com pauta de reivindicações bem definida, para que se consiga alguma mudança positiva. Mas, cuidado, os políticos já estão andando armados.

  10. Felipe disse:

    E ainda tem gente que acha que o impeachment é “muito traumático”… Traumático é manter um governo tão incompetente e irresponsável.

  11. Administração de borracharia disse:

    E eis que temos um governo derrotado, um ministro da economia desprestigiado, um sistema de redistribuição de renda comprometido, um mercado arisco e decepcionado, parte da população atônita, a outra parte revoltada, movimentos sociais órfãos, políticos com as barbas de molho, e o retorno triunfal da inflação.

    E pode-se dizer que seria absolutamente impossível se chegar a esta conclusão, mas existe gente que ainda fala em golpe, que usa a expressão 3o turno, que classifica parte da mídia como golpista, que insulta os profissionais de mídia da Veja, gente que ainda acredita no PT.

    É claro que consertar um governo ausente, vindo de 2014, o ano das festas populares, não é fácil, mas Levy mostrou desde o princípio que não seria o sujeito certo para o trabalho. Um “boca aberta”, embriagado com a nomeação, distribuía balões de ensaio a torto e a direita, sorrindo com as más notícias, deixando transparecer insensibilidade e falta de seriedade. Onde se acredita que um sujeito que age assim poderia arquitetar um plano de austeridade?

    Permanece para mim um completo mistério as alegações de que teria sido bem recebida pelo mercado a sua nomeação. Que mercado? Externo? Só se for isso, e sendo, fica provado mais uma vez que gringos não entendem absolutamente nada de Brasil.

    Este pateta deste Levy queimou a reputação do governo que se iniciava, destruiu as possibilidade inerentes à posse de um novo mandato, arrasou o ânimo e a expectativa do empresariado, aniquilou a economia no ano de 2015 e comprometeu a de 2016.

    E Dilma, esta tartaruga retardada, que deveria ter percebido o erro da nomeação e fritá-lo no máximo em março ou abril, permitiu que o cabuloso indivíduo permanecesse no cargo. Ainda agora, reluta em demiti-lo. Realmente ela não tem condições mínimas nem para ser presidente de uma associação de amigos de bairro. Mesmo seu partido recomendando a saída do pateta, ela adota a sua prática preferida: vacila.

    • César disse:

      Desculpe descordar de você mas, o Ministro da Fazenda Joaquim Levy foi voto vencido em tudo o que propos. A economia proposta por ele para fazer o superávit primário de 1,2% do PIB virou um déficit de $51,8 Bilhões de Reais. Praticamente nada foi cortado! E mais uma vez querem transferir culpa aos outros? A farra com o dinheiro público não é proposta por Levy!

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