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Economia
03-09-2015, 10h01

Levy precisa negar saída e sinalizar controle fiscal

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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, precisa vir a público hoje negar a possibilidade de saída do cargo. Seria uma atitude importante para acalmar o mercado e desestimular uma escalada artificial do dólar na comparação com o real.

Ao mesmo tempo, é importante sinalizar que está preparando medidas de curto prazo para cobrir o déficit primário do Orçamento da União de 2016. O ideal é combinar corte de gastos com nova receita (neste caso, alguma elevação de impostos). Depois, negociar tais medidas com o Congresso e a sociedade.

Seria conveniente ressuscitar um plano de longo prazo, nos moldes do que foi aventado no governo Lula por Antonio Palocci e Paulo Bernardo, que eram, respectivamente, ministros da Fazenda e do Planejamento. Esse plano previa, num horizonte de longo prazo, a busca do déficit nominal zero, que seria realmente fechar as contas públicas no azul.

Curiosidade do baú: na época, a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, chamou a ideia de “rudimentar”. Se tivesse sido implementada, a situação do país hoje seria outra.

Se Levy não agir hoje, a situação econômica vai se deteriorar rapidamente. Não surtiram efeito as palavras de ontem da presidente Dilma Rousseff em defesa de Levy. Brincar de enfraquecer ministro da Fazenda dá errado.

Para piorar, foi mais um erro a presidente ter dito ontem que não gosta da CPMF, mas que não descarta apresentar tal proposta se for preciso. Se tiver que recorrer à medida, já terá dado munição para desqualificá-la. Como é possível que, na semana passada, a presidente tenha soltado o balão de ensaio de uma medida da qual não gosta? Essas coisas, que só acontecem no governo Dilma, reforçam a imagem de uma administração errática.

Portanto, é Levy quem ainda tem credibilidade para evitar a perda do grau de investimento, que é o selo internacional de bom pagador. Se o Brasil ficar sem essa recomendação, a atual crise econômica parecerá fichinha.

O ministro deve dar declarações serenas, mas firmes.

Comentários
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  1. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    Nenhuma ação desse desgoverno será efetiva para restaurar sua credibilidade. Só mesmo a renúncia e a formação de um gabinete provisório de crise, poderá devolver ao país o rumo da segurança jurídica e institucional. Acabou !… É hora de recomeçar.

    • walter disse:

      Total razão cara Maria Aparecida Ramos Tinhorão, “game over”, a dilma esta em contagem regressiva, NADA A SALVARÁ…
      Kennedy, respeito vsas analises, mas o LEVY NÃO TEM MORAL E NEM APOIO, NEM DENTRO E NEM FORA DO GOVERNO; TODOS FOGEM DELE; INCLUSIVE A DILMA…”LOST” SE INSISTIR, QUEIMARÁ SEU FILME…
      O tamanho do “buraco” é muito maior; já estão estimando em 70 BI, certamente, deverá ser 100 BI; não tem jeito.
      Sejamos razoáveis, esta mulher, não tem como representar ninguém…ela HJ, “só queima filme”; NISSO O LULA TEM RAZÃO…

    • carlos alberto disse:

      Gabinete de crise??? acho que não conhece o Brasil.

  2. Fabio Meirelles disse:

    Ele não tem que negar a saida, ele tem é que sair logo.
    Esse senhor, com essa visão errada de mundo e de Brasil só tem algo a oferecer ao nosso país, crise e mais crise.
    É um senhor que representa banqueiros e nada alem deles.
    Nesse desgoverno Dilma, o senhor Levy é o peso da balança que escoa o dinheiro dos impostos aos banqueiros.

  3. Douglas Romanato disse:

    O Ministro Joaquim Levy pode ser muito bom técnico para a inicativa privada, mas na inicativa pública não esta dando certo, é muita gente mandando, é i gual ao dito popular: Cachorro com dois donos morre de fome.

    Deveria ter continuado no Bradesco.

  4. Luiz Henrique Fagundes disse:

    Com felicidade vemos uma opinião mais equilibrada rendida a realidade concreta dos fatos. O Brasil esta rumo aos rochedos e como o nosso vice presidente Temer disse: falta uma liderança (que talvez seja o próprio Temer…) . Uma observação: a inépcia da Dilma em afirmar “rudimentar” deveria ter sido ignorada pelo presidente Lula e implementado o plano. Entretanto não o fez. Vale a pena ler uma reportagem do Wall Street Journalsobre este tema.

  5. Alberto disse:

    Dobrar meta inexistente(duplicar o nada),não gosta da CPMF mas pode apresentar proposta de tal(???),duas de várias pérolas da presidente.Idéia rudimentar,administração errática,como bem dito pelo blog,não é nenhuma novidade.

  6. César disse:

    Outra pergunta que eu faço para quem votou em Dilma Rousseff. Quem está sofrendo um golpe? Resposta. O Brasil!

    • Ana Clara Nunes disse:

      Se eu tivesse votado no Aécio? o Brasil estaria melhor?me poupe, petista e tucanos são da mesma raça, ladrões!!

      • César disse:

        Até mesmo se você tivesse votado em um poste, a situação estaria melhor.

        • Antonio Matarazzo disse:

          De poste já basta a Dilma.
          Encontre no Brasil um politico que faria do Brasil um país melhor e mais justo.
          A corrupção está intrinseca no povo do Brasil e os politicos são apenas reflexos daquilo que o povo deposita nas urnas.
          Está tudo contaminado, desde a base até o topo da piramide.
          Executivo, legislativo e judiciário.

  7. César disse:

    Se era para sabotar o Ministro Levy, não precisava, ter retirado o Ministro Mantega!

  8. Paradox disse:

    Muuuuito pelo contrário. O que o Levy precisa fazer é cair fora o mais rápido possível. Recolocação está difícil e se ele não voltar logo para o Bradesco, pode engrossar a estatística do desemprego.

    O mercado? O mercado se ajusta, mas não com promessa de maior tributação nem com a expectativa de ter de gerar dinheiro para cobrir orçamento negativo.

  9. César disse:

    O grau de investimento subiu no telhado!

  10. César disse:

    Votou PT? Votou Dilma? Caiu em um golpe! Aceita dilmavez!

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