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Política
09-11-2019, 17h11

Lula sobe tom contra Bolsonaro e Guedes e pede povo na rua como no Chile

Petista mirou modelo econômico "destruidor de sonhos"
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

No segundo dia de liberdade, Lula subiu o tom do discurso com críticas mais duras ao presidente Jair Bolsonaro e ao programa econômico do ministro Paulo Guedes. O petista pediu que os brasileiros sigam o exemplo de luta dos chilenos.

Segundo Lula, Guedes tem modelo econômico que aumentará pobreza e destruirá empregos e empresas públicas. Falou que Guedes é “um demolidor de sonhos” e que o exemplo do ministro da Economia era o Chile, país que vive onda de protestos contra a desigualdade social.

Discursando durante 45 minutos nas proximidades do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), Lula bateu no ministro da Justiça, Sergio Moro, e nos integrantes da Lava Jato em tom parecido com o da fala de ontem em Curitiba. Mas elevou a octagem dos ataques contra Bolsonaro.

Afirmou que Bolsonaro confessou que deve eleição a Moro e que a condenação do ex-juiz contra ele teve o objetivo de tirá-lo da eleição de 2018.

Disse que saiu da prisão com mais coragem de lutar e de recuperar o orgulho de ser brasileiro. Afirmou que Bolsonaro foi eleito democraticamente, apesar de voltar a falar que uma onda de fake news prejudicou Fernando Haddad, candidato do PT na eleição presidencial do ano passado.

Num ataque duro, o petista afirmou que Bolsonaro deveria “governar para o povo brasileiro e não para os milicianos do Rio de Janeiro”. Disse que o presidente não poderia se intrometer na investigação do caso Marielle como se intrometeu, com o filho Carlos Bolsonaro apresentando suposta prova que deveria antes ter passado por perícia. Perguntou onde estava Fabrício Queiroz. Indagou se Bolsonaro não iria reajustar o salário mínimo nos próximos dois anos.

De acordo com Lula, Bolsonaro nunca trabalhou, construiu patrimônio de forma suspeita e só fez discursos ofensivos a minorias quando deputado federal. Disse que o Brasil está sendo destruído. Posicionou-se contra o que chamou de distribuição de armas por Bolsonaro, dizendo que preferia distribuir livros.

Ao pedir povo na rua como no Chile, Lula citou vitórias de Evo Morales na Bolívia e de Alberto Fernández na Argentina. Afirmou que Trump não deveria “encher o saco dos latino-americanos”, numa alusão à tentativa de interferência em assuntos internos da Venezuela.

Lula disse que, se “a esquerda que o Bolsonaro tem tanto medo” tiver “juízo” em 2022, ela poderá derrotar a ultradireita. “Este país não merece o governo que tem.”

O petista repreendeu palavrões da militância contra o presidente da República. “A gente não tem de falar palavrão para o Bolsonaro, não. Ele já é um palavrão.” Encerrou o discurso conclamando setores da população, como a juventude, “a não permitir que destruam o nosso país” e repetindo ter “tesão” para a luta política maior do que antes da prisão de 580 dias em Curitiba.

No segundo discurso após a liberdade, Lula deixou clara a disposição para o embate e para liderar a oposição. Convidou petistas e integrantes de outros partidos a viajar pelo Brasil e prometeu fazer um pronunciamento mais pensado à nação em cerca de 20 dias.

Comentários
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  1. Andre disse:

    No dia 08/11 foi libertado um preso político, pois foi isso que o ex-presidente Lula foi nestes quase 600 dias. Os cínicos poderão dizer, “como preso político se ele foi condenado pela justiça ?”, mas não é necessário ser um grande conhecedor do direito, para perceber que o ex-presidente foi uma vítima em uma trama engendrada por uma gangue, pois é a única denominação correta que se pode dar a grupo de pessoas que se juntam para por meio do uso de ilegalidades subtrair a democracia e o estado de dirito do Brasil. Esta gangue, que se escondia por trás de um falso combate a corrupção, tinha apenas interesse em implantar no país o seu projeto de poder de uma direita extremista, que prega a intolerância, o ódio e que despreza a democracia e infelizmente conseguiram. Muito obrigado Intercept, muito obrigado Kennedy e a todos os jornalistas que não se omitem diante dos fatos e buscam preservar a liberdade de imprensa e a democracia. O Brasil precisa acordar.

  2. walter nobre disse:

    Kennedy, o lula não tem direito em acusar sem provas, deveria seguir um caminho mais inteligente, não vai agregar valores atacando o Bolsonaro, já que a economia vai continuar a subir…Deveria seguir a retórica proferida em seu discurso, quando afirma que o presidente venceu democraticamente pelo Voto, contestar verdades, não ficções; quando acusa o Jair como chefe de milícia, sabe que não é um argumento inteligente…Qualquer acusação sem fundamento, a ele ou ao moro, é suspeita vem carregada de ranço, com intenções vingativa, será acusado por perseguições sem prova. Vai ter a maioria contra qualquer atitude de retaliação ao governo.

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