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Política
08-03-2018, 8h20

Maia entra na corrida presidencial se afastando de Temer e Alckmin

Adversários apontarão ligação com governo
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KENNEDY ALENCAR
LONDRES

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), entra na corrida eleitoral pelo Palácio do Planalto tentando se afastar do governo Temer e descartando uma aliança com o PSDB. O DEM lança hoje a pré-candidatura de Maia.

Em entrevista à “Folha de S.Paulo”, Maia disse que a rejeição ao PSDB inviabilizaria a vitória do pré-candidato tucano, Geraldo Alckmin. Afirmou que o presidente Michel Temer errou na comunicação, ao dar aumento a categorias do funcionalismo e ao não pensar em políticas compensatórias para medidas econômicas ortodoxas.

O próprio Maia admitiu que seria “negligência política” não tentar construir um projeto político alternativo ao do PSDB. Quando diz isso, ele deixa espaço para uma mudança de rumo lá na frente. É algo que pode acontecer na política, até porque falta bastante tempo até a eleição.

No entanto, analisando o conjunto das declarações do presidente da Câmara, o cenário mais provável é que Maia tente sustentar a candidatura no primeiro turno e busque chegar à segunda fase. Ele tem apenas 1% de intenção de voto nas pesquisas. É muito pouco. O governador Geraldo Alckmin está na faixa dos 6% a 8%, segundo o Datafolha. O presidente Michel Temer também fica no patamar de 1% a 2%, a depender do instituto de pesquisa.

Num cenário no qual o governador do maior Estado do país e o presidente da República têm baixa intenção de voto, faz sentido Maia tentar construir um caminho próprio no primeiro turno. Ele acredita que o ex-presidente Lula ficará fora da disputa, o que abre espaço para uma fragmentação eleitoral ainda maior do que a já está acontecendo. Se esse cenário se confirmar, ele está certo ao tentar um lugar ao sol. O quadro eleitoral ainda está muito aberto.

Maia está demarcando diferenças com o governo, que deixou a agenda econômica em segundo plano após a intervenção federal no Rio de Janeiro. O presidente da Câmara tem sido um dos principais interlocutores do grande capital financeiro no Brasil.

Será difícil se eleger com essa marca. Mas Maia fez uma crítica à falta de medidas compensatórias do atual governo a uma política econômica ortodoxa, o que também é uma alfinetada no ministro da Fazenda, Henrique Meirelles _não apenas em Temer. Maia deverá tentar dar algum tempero social a uma agenda alinhada com o mercado financeiro. Missão difícil.

O presidente da Câmara foi um apoiador do impeachment de Dilma e avalista da ascensão de Temer ao poder. Adversários apontarão essa contradição na campanha, tratando as críticas a Temer como um gesto oportunista para se afastar de um governo impopular que ajudou a instalar.

Outro aspecto importante: a pré-candidatura de Maia é uma boa notícia para o deputado federal Jair Bolsonaro. Aumenta a fragmentação no campo da centro-direita, dividindo um eleitorado que poderia se aglutinar para superar Bolsonaro.

Isso favorece Bolsonaro, de quem Maia deverá tentar tirar votos assumindo uma atitude mais à direita no campo de centro-direita. Além de abraçar uma agenda mais liberal na economia, Maia também investe no tema do endurecimento na segurança pública.

Em resumo, o cenário mais provável é que o DEM caminhe no primeiro turno distante do PMDB e do PSDB. Maia deu sinais muito fortes nesse sentido para mudar de posição lá na frente. Se o fizer, ficará mal na foto.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”, que também analisou restrição do TSE a perguntas em pesquisas eleitorais:

Comentários
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  1. Ricardo Santana disse:

    Agora é a hora o rasga carniça.

  2. walter disse:

    Caro Kennedy, a ambição do Maia não tem limite; tentou dar um trança pé no Temer, durante suas crises, chegou a visitar o mercado financeiro em SP; na verdade é mais um menino deslumbrado como o Dória…esta candidatura é forçada, faz parte da estratégia do DEM, para negociar melhores condições pessoais ao maia, bem como ao partido…não liga a mínima, se fosse esperto, sairia para governo do RIO; não tem expressão e nem carisma, nem aliados; será mais um morto vivo, no meio dos outros; nada acrescentará nisso.

  3. MARIO PERZ disse:

    Rodrigo Maia deve estar delirando, não adianta se afastar de dois golpistas, como é o Temer e o tal de Geraldo Alckmin, pois Rodrigo Maia não passa de outro golpista e esteve de mãos dadas a esse presidente nas duas delações que foram para o pepino, ajudou o povo trabalhador a se ferrar com a reforma Trabalhista e estava quase que colocando em votação outra reforma que acabaria de vez com o trabalhador brasileiro, a previdenciária;quanto ao governador de São Paulo, apoiou Michel Temer desde o começo do golpe, o povo naõ é bobo mais!

  4. RENE MALAQUIAS GOMES disse:

    Torço muito para que o Maia ganhe, mas o povo lembra que todas medidas impopulares do Presidente Temer (dentre elas a mais importante – REFORMA TRABALHISTA)só foram aprovadas com a anuência do CONGRESSO – deputados que se venderam a Presidência.
    O que resta de esperança, é que a famigerada REFORMAS PREVIDENCIÁRIA ainda não decolou.
    G E N T E, é tão fácil, conquistar a população, é lógico se realmente prometerem e realizem as mesmas, como algumas promessas que seguem abaixo só ficaram no blá, blá, blá:
    SAÚDE DE QUALIDADE PARA TODOS – (hoje está uma verdadeira porcaria – até os convênios estão ruins)
    SEGURANÇA PÚBLICA: Hoje mata-se a vontade no pais, mas as liminares, recursos, Juízes, desembargadores, Promotores, etc colocam assassinos na rua e não acontece. Pra que serve todo o trabalho das Policia Militares e Civil ?????????????????????????????
    Seu MAIA, vai ser difícil.
    CORRUPÇÃO – que palhaçada heim, ninguém devolve a grana e fica presos só uns mesesinhos.

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