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Política
20-09-2019, 9h40

Maia faz defesa sensata e corajosa de fundo eleitoral público

Sem financiamento estatal, só candidatos ricos se beneficiam
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

Foi corajosa e sensata a defesa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-DF), sobre o fundo partidário e mudanças recentes nas regras eleitorais. Ainda podem ser feitas críticas pontuais às alterações, mas a questão central é correta.

Sem o fundo eleitoral, haveria desequilíbrio entre os candidatos, favorecendo os mais ricos que recorrem ao autofinanciamento. Eleições são rituais fundamentais de uma democracia. Como consequências das descobertas da Lava Jato, o STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu o financiamento empresarial em 2015. Obviamente, dinheiro público é necessário para pagar eleições.

O importante é ter regras claras para o uso desses recursos. Também é fundamental estimular o financiamento eleitoral por pessoas físicas. A sociedade, se quiser, pode voltar a discutir a volta do financiamento empresarial. Não tem solução fácil.

Mas criminalizar a política interessa a autoritários, populistas e moralistas hipócritas. Maia fez bem em contrariar essas figuras e parte da opinião pública. Não há saída para o Brasil fora da política.

*

Muito gogó, pouca ação

A desistência do governo de acabar com o reajuste do salário mínimo pela inflação deveria ser vista como um gesto mínimo de sensatez. Afinal, só aumentaria a desigualdade social, o pior problema brasileiro.

Mas esse recuo é reflexo da falta de rumo da atual administração na área econômica. Toda semana surge um balão de ensaio que é furado na seguinte.

O governo até hoje não apresentou uma proposta séria de reforma tributária. O correto seria cobrar mais impostos dos mais ricos e menos dos mais pobres. Congelar mínimo, nova CPMF e outras esquisitices revelam a falta de preparo em gestão pública do ministro Paulo Guedes (Economia) e sua equipe, com raras exceções.

*

Jogo estranho

A operação da PF (Polícia Federal) contra o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), parece uma demonstração de força do ministro da Justiça, Sérgio Moro, numa hora em que ele é contestado internamente pelo presidente Jair Bolsonaro.

Há prós e contra em relação à necessidade e à legalidade do que ocorreu ontem no Senado, com busca e apreensão sobre fatos antigos.

Ouça os comentários feitos ontem no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. walter nobre disse:

    O Maia Kennedy com o teto de vidro que tem, deveria sair fora destas questões pontuais…fundo eleitoral neste momento é um atentado contra todos os possíveis valores a serem preservados. A próxima eleição será prefeitos e deputados estaduais, não deve ser cogitada a elevação de valores; elegemos em congresso pior que os anteriores…o DR MORO é ministro da Justiça, vai manter a pegada, que não deve não teme, não deve tirar o pé…o bolsonaro deverá apoiar, esta todos de olho em suas ações…deverá rezar para a transição do Moro para o Supremo, chegar logo; enquanto isto a população a lava jato agradecem por ter um sangue bom em tudo isto.

  2. ANDRE disse:

    Barroso, parece ser o único ministro do STF que ainda aposta na canoa furada da lava-jato e nos seus métodos que flertam com a ilegalidade. Provoca uma confusão desnecessária com o senado. Quanto ao financiamento de campanha, entre o fundo e o financiamento por empresas, ainda prefiro o primeiro, apesar de achar que as campanhas deveriam ser bancadas pelos afiliados ao partido, claro com um limite individual e sempre que possível a substituição do dinheiro por trabalho voluntário dos afiliados.

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