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Economia
16-04-2014, 14h57

Realismo fiscal do governo deveria ter chegado antes

Queda de Palocci da Casa Civil selou para pior o destino econômico do país
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Com pelo menos dois anos de atraso, o governo federal toma uma medida acertada para aposentar a meta fictícia de superávit primário e adotar um número realista para tentar manter a dívida pública sob controle.

Antes tarde do que nunca, mas é uma pena que a equipe econômica tenha agido justamente no ano eleitoral para tentar restaurar a credibilidade que perdeu em 2012 e 2013.

A proposta é esquecer a meta irrealista de 3,1% de superávit primário em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e fazer em 2015 uma poupança de 2,5% do PIB para manter a dívida pública sob controle. Se o crescimento for menor, a meta cairia para 2%. Se for maior, a meta pode aumentar. É uma boa medida.

Tão correta que estava em discussão em 2011 e 2012, os dois primeiros anos do governo Dilma. Se essa política tivesse sido implementada antes, a equipe econômica teria maior credibilidade hoje.

Na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2015, o governo propõe o que já deveria ter feito. De certa forma, é uma confissão do erro de maquiar as contas públicas e destruir a credibilidade fiscal que fora conquistada pelo PT dez anos atrás, quando ficou claro em 2004 que as medidas duras de 2003 tomadas por Lula não eram passageiras.

Em resumo: a queda de Antonio Palocci Filho em 2011, quando deixou a chefia da Casa Civil de Dilma, selou para pior o destino econômico do país.

Comentários
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  1. SILVIO MIGUEL GOMES disse:

    Li por aí que o Brasil é o único país do mundo que é obrigado a ter o tal de superávit primário, e também a tal de responsabilidade fiscal. Será verdade?

  2. Pasquale disse:

    O problema é que a nobre senhora,interferiu para colocar os juros a 7,25.Foi para a TV falar que ela tinha colocado os juros mais baixos da História.
    Irresponsabilidade pura e amadorismo,tanto dela que manda no Banco Central,como do Tombini.Agora temos o risco real de inflação,consequencia de um ato desvairado.
    Porque o Meireles não ficou no Banco Central?Porque não teria aceito colocar em risco a economia do País.
    Pobre guerilheira,arrogante e ingenua.Olha a alta das contas de luz….

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