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Geral
01-10-2013, 11h30

Mais ricos devem pagar mudanças em SP


Como notou a jornalista Vera Magalhães em artigo na Folha desta terça (01/13), o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, deverá pagar um alto preço político pelo reajuste do IPTU em 2014. Previsão de uma alta média de 24%.

Haddad fará bem ao enfrentar essa briga. As manifestações de junho e julho cobraram, com razão, medidas dos governantes para amenizar o cotidiano infernal de quem vive nas grandes cidades. Essa conta tem de ser majoritariamente quitada pela parcela mais rica da população.

É correto tirar incentivos para o uso do transporte individual, como foi feito com as faixas exclusivas para ônibus em avenidas que não as tinham. Deve ser avaliada com seriedade a hipótese de um pedágio no chamado centro expandido de São Paulo.

Política e eleitoralmente, é importante que Haddad vá bem para turbinar as campanhas de Dilma Rousseff e de Alexandre Padilha _respectivamente candidatos ao Palácio do Planalto e ao Palácio dos Bandeirantes no ano que vem. Não é ilegítimo político querer capitalizar medidas administrativas. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB, age, com razão, do mesmo jeito.

Na questão do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), um tributo municipal, o importante é usá-lo para fazer justiça social. Cobrar menos dos mais pobres, que estão nas grandes periferias e que sofrem mais com as mazelas urbanas da pauliceia desvairada. E cobrar mais de quem mora nas áreas centrais, com infraestrutura melhor feita à custa de toda a sociedade.

Haddad encontrou uma boa bandeira.  Deve pagar o preço político dela.

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