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Economia
11-09-2018, 21h50

Marcos Lisboa tem o perfil de ministro da Fazenda de Haddad

Economista integrou equipe econômica de Lula
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Num eventual governo Fernando Haddad, o ministro da Fazenda seria alguém com o perfil do economista Marcos Lisboa ou até mesmo o próprio. Haddad virou hoje o candidato oficial do PT, diante do impedimento de Lula por decisão judicial.

Há uma discreta discussão no PT para deixar claro que Haddad teria forte compromisso com o rigor fiscal, a exemplo da nomeação de Antonio Palocci Filho para a Fazenda no primeiro mandato de Lula. Seria um sinal para acalmar o mercado financeiro e setores do empresariado reticentes à volta do PT ao poder federal.

Lisboa, que integrou a equipe de Palocci, é amigo de Haddad, apesar de os dois terem divergências em alguns pontos econômicos. No PT, não se sabe se Lisboa aceitaria um convite, se Haddad o convidaria ou se todo o partido o aceitaria.

Mas Lisboa teria o perfil para comandar a economia num eventual governo de Haddad, que sinalizaria pretender fazer uma administração mais parecida com a de Lula 1 do que com a de Dilma 1. Outros economistas de orientação parecida poderiam entrar nesse páreo, em caso de vitória de Haddad na eleição presidencial.

Esse comentário, feito no “Jornal da CBN – 2ª Edição”, pode ser ouvido a partir dos 7 minutos no áudio abaixo:

Comentários
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  1. walter disse:

    O grande problema nacional, são os Analista de Bagé de sempre, caro Kennedy; chega a ser hilário, um ministro da economia, advindo da equipe do Palocci, o qual já vem com discórdias sobre economia, dentro do partido, e com o próprio haddad; tudo isto, mostra o desgaste que o lula gerou para todos; não compreendo, como um grupo, que vem se deteriorando ao longo do tempo, por desmandos e roubos em sua gestão, sustenta tantos adeptos, benevolentes ao comando do lula; não tem condições, é um sacrificio acima de suas condições; terá que falar e dizer coisas, que não fazem parte do seu vocabulário; deve valer muito a pena, toda esta penitencia; vai perder para qualquer um, por um simples motivo; não baixa o nível, é um homem polido apesar de tudo; com estas e por outras, o PT só terá cinzas, no final desta queimada…

    • BRAGA BH disse:

      Gostei do Post de Kennedy Alencar. Ele intrincou a cabeça ainda mais dos antipetistas de plantão.
      Daqui pra frente todos estarão preocupados como pensa Haddad, como caminha Haddad, como respira Haddad, o que come Haddad e o que sonha Haddad.

  2. Brentano disse:

    Tenho dúvidas de se o mercado se deixará convencer tão facilmente. Afinal, o atual coordenador econômico é o Pochmann, cuja posição é diametralmente oposta.
    Mesmo que um ortodoxo como Lisboa seja escolhido, enfrentará enorme resistência interna. E aí teremos um cenário surreal: sem consenso no governo, a todo momento será necessário ir até Lula, na prisão, para que ele decida a parada. Haja desgaste.
    Penso que um heterodoxo moderado, da linha de Bresser-Pereira, teria chances muito maiores de unir o partido e a base de apoio. Seria importante até para a própria estabilidade institucional que se escolhesse um ministro da Fazenda de primeira linha, altamente respeitado dentro e fora do partido, e com habilidade política. Tomara que exista alguém assim.

  3. Cláudio Zani disse:

    O nome do ministro da Economia do Haddad é Ciro Gomes…

  4. Francisco Ricardo disse:

    Kennedy, olhando só o comentário, sem levar em conta tudo o que o Walter disse, qual sentido tem você falar de responsabilidade fiscal para esse pessoal do PT (um partido demagogo e populista) se a visão deles é de aumento do gasto?? No seu comentário já ficou claro que o Haddad não se entende bem com esse economista. Uma eventual vitória dele, se o congresso for nessa linha, teremos aqui o que houve com o Erdogan na Turquia. Acredita mesmo que o mercado se submeterá a um modelo irresponsável deste? Quer alguma credibilidade? Melhor que ele fale do tripé econômico (é batido mas funciona), de reforma da previdência, de reforma tributária, de descentralização das receitas de união e que essa veia “progressista” deles seja com um estado regulador (o Ciro fala isso e tb é considerado progressista). Não tem de onde tirar dinheiro da União para aventuras no pré-sal, trem bala ou coisas do tipo! Há que se considerar uma redução estratégica do Estado. Mas é demais falar isso para eles não?

    • BRAGA BH disse:

      Engraçado vc tocar no pré-sal. Se fosse tão ruim as petroleiras do mundo todo não estavam com os olhos crescidos em nossas jazidas. e se fosse um mal negócio, hoje a Petrobrás seria uma anã do mercado e não uma das maiores produtoras de petróleo do mundo com o pré-sal jorrando cerca de 1,5 milhão de baris por dia!

      • Francisco Ricardo disse:

        Você foi preciso na sua observação Braga. As petroleiras estão interessadas. Ainda que tenham acionistas estatais, tratam-se de empresas majoritariamente privadas. Que se precifique o pré-sal brasileiro e se façam as concessões adequadamente e não obriguem a Petrobrás (sem caixa ou com caixa do tesouro) a investir em todos os campos de exploração. Era sobre isso que queria falar. Intervencionismo ideológico!

  5. Mariza disse:

    Estranho é falarem do Palocci, preso por corrupção e louco para fazer uma delação premiada. Não acredito em qualquer membro da equipe de Palocci. Palocci só deu andamento ao script do Governo FHC. Nada foi feito de novo pelo primeiro governo do PT. O assunto predileto do PT é a Petrobrás. Enquanto o Primeiro Mundo inteiro está se voltando para outras formas de energia, o PT só pensa na Petrobrás. Digamos que o PT não tem interesse em incentivar outras formas de energia, pois o PT se sente dono da Petrobrás. Pobre Brasil!!!

  6. André Ramos disse:

    Entendo que esta seja uma opinião do jornalista, e não uma notícia colhida junto ao comanda da campanha de Haddad. Se for, estaremos diante de nova tentativa de estelionato eleitoral do PT. Em 2014, Dilma se elegeu taxando de “pessimildos” aqueles que denunciavam a já caótica situação das contas públicas. Reeleita, nomeou Joaquim “Mãos de Tesoura” Levy como ministro da Fazenda, para levar adiante um ajuste fiscal que não foi apoiado por ninguém, nem pela presidente, nem pela sua base aliada, nem pela oposição. Em 2015, a inflação disparou, a recessão – iniciada no fim do primeiro semestre de 2014 – se aprofundou, o desemprego explodiu e fechamos o ano com um déficit primário expressivo (2014 já havia fechado com déficit primário, embora pequeno). O coordenador da área econômica do programa de governo de Haddad é Márcio Pochmann, que tem ideias diametralmente opostas às de Lisboa.

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