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Política
11-10-2013, 17h21

Marina e a crítica ao chavismo

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Nas “10 Perguntas” que respondeu ao blog na quarta (09/10),  a ex-senadora Marina Silva esclareceu o que disse a respeito do chavismo na noite em que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou o registro da Rede.

Naquela quinta (03/10), Marina se reuniu com um grupo de aliados num apartamento na Asa Sul de Brasília. No sábado, os jornais trouxeram um bastidor de que ela enxergaria um risco chavista no Brasil. Indagada a respeito na coletiva, ela saiu pela tangente.

O blog insistiu no assunto. Marina disse que foram divulgados “fragmentos” de um desabafo. Afirmou que a versão que saiu na impresa havia sido tirada do contexto.

Marina reconheceu “contribuições” do chavismo “na área social”. Mas afirmou: “Do ponto de vista da convivência democrática com aqueles que pensam diferente, eu tenho crítica… Fico assustada de que a gente vá criando dogma e sacralizando ideias e pessoas e de que já não seja possível mais nenhuma crítica”.

A senadora afirmou que não gostaria de ver no Brasil “esse ambiente de desrespeito à democracia”. Segundo ela, fora do contexto, sua fala se prestaria a uma “desconstrução” política.

Marina lembrou que estava muito emocionada naquela noite, porque acreditava que a Rede seria aprovada. Voltou a repetir as críticas aos cartórios que recusaram as assinaturas.

“Neste momento, eu só quero ter o direito de indagar, de perguntar”, disse a senadora, ressalvando que não poderia acusar o PT de ter feito uma conspiração para invalidar assinaturas.

Foi nesse contexto, contou, que houve a referência ao chavismo.

*

Opinião

Hugo Chávez foi o resultado do descaso das elites venezuelanas. Houve avanço social com ele no comando do país. Mas é inegável que Chávez estimulava um clima de confronto e de divisão na sociedade que incomodava, por exemplo, o então presidente Lula.

A crítica de Marina a uma dificuldade de convivência democrática faz algum sentido. Mas, na Venezuela, é bom lembrar que a oposição se comportou de maneira golpista até as eleições do ano passado, vencidas por Chávez.

Na realidade venezuelana, o chavismo tem saldo positivo, apesar de Nicolás Maduro estar queimando rapidamente esse capital, por exemplo, na avaliação do PT e do governo brasileiro.

E, convenhamos, não existe chavismo no Brasil. Por aqui, é a direita que tem dificuldade de conviver com a democracia.

Veja a resposta de Marina na íntegra:

Comentários
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  1. Wilma Lyra disse:

    Estou um pouco invocada com as respostas que vocês dão para os meus comentários. Mandei dois e mais sobre o mesmo assunto, a entrevista de Marina Silva e estranhei a mesma resposta: a de que eu estaria sendo repetitiva… Ora, repetitivos não estão sendo vocês. Se você não querem que eu escreva, entenderei perfeitamente, afinal, posso não ser interessante para a linha editorial do BLOG DO KENNEDY. Mas, tenho o direito de, ao menos, saber o motivo. Obrigada

  2. Alberto Menezes disse:

    Sem dúvida, a aliança Campos e Marina é um fato novo no quadro atual. O tempo, ou melhor, os próximos meses serão decisivos para que essa composição se consolide. A meu ver, Dilma e Aécio, a se comprovar, ainda tem maior densidade por conta do potencial das administrações que ocupam/dominam. Serra, mesmo desgastado, será o fiel da balança se incorporar (será possível?) o projeto de Aécio e rebater a dupla Lula-Dilma. O que acha Kennedy?

  3. sylvio da costa junior disse:

    Parabéns Kennedy por sua expressar sua opinião sem medo sobre Chavez. Sabemos como os meios de comunicação se comportam quando o assunto é a Venezuela.

  4. Mauricio Benacchio disse:

    Apesar de minha oposicao ao atual governo, também nao concordo com muitas opinioes de Marina Silva. Ela ainda nao entendeu que precisa ser oposicao de verdade.

  5. João Sincero disse:

    Pois é, como deve ser classificado representante da imprensa que cerceia a manifestação divergente na qual não se continha nenhuma agressão? Para mim, CHAVISTA! E para você Kennedy, que barrou meu comentário? Como você se considera um democrata ou um CHAVISTA?

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