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Política
25-04-2019, 10h29

Meio Ambiente repete desmonte e paralisia do MEC

Nao fosse efeito trágico, crise Carlos-Mourão seria comédia pastelão
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

Não fossem os efeitos trágicos para a agenda pública, a crise Carlos Bolsonaro-Hamilton Mourão seria uma comédia pastelão.

A ira de um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro contra o vice-presidente da República mistura teoria da conspiração, intriga política rasteira, tuítes escritos num português capenga, pedido de impeachment pueril, despreparo político, imaturidade emocional e inveja sobre a capacidade de estabelecer relações civilizadas com a imprensa, a oposição e instituições estrangeiras.

Esse imbróglio atrai a atenção do público, até diverte alguns nas redes sociais. Mas drena a energia do governo e do Executivo para projetos de interesse do país e permite que se fale pouco do desmonte em curso, por exemplo, da política ambiental que vem sendo construída há 30 anos no Brasil.

Existe um paralelo entre o que aconteceu e ainda acontece no Ministério da Educação com o que está ocorrendo na pasta do Meio Ambiente.

Há ministros empenhados em desconstruir políticas que levaram anos para ficar de pé. Na questão ambiental, que contribui para que o país seja uma potência no jogo geopolítico global, está em curso uma destruição de políticas públicas.

Funcionários vivem em estado de rebelião contra o ministro Ricardo Sales, que, numa canetada, trocou a diretoria do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). Há acusações de assédio moral e político. Outras pastas também implementam a agenda do atraso que caracteriza o bolsonarismo enquanto a plateia se diverte com os lances grotescos contra o vice-presidente da República, que parece uma ilha de bom senso na comparação com Bolsonaro e seus filhos políticos.

*

Velhacos

Nos seis governos anteriores ao de Bolsonaro, sempre que houve liberações de emendas parlamentares em datas próximas a votações importantes no Congresso, a imprensa caracterizou tais ações como fisiologia, é dando que se recebe, toma-lá-dá-cá, compra de apoio parlamentar etc.

Deputados federais do Centrão, grupo de legendas conservadoras que costumam agir em sintonia no Congresso, confirmam que o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, oferece a liberação extra de R$ 10 milhões por ano para cada parlamentar que votar a favor da reforma da Previdência. Seriam R$ 40 milhões per capita até 2022. A “Folha de S.Paulo” trouxe reportagem consistente a respeito desse tema.

Onyx condicionou liberação de dinheiro público a voto no parlamento. Isso é contra o que Bolsonaro pregou na campanha. Não se trata de uma negociação política legítima. É uma oferta espúria. É o que há de mais velho na política.

Ouçam os comentários feitos ontem no “Jornal da CBN – 2ª Edição. Mudancas na Lei Rouanet e a criação de Empresas Simples de Crédito também foram temas:

Comentários
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  1. walter disse:

    Kennedy, não deixa de ser uma situação incomoda, não fosse isto a oposição criaria uma; trata se de um braço de ferro, não há inocência da parte do mourão, o tempo dirá, qual a sua real intenção…esta claro que o presidente, precisa pedir ao filho, para evitar a sequência, já que o Morão esta ser fazendo de morto…como quem cala consente; fato que não evoluirá…a Reforma, que é o que importa, caminha como o governo esperava; a campanha vergonhosa do Maia, por benefícios por votar, chega a ser hilária…não vejo nada demais,ter emendas que beneficiem parlamentares em seus redutos; não pode ser chantagem, como quer o Maia; vc afirmou caro, os parlamentares, agiam assim, em todos os outros governos, não podemos agora, condenar este presidente; tenho certeza,se acontecer, será as claras, sem ocultismos espúrios…desde que as propostas sejam aprovadas…

  2. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    Ricardo Salles está apenas substituindo o cabide de empregos por governança com eficiência operacional.
    Os órgãos ambientais sempre foram a grande ferramenta ideológica do sindicalismo criminoso contrário à livre iniciativa… Chegou a hora da gestão técnica, profissional e independente, doa a quem doer !

    • frederico costa barros disse:

      Maria você até agora esta ganhando o concurso ignorância do ano!!!!!! Me diga o que você sabe sobre quem foi exonerado e sobre quem está assumindo???? O que você sabe sobre a secretaria do Sales no governo de são Paulo? Se você souber responder qq uma dessas perguntas eu tiro você da lista.

    • Jorge disse:

      A “livre iniciativa” de derrubar a amazônia para plantar soja! Genial!!
      Chega ser ridículo ver bolsominions chamando o desgoverno atual de “técnico” e “profissional, com “eficiência operacional”, quando é tão evidente que esse é o governo mais nocivo e despreparado da história do país.

    • walter disse:

      Exatamente cara maria Aparecida, esta “classe”; sindicalistas de plantão,vivem a se preocupar com seus botões; apoio aos trabalhadores? vivenciei vários casos…procuravam o patrão, para ganhar tempo nas demissões em massa; ou seja, fazem média com os empresários, para manterem se úteis; nos últimos anos, perderam a força vital, em beneficio a classe trabalhadora…no feriado, mesmo agindo em bloco, não tiveram qualquer expressão; nenhuma pressão no governo, por empregos; promoveram um Show costumeiro…Vivi para ouvir, o Paulinho da força, afirmar, que a reforma da previdência, deve ser descaracterizada, evitando assim a reeleição do Bolsonaro; este ser, se diz a favor do trabalhador, já que não sabe, ser brasileiro de fato.. precisamos transitar por obstáculos e limitações maquiavélicas, de vários setores; nosso atraso, é causado por correntes, que não querem um País livre, infelizmente…

  3. antonio augusto disse:

    ja tá na hora do Sr. vice dá um basta nesta palhaçada…afinal acusam o sr. Mourao de que???????????????????

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2019-05-20 21:33:59