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Economia
28-04-2015, 9h31

Ministro rebate defensores de suavizar ajuste

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Postado por: Daniela Martins

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reagiu de uma forma dura à possibilidade de que o ajuste fiscal seja suavizado de alguma maneira. Em entrevista ao SBT, disse que a economia poderia piorar e que haveria novamente o risco de perda do grau de investimento do país. Para ele, isso afetaria muito mais as empresas e os trabalhadores, porque voltaria a existir uma desconfiança do mercado.

Há membros do governo e do PT que avaliam que a queda do dólar, o mercado ter recebido bem o balanço da Petrobras e uma geração de empregos em março justificariam não fazer o ajuste fiscal na intensidade pedida pelo ministro da Fazenda.

O argumento desse grupo é que fazer um superávit primário de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto) poderia agravar a recessão e cobrar um preço alto em termos de desemprego e de maior dificuldade para as empresas. A meta de superávit primário é a economia que todo o setor público faz para manter a sua dívida sob controle.

De acordo com Levy, além de não ser a hora de suavizar o ajuste, é preciso que o Congresso aprove o projeto que reduz a desoneração feita sobre a contribuição previdenciária cobrada sobre a folha de pagamento das empresas. Isso seria fundamental para dar sustentabilidade às contas públicas.

Ele também acha que será preciso um aperto na concessão de crédito. Citou como exemplo a área agrícola. Disse que não será possível cobrar, neste ano, juros como no passado. Haverá um aumento dos juros para o crédito agrícola.

O ministro julga que também será preciso um ajuste em outras áreas da concessão de crédito. Afirmou que 2014 foi um ano atípico, com despesas altas e que o corte de gastos em 2015 vai deixar um valor semelhante ao do Orçamento de 2013.

Joaquim Levy manifestou ainda uma preocupação grande com a possibilidade de empresas contratarem fundações para terceirizar serviços. Essa fundações não pagam contribuição previdenciária. Ele avalia que o Senado precisa corrigir esse ponto do projeto da terceirização que foi aprovado na Câmara.

Em resumo, Levy diz que o Brasil só vai sair da crise se fizer o ajuste fiscal prometido. E que quanto mais rápido isso acontecer, maior a chance de a economia voltar a crescer. Para o ministro, “Ainda há um longo caminho. A gente não pode bobear nessa hora.”

*

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego em março ficou em 6,2% nas seis regiões metropolitanas pesquisadas. Em fevereiro, a taxa foi de 5,9%. Em janeiro, 5,3%. Apesar de ter havido geração de emprego em março, aumento o desemprego porque mais pessoas procuram trabalho em tempo de crise para ajudar na renda familiar.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. César disse:

    Os políticos brasileiros pensam que o Estado é um saco sem fundo de recursos públicos a sua disposição. Se o Ministro não for firme o ajuste não sai. Ano que vem tem as eleições municipais e os prefeitos estão querendo dinheiro para fazer obras e ter o que inaugurar antes das eleições. Os partidos já aprovaram o aumento dos recursos do fundo partidário no Congresso Nacional. Tem um monte de ministérios querendo recursos e Ministros querendo tirar proveito político do cargo, para aparecer para o eleitor. O povo brasileiro pagando cada vez mais impostos, que já estão até os nossos pescoços e afogam a renda das famílias brasileiras. O Ministro está certo, o governo tem que fazer a sua parte.

  2. César disse:

    As consequências dos gastos excessivos do governo, da corrupção e má administração na Petrobrás, das maquiagens nas contas públicas e consequentemente o não cumprimento do superávit primário, da elevação do endividamento do governo e da inflação, explicam o crescimento do desemprego. E os números ainda devem crescer.

    • elias barros da silva disse:

      Nada haver, so fosse assim então, me diga sobre as roubalheiras imensas do passado, e roubalheiras que o dinheiro não retornou nem parte para os cofres publicos, sim com essa indecisão de votarem o ajuste fiscal e que da toda essa reviravolta no mercado, a crise internacional que não tinha atingido tanto o Brasil atingiu desde metade do ano passado, mas existe condições de ser reorganizado talvez para 2016 ja teremos melhoras, o que a mídia quer
      e desmoralizar a favor de uma oposição que ate eu apoiaria se fosse boa mas não e são velhos politícos que querem acabar logo com denuncias,investigações estão e se aproveitando da crise para voltarem, so que o povo hoje ja não entra mais tão facil assim. O Brasil continua caminhando com seus problemas mas muito melhor que no passado de 15 anos atras.

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