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23-04-2016, 10h38

Mondrian e o movimento De Stijl

Brasília recebe a mais completa exposição sobre Mondrian já realizada na América Latina
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DANIELA MARTINS
BRASÍLIA

A exposição “Mondrian e o movimento De Stijl” chega ao CCBB Brasília com 30 obras do artista holandês e cerca de 70 de outros expoentes do neoplasticismo, movimento que agitou a arte, o design e a arquitetura no início do século XX.

O ponto de partida foi 1917, com lançamento da revista De Stijl (O Estilo). Ela foi o embrião de um movimento que tinha como proposta utópica alcançar a harmonia entre todas as artes. A arte moderna seria o vetor para transcender divisões culturais e se apresentaria como uma linguagem universal baseada na pureza das cores primárias e na superfície plana das formas.

O grupo publicou a revista durante 12 anos. E o conceito foi aplicado a todo tipo de arte: pintura, design gráfico, mobiliário, arquitetura, fotografia, literatura e moda.

A exposição convida o visitante a mergulhar no universo da abstração e apresenta vários ícones do neoplasticismo, como a Cadeira Vermelha Azul de Gerrit Rietveld. A sala dedicada à arquitetura e design cumpre bem a função de dar um panorama da influência ampla que o movimento alcançou.

E, é claro, lá estão as obras de Piet Mondrian. Mas não apenas as produzidas no auge de seu engajamento com o De Stijl. A proposta da montagem é revelar o processo do artista: as influências do impressionismo, do cubismo e de outros movimentos de vanguarda que o guiaram até a abstração total.

As referências a Mondrian são frequentes ainda hoje na moda, no design e na publicidade. Não é difícil reconhecer suas obras. Mas vê-las de perto é uma grande surpresa. Somente a obra real revela sutilezas como a luminosidade ou o craquelado da tinta, detalhes que fazem absoluta diferença e reafirmam o magnetismo das pinturas. Difícil desviar o olhar.

A montagem do CCBB conta ainda com vídeos de apoio, com atividades destinadas às crianças e estações com softwares interativos. O pavilhão de vidro traz uma proposta de imersão. Foi todo recoberto com as linhas negras e retângulos coloridos que marcam a obra de Mondrian. A ideia é que o público possa perceber a influência da luz natural que vem do exterior e também observar de fora os efeitos da luz de refletores posicionados no interior.

Grande parte do acervo exposto veio do Museu Municipal de Haia, na Holanda, que reúne a maior coleção do mundo de obras de Mondrian.

A visitação é gratuita e a exposição ficará em Brasília até o dia 04 de julho. Depois seguirá para Belo Horizonte e para o Rio de Janeiro. Para mais informações, visite o site do CCBB.

neoplastica

Piet Mondrian | Composição com grande plano vermelho, amarelo, preto, cinza e azul (1921) | Crédito: Gemeentemuseum, Den Haag, Holanda

Foto da home: Hélio Montferre

Comentários
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  1. Adoro o Mondrian, fabuloso este artista holandês.

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