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Entrevistas
22-11-2019, 7h00

Moro defende federalizar caso Marielle para proteger família Bolsonaro, diz Freixo

Deputado afirma que ministro é quem mais politiza assassinato
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) disse que o ministro da Justiça, Sergio Moro, passou a defender a federalização do caso Marielle para a “proteção dos interesses privados” do presidente Jair Bolsonaro.

“Quando a família do presidente começa a ser investigada, ele [Moro] quer federalizar. Me parece que ele não está preocupado com a família da vítima”, afirmou Freixo, em entrevista ao “Jornal da CBN – 2ª Edição”. O deputado disse que o ministro da Justiça nunca telefonou para os familiares de Marielle.

A Polícia Civil do Rio considera a possibilidade de envolvimento do vereador Carlos Bolsonaro no caso Marielle. A polícia investiga a relação de Carlos Bolsonaro com Ronnie Lessa, matador conhecido no Rio acusado de ser o assassino de Marielle.

Segundo Freixo, Moro se comporta “muitas vezes como advogado do presidente Bolsonaro e não como ministro da Justiça”. O deputado afirmou que Moro defende a federalização sem razão técnica e que tenta transformar uma testemunha, o porteiro que citou o nome de Bolsonaro, em réu.

Freixo disse que a atitude do ministro é algo “sem precedente na história da República”. Ele declarou ser “péssimo” para a investigação do crime a tentativa de federalizar um caso em andamento. Ele lembrou que a polícia prendeu os dois acusados de assassinar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

Ao comentar a notícia de que o filho Carlos é investigado, o presidente disse que a esquerda tentava politizar o caso e que o governador do Rio, Wilson Witzel, também agia nesse sentido.

Freixo rebateu Bolsonaro. Afirmou que o presidente reagiu como um pai que vê o filho sendo investigado por um homicídio, mas deveria se lembrar de que é presidente da República antes de dar declarações com acusações que ele entende serem infundadas contra a esquerda e Witzel.

O deputado também reagiu a uma crítica semelhante de Moro: “Quem politiza esse caso é o próprio ministro Sergio Moro”. Ele ressaltou que o porteiro é uma pessoa humilde, vive em área de milícia e está sofrendo pressão com uma investigação da Polícia Federal. Declarou que o Ministério da Justiça e a PF “não pertencem aos interesses privados do presidente”.

Possível candidato à Prefeitura do Rio no ano que vem, Freixo disse que só se lançará nessa empreitada se for viabilizada uma ampla aliança, que conte com o apoio do PT e de outros partidos. “O meu nome só será colocado diante de uma frente ampla, que, no meu entendimento, é muito necessária para a defesa da democracia brasileira hoje”.

Ouça a entrevista concedida na noite desta quinta-feira:

Comentários
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  1. PETRONILO disse:

    Foi a PF quem desenrolou esse caso da Marielle. Atribuir ao Moro essa vilania, só partindo do Freixo. Querem continuar nessa malandragem, para ver se ganham alguma coisa. Parece que não há interese dessa gente em elucidar o caso.

  2. walter nobre disse:

    Kennedy a opinião do Freixo é excessiva, já que até HJ o governo carioca, não comprovou a culpa dos acusados, a intenção do Dr Moro tem duplo sentido sim, mas segue a intenção principal, que é esclarecer todos os fatos, no último ano e meio nada se confirmou; tentar manter tendencias acusatórias, passa a ser preocupante, já ficando claro, que a intenção não é prender culpados, tentam manter uma acusação sobre os bolsonaros fantasiosas. Todo este engodo, é totalmente descabido, não tendo qualquer motivo, que os motivassem.

  3. ANDRE disse:

    Não dá para confiar em passar o caso de Marielle para a polícia federal, pois Moro a está transformando em uma polícia política de estado.

  4. yared disse:

    só um cego não ve que o moro e alguns juizes querem desviar o foco da família envolvida com a milicia no rj.

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