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Política
06-09-2019, 9h27

Moro e Lava Jato tentaram desprezar lista tríplice e se deram mal

Bolsonaro não topou Dallagnol e fechou com Aras
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Kennedy Alencar
FORTALEZA

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, e integrantes da Lava Jato tentaram indicar para a chefia da PGR (Procuradoria-Geral da República) um nome fora da lista tríplice e se deram mal. Deltan Dallagnol era a aposta. O próprio presidente Jair Bolsonaro confirmou que ouviu sugestão para indicá-lo, mas o julgou um xiita ambiental.

Apesar de negar publicamente, Moro foi quem interveio nos bastidores a favor de Dallagnol e ouviu a negativa. O ministro da Justiça deu corda à quebra da tradição de indicar um nome da lista tríplice da eleição interna da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República).

Quando o presidente descartou Dallagnol, houve um movimento de Moro para conter prejuízos e apoiar um nome da lista tríplice. Mas Augusto Aras e Raquel Dodge já haviam avançado no campo de batalha.

Dodge teve apoio dos presidentes do STF, Dias Toffoli, da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. Mas Bolsonaro descartou Dodge por ela ser mulher e ter denunciado Eduardo Bolsonaro por suposta ameaça a uma jornalista que o deputado federal teria namorado.

Bolsonaro firmou um compromisso político com Augusto Aras, que cedeu às bandeiras do presidente. Parlamentares conservadores também apoiaram Aras nos bastidores. O blog noticiou que, na reta final, ele recuperara o favoritismo.

Hoje, estrelas da Lava Jato e procuradores da República choram em praça pública o desprezo de Bolsonaro pela lista tríplice da ANPR, mas cometeram o erro de tentar controlar o presidente da República, que exerceu seu direito constitucional, aparelhou a PGR e quebrou uma tradição iniciada no governo Lula em 2003.

A Lava Jato, Moro, Dodge, ANPR e Dallagnol perderam com a indicação de Aras para a PGR. Bolsonaro ganhou ao indicar um nome de sua confiança para o cargo que pode investigar e denunciar o primeiro mandatário do país. Esses são os fatos.

Comentários
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  1. edmar disse:

    Tambem preferia Deltan, nunca Dodge.
    Ja que Deltan não está, e a lei diz que o presidente escolhe quem quiser, fico com a escolha de Bolsonaro.
    Concordo quando diz que pgr é xiita em relação ao meio ambiente, estas leis ambientais estão travando os país, minha cidade está agoniando pq, ninguém consegue aprovar nada, pois o juiz e procurador trava tudo.

    • walter nobre disse:

      Também acho Edmar e Kennedy, haviam impasses, em função do hacker causador do descompasso que todos vimos…a partir dos descaminhos na calada da noite causado pela Dodge, fica claro que seus colegas não tem Moral para reivindicar nada; por isso o presidente por não ser inconsequente demorou mais para escolher, até o declínio por desgaste do Dallagnol, não havia clima, aí sim seria um pega para capar…o ARAS é um procurador, até que prove o contrario serio, de carreira, e ninguém tem culpa dos seus colegas não o conhecerem, também não conheciam nem a Dodge…

  2. Roberto Vasconcelos disse:

    O estilo “estabanado” do Presidente Bolsonaro, faz com que muitos pensem que ele é parvo. Ledo engano! Ele é hábil e consegue manipular a situação em seu favor. Como se diz vulgarmente, ele “come pelas beiradas” e assim, vai avançando no seu projeto politico, que não se limit a 4 anos, mas a 8 anos; talvez, um pouquinho mais.

  3. Jair Meira disse:

    A lista tríplce foi um engodo criado nas hostes petistas.Nesta eleição, excluíram os sócios aposentados, que votariam em Raquel Dodge, pelo prestígio do pai aposentado e permitiram que centenas de procuradores não associados á Anpr fossem cooptados para votação nos dirigentes. A escolha de Aras,por Bolsonaro foi, portanto, legal, justa e salutar: é um grande colega.

  4. É bem complexo, quando ele tenta errar, ou nadar contra a maré, ele pode mesmo sem querer colocar o MP no seu lugar!Lembrando Haddad que foi massacrado ao pensar algo parecido!

  5. carlos augusto disse:

    Indicar esse procurador Deltan Dallagnol “”isso e loucura”” tem “”TALENTO”” mas não o bastante para tal função, considerado OPORTUNISTA, SENSACIONALISTA, JUSTIÇA NÃO E ISSO, precisa saber que os ”HOMENS DE POUCAS PALAVRAS SÃO OS MAIS SÁBIOS”” mas isso não se aplica a esse PROCURADOR…

  6. Eugenio disse:

    É deprimente a cegueira de muitos que aqui vêm, demonstram em relação à ética, às exigências dos cargos da República, ao interesse nacional e a incompetência que têm em apontar uma sugestão legítima, em acordo com as leis nacionais.
    Alegar que as regras ambientais deixam sua “cidade agoniando”. Preservar atende ao interesse atual e das próximas gerações. Explorar irresponsavelmente os recursos naturais, é condenar o futuro. Temos de ter parcimônia e usar a mente. Quem na sua cidade sabe programar? sabe matemática? sabe algo de ciência? Nada, por isso não têm perspectiva. O Japão e Coreia que pouco tem, investiram em cérebros, em conhecimento. Algo que seu líder, nem voce Edmar tem a menor condição de saber, dada sua ignorância.
    Quanto à esperteza, isto é sintoma de falta de caráter. Esperto tira vantagem, honesto, segue regras e trabalha dentro do espírito ético. Mas ética é algo que desconhecem. Jamais leram, jamais presenciaram em suas famílias ou empresas

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