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Geral
25-02-2019, 22h14

Mourão freia ímpetos de jogos de guerra de Bolsonaro e Itamaraty

Militares ministros enquadram presidente e Araújo
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Kennedy Alencar
BRASÍLIA

Na crise venezuelana, o vice-presidente Hamilton Mourão age, corretamente, para frear os ímpetos por jogos de guerra do presidente Jair Bolsonaro e do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. A posição e o destaque de Mourão, chefiando a missão brasileira na reunião do Grupo de Lima, refletem a ação dos militares do primeiro escalão do governo para enquadrar Bolsonaro e Araújo.

É inacreditável que os militares ajam como bombeiros enquanto o Itamaraty atua como incendiário.

Importante notar: Mourão vivia reclamando de não ter atribuição de poder real no governo. Hoje, comandou a missão brasileira em Bogotá (Colômbia), onde se reuniu o grupo de Lima com participação do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence. O vice brasileiro recebeu de Bolsonaro a primeira missão com poder de fato.

Mourão deu um baita chega para lá nos EUA, criticando eventual intervenção militar estrangeira na Venezuela e descartando o uso do território brasileiro para eventual tentativa nesse sentido.

Ministros militares do Brasil discordam do alinhamento automático do país aos Estados Unidos, movimento estimulado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-PE), filho do presidente da República.

É óbvio o interesse geopolítico de Washington nas maiores reservas de petróleo do planeta, que se encontram na Venezuela. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deseja instalar em Caracas um governo afinado com os seus interesses.

Mourão faz uma correção de rumo na posição brasileira sobre a Venezuela, que ainda está distante da ideal. O chavismo chegou ao poder democraticamente, mas manipulou regras da própria democracia para solapá-la. Hoje, há um governo autocrático na Venezuela. O país virou uma ditadura, exemplo descrito no livro “Como as Democracias Morrem”, leitura fundamental para políticos e jornalistas do Brasil.

A oposição venezuelana tem tradição golpista. É claro que manifestantes não podem ser reprimidos por um governo autoritário, mas o Brasil deveria agir como mediador, condenando a direção que Nicolás Maduro deu ao país e pedindo eleições livres com observadores internacionais.

Brincar de jogos de guerra não atende ao interesse nacional. O freio militar de Mourão a esses ímpetos é positivo em contexto tão pouco animador e no qual o Brasil se meteu porque o governo Bolsonaro cria as próprias crises, como a que resultou na demissão do ministro Gustavo Bebbiano, que provou que o presidente da República mentira ao negar ter conversado com ele sobre o laranjal do PSL etcétera e tal.

Ouça o comentário feito hoje no “Jornal da CBN – 2ª Edição”:

Comentários
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  1. Wellington Alves disse:

    Quem diria que Mourão seria o mais célere e bem preparado deste desgoverno.

  2. walter disse:

    Kennedy, mesmo que fosse uma realidade, este possível confronto, com a Venezuela, não teríamos contingentes preparados, para invadir…kkk…qualquer País vizinho, estaríamos literalmente, no “olho do furacão”; estou imaginando um “jogo do faz de contas”, para inglês ver…não temos potencial para Nada, nosso exercito, marinha, ou aeronáutica, estão sucateados, por todos os governos anteriores…pode ter sido um blefe do Hugo Chaves, quando vivo, admitir ter ogivas nucleares, não precisa nem especular, quem as mandou, tudo indica que tem… …precisamos, manter a dureza na deposição, e no repudio, deste déspota, infelizmente, admirado, pela nossa esquerda aqui, por interesses óbvios…estes paizinhos, precisam e devem manter a hegemonia, com o Brasil; precisamos nos dar ao respeito necessário, já que nos últimos tempos, facilitamos por demais, faltou tudo, em nossas relações…

  3. Miguel Ângelo disse:

    Onde Bolsonaro e Araújo agem imprudentes a favor de uma guerra que não faria bem ao Brasil e arrumaria problemas futuros com seus vizinhos. Mourão serviu mostrando seriedade. Bolsonaro e seus capangas em Brasília, agem que nem seus filhos, com arrogância e despreparo. A única coisa que Bolsonaro sabe muito, e principalmente Flavinho, é esconder uma laranjada. E ai vão prender o Queiroz e irem atrás da primeira dama e seu filho sócio da milícia?

  4. Jonas disse:

    Bolsonaro é um “mito” apenas para os endoutrinados e alienados que o elegeram, mas trata-se apenas de um corrupto desajustado e incompetente , que bate continência e é fantoche dos EUA, e que agora quer começar uma guerra na fronteira do brasil.

  5. J K disse:

    Aparentemente, o Gal. Mourão vai contornando bem a situação e afastando o Brasil dessa emboscada. Deve ter percebido que o que se pretendia nessa jogada era desmoralizar os militares brasileiros, seja por uma derrota numa aventura de guerra, seja por demonstrar covardia. Espero poder ajudar com meu ponto de vista, considerando que o teatro montado com um autointitulado presidente, agindo descaradamente (e debochadamente tambem) em desacato às Leis de um país mostra por si só o caráter daquele tipo de pessoa, prática típica vista no tráfico, não aceitar a Lei, e confrontá-la.

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