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Geral
19-09-2017, 12h07

Na defensiva no Brasil, Temer ignora tema da corrupção na ONU

Presidente diz que desmatamento caiu para rebater críticas
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DANIELA MARTINS E KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

O discurso do presidente Michel Temer na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) ignorou o tema da corrupção e a Operação Lava Jato. Compreensível. Ele está na defensiva no Brasil, enfrentando acusações da Procuradoria Geral da República.

Em tom gerais, Temer seguiu a linha que tem sido adotada pela política externa brasileira nos últimos anos. A exceção foi a Venezuela, que recebeu uma crítica quanto à violação dos direitos humanos.

No entanto, Temer pode fazer muito pouco com relação à Venezuela, porque o Brasil perdeu a interlocução com o governo de Nicolás Maduro e tomou partido da oposição, ficou sem espaço para atuar como mediador na questão.

O presidente, que enfrenta no âmbito doméstico uma denúncia da Procuradoria-Geral da República, não tocou no tema da corrupção em nenhum momento.

Temer começou tratando da questão ambiental e lembrou que o acordo de Paris tem o apoio do Brasil e não pode ser adiado. É uma maneira de se diferenciar de Trump, que retirou os Estados Unidos do tratado.

Depois, deu a notícia de que teria havido uma queda superior a 20% do desmatamento na Amazônia. É uma forma de responder, num palco internacional, às críticas de que seu governo implementa um retrocesso nas questões ambientais no Brasil.

Reafirmou compromisso com a OMC (Organização Mundial do Comércio) e com a abertura comercial do país, em contraponto à política mais fechada adotada pela ex-presidente Dilma Rousseff.

Falou também sobre o acordo de desarmamento nuclear que está assinando e lembrou que o Brasil domina a tecnologia nuclear, mas abriu mão de possuir armamentos desse tipo. Uma fala importante no momento em que o mundo está vendo a Coreia do Norte desenvolver um programa de armas nucleares.

Pregou a solução de dois Estados para o conflito entre Israel e Palestina e tocou na questão dos refugiados, dizendo que o Brasil modernizou recentemente sua Lei de Imigração.

Temer terminou falando sobre a economia brasileira, que está enfrentando uma forte crise econômica. Disse que sem responsabilidade fiscal, a estabilidade social seria vazia. E falou sobre os laços que o Mercosul deseja estabelecer com a Aliança do Pacífico.

Ouça o comentário na rádio CBN:

 

Comentários
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  1. BRAGA BH disse:

    Blá, blá, blá, blá!! Falou tudo que o irmão do Norte gostaria de ouvir!!

    • walter disse:

      Exatamente caro Braga; ainda bem que o EUA não estão nem aí, para o que o temer pensa; todos sabem que as mentiras ultimamente aqui abundam…a politicagem de protecionismo da dilma, chamou atenção; não querem aqui, o que praticam a anos lá fora; não entendo porque dar atenção em excesso a ONU; todos sabem quem manda de verdade ali; acredito que a política interna de um País, deve ser responsável, comparada a realidade do mundo; não podemos aceitar imposições convenientes, de países menores que um estado nosso;por outro lado, com relação a amazônia; já passou da Hora, do Brasil exigir, através de um projeto sério a quatro mãos com o Mundo; se querem a manutenção da maior reserva do planeta…devem PAGAR por isso; mantendo doações, por País do bloco; permitindo ao Brasil, instalar condições de vigilância eficaz, através de satélites e bases…pergunta se alguém no governo, teria interesse e encabeçar tal solução, de primeiro mundo; sabe quando, os latifundiários vão aprovar isso???

  2. ANDRE disse:

    O Temer disse coisas a respeito da preservação ambiental e de responsabilidade fiscal, que suas ações e sua base de apoio no congresso estão em desacordo. As recentes tentativas de liberação de extração mineral na amazônia e as terras indígenas dadas como moeda de troca na votação da denuncia contra ele, mostra o quanto é o seu compromisso com a questão ambiental. O descontrole nas contas do governo em mais de 159 bilhões de reais, também monstra o seu alardeado compromisso com a responsabilidade fiscal. E por fim a conspiração que tramou junto a câmara para assumir o planalto também mostra o quanto está preocupado com a democracia seja aqui ou seja na Venezuela. Este foi o discurso do presidente com menor aprovação entre todos presentes na ONU (3%).

  3. Carlos Alberto Pires da Silva disse:

    “Nemo tenetur se detegere.” O direito de não produzir prova contra si mesmo:

  4. Aline disse:

    Seria engraçado e triste vê-lo dando opiniões e explicações sobre corrupção no Brasil.

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