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Entrevistas
31-08-2014, 7h00

‘Não há genocídio em Gaza; saída são dois Estados’

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ISABELA HORTA
Brasília

Em entrevista ao SBT, o presidente Federação Israelita do Estado de São Paulo, Mário Fleck, afirmou que a solução para o conflito em Gaza é a criação de dois Estados. Para ele, o cessar-fogo anunciado na última terça-feira é “uma grande incógnita”. “Existe uma torcida pra que dê certo, muito mais pelo cansaço. Mas as perspectivas são muito complexas. Estamos falando de um conflito entre um Estado formado e, do outro lado, um grupo terrorista.”

Fleck rebateu a crítica do chefe da assessoria especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que chamou o conflito em Gaza de “genocídio”. “É uma avaliação totalmente equivocada. Se Israel tivesse essa intenção de provocar o genocídio, teria asfaltado a Faixa de Gaza, como, na Segunda Guerra Mundial, os Aliados asfaltaram Dresden ou como os americanos asfaltaram Nagasaki e Hiroshima.”

O líder judeu comentou a criação do Estado Islâmico, grupo religioso que pretende construir um califado no Oriente Médio. “É uma repetição da época medieval onde, em nome da religião, se executa, aí sim, os verdadeiros genocídios e massacres, mas em nome de uma estrutura religiosa radical. O temor não deveria ser só de Israel, mas de todo o mundo ocidental.”

Presidente de uma gestora de investimentos, Fleck avaliou que as medidas econômicas tomadas pelo governo são “desorganizadas”. “Não adianta a gente querer popularidade ou coisas que sejam boas de serem escutadas a curto prazo que se tornem, depois, graves problemas a longo prazo.“ Ele apontou o gasto público e o número de ministérios como causas da inflação.

Ao final da entrevista, no “Pingue-Pongue”, Fleck avaliou que o Hamas é um “perigo para a humanidade”. Disse que Israel e Palestina são injustiçados: o primeiro porque “deveria ser muito mais bem visto”; e o outro, “pela sua liderança”. Gaza é, para ele, “o cume dessas injustiças”. Afirmou que o islamismo é “refém de um grupo radical”. Para Fleck, o presidente norte-americano Barack Obama é “uma decepção”.

Comentários
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  1. damazio disse:

    certo esse senhor…e o nosso governo não ajuda, seguindo uma linha equivocada e facciosa de apoio a uma cambada de criminosos que se escondem atraz de civis e ainda assim também apoiados pela bovina intelectualidade brasileira…FIAT LUX!!!!!!!!!!!!!

  2. André disse:

    Quantas pessoas precisam morrer para que se considere genocídio? 5 mil? Se não é genocídio porque os civis que nada tem a ver com a guerra, que nunca jogaram um míssil em ninguém, não puderam sair? Todas as fronteiras fechadas, proibidos de sair e toneladas de bombas caindo em suas cabeças. O que é isso? A saída é a criação de 2 Estados. Senhor, lembra da OLP (Organização para Libertação da Palestina)? Do Yasser Arafath, pois é, desde aquele tempo A Palestina tenta criar o SEU Estado e Israel não permite, influencia a ONU através do seu padrinho EUA para que não a reconheça e tu vem me dizer que a solução é a criação de 2 Estados? Isso O MUNDO INTEIRO JÁ SABE.E é só olharmos nos mapas a partir de 1968 que veremos o tamanho do território de Israel comparando com o que é hoje, será mesmo que Israel ‘comprou’ tudo aquilo? Nãão, EXPULSOU os palestinos de suas terras para a falada ‘expansão’ das colônias israelenses, aí os filhos destes agricultores crescem e querem suas terras de volta. O grande causador desta guerra absurda seria o hamas?

  3. edmundo disse:

    eles estão agindo como o Hitler agiu! é genocídio sim.

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