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Política
13-08-2015, 21h23

No TSE, Gilmar aperta Dilma, Fux permite suspiro

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Postado por: ISABELA HORTA

O ministro Gilmar Mendes deu um voto duro pela continuidade de uma ação para impugnar a chapa presidencial de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A investigação foi pedida pelo PSDB, partido que perdeu a eleição para o PT em 2014.

Mas o governo também teve uma boa notícia nesta quinta-feira. Um pedido de vista do ministro Luiz Fux baixou a temperatura da discussão no TSE. Como não há prazo para ele devolver o tema ao tribunal, o destino dessa investigação está, neste momento, nas mãos do ministro.

Se Fux demorar a analisar o caso, ajudará Dilma. Se devolver logo, a ação andará mais depressa.

*

A presidente Dilma Rousseff acredita que tem um escudo para defender seu mandato e permanecer no cargo até 2018: não há, segundo a petista, um ato na Operação Lava Jato que a comprometa pessoalmente nos esquemas de desvios de recursos públicos.

Em entrevista ao SBT nesta quarta, todos os argumentos de Dilma foram nesta linha. Ela está preocupada com a sua imagem de honestidade.

É como se dissesse:  “Não tenho um Fiat Elba”, em referência ao carro do ex-presidente Fernando Collor. O veículo, comprado com um cheque fantasma, serviu como prova do envolvimento pessoal de Collor em esquemas de corrupção.

Claro que se surgir um fato na Lava Jato em relação à campanha petista de 2014, isso poderá atingir Dilma e o governo.

Mas a presidente acha que, apesar de enfrentar uma crise política e econômica, não há razões para que ela sofra um processo de impeachment como o de Collor em 1992.

*

Confira os temas do “SBT Brasil” desta quinta-feira:

Comentários
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  1. César disse:

    Vai cair! É inevitável.

  2. Lunardi disse:

    Um voto do ministro muito sensato, tem muito material que deve ser analisado nesta campanha e a justiça eleitoral não pode ser omissa, só assim se concerta este pais.

  3. Reinon disse:

    Kennedy as empresas nem existe kkkkkk… Fux vai votar contra o Governo … O PT não tem jeito mesmo

  4. Pepe Legal disse:

    A essência do impedimento de Collor não se deveu ao cheque. O cheque foi o pretexto que serviu para ligá-lo à irregularidade. O impedimento de Collor se deveu ao confisco que praticou logo no início de seu governo. Em razão da falta de lastro financeiro para honrar depósitos em poupança, assim como o das aplicações dos bancos em títulos do governo, Collor, assistido pela ministra Zélia (aquela que recomendou que às pessoas que guardassem seu dinheiro na poupança às vésperas do nefasto ato de confisco), bloqueou saldos financeiros legítimos de pessoas e de empresas.

    E não bloqueou apenas temporariamente. Bloqueou definitivamente. Quem não tinha dívida para compensação de titularidade teve o dinheiro que estava aplicado, preso por determinação governamental. E a maioria dos brasileiros naquela época recorria à poupança para preservar suas economias da desvalorização brutal que a inflação nos opunha.

    As pessoas em geral desconfiavam do governo, como sempre aliás, mas ninguém supôs tamanha canalhice por parte do recém eleito. Mas fato é que, se houvesse corrida aos bancos para realização de saques os fundos monetários não existiriam. Haviam sido gastos pelo seu predecessor. E curiosamente, embora o assunto fosse de conhecimento das esferas da administração pública, nada foi citado durante o período de campanha para presidência. Apenas se ressaltou a imagem de um caçador de marajás. Ora veja-se, que ironia.

    Pessoas foram pegas no contra-pé. Gente que vendeu imóvel e que colocou o dinheiro na poupança, enquanto negociava outro, acabou ficando sem casa. Idem em relação à veículos, linhas telefônicas (naquela época valiosas e negociadas com ágio no mercado), bens em geral. Empresas que estavam prestes a pagar suas folhas de pagamento tiveram que emprestar dinheiro no mercado para arcar com seus compromissos, enquanto o dinheiro legítimo de seus depósitos e aplicações era transformado em titularidade, não passando a ser mais do que números escritos num extrato em papel.

    O prezado Kennedy deveria ser jovem na época, talvez não se lembre, mas houve casos de suicídios por conta disso. E não foram poucos.

    Então é importante que fique claro o motivo que levou Collor ao impedimento. Não foi a Fiat Elba, foi a traição contra os muitos que nele votaram, esperançosos de atos de bravura contra a corrupção, notadamente contra aqueles que utilizam a miséria nordestina como desculpa para alocar e desviar recursos públicos.

    (Mas então, como é mesmo? Que família domina a geração e a distribuição de energia no nordeste?)

    Por isso não vamos confundir pretextos automóveis com traição. Vamos clarificar os fatos para entender o momento e poderemos constatar que Dilma também traiu o seu eleitorado. Fez uma campanha enganosa. Mentiu. E continua mentindo quando diz que “honrará o voto que recebeu”. Ela se esconde atrás de um sofisma quando pleiteia a legalidade da sua permanência calcada nos votos que recebeu. Se a eleição fosse hoje, quem votaria nela?

    É uma mentirosa. Venceu o pleito apoiada em mentiras. E é uma traidora, pois traiu seu mentor e seu partido, dando-lhes as costas agora que constata a divulgação de irregularidades políticas que ela obviamente estava cansada de saber. Traiu sua causa petista desenvolvimentista/assistencialista e traiu o povo, que nela votou para evitar que o PSDB vencesse e implantasse exatamente estas medidas, medidas que semeiam a recessão e o desemprego.

    Enquanto procurarem a assinatura dela em algum documento que a comprometa não haverá impedimento. Ela não é ousada o suficiente para estes riscos. Por isso, esqueçamos os pretextos. No entanto ela é, como foi Collor, indigna de permanecer no Planalto. Praticou estelionato eleitoral, é declaradamente incompetente e a nação não deseja mais que ela permaneça no cargo. Nem ela, nem seu partido e nem os puxa sacos oportunistas que fazem parte desse momento.

    Os pretextos, se ainda se desejar, poderão ser encontrados em seus gastos de campanha.

  5. geisa disse:

    O que falar de tudo isso? Pode não haver ato algum na Operação Lava Jato que a comprometa diretamente. Mas existem várias perguntas que não querem calar: Como a “presidenta” de uma Nação não sabe o que se passa na maior empresa do país? De onde será que ela acha que vieram tantos milhões para financiar a campanha do partideco dos trabalhadores, incluindo a dela? Por quê a saúde, a educação, a segurança pública andam tão capengas? No governo do Collor, existiu um Fiat Elba, no dela, existe (ou existia) a PETROBRAS! Agora vem nos dizer que está preocupada em preservar sua honestidade? Cadê os compromissos de campanha que ela jurou que iria cumprir? Uma coisa é certa: “Nunca na História desse país, se mentiu tanto, desviou-se tanto dinheiro público, se atingiu um nível tão alto de desemprego e o nível de popularidade de um presidente desceu tanto.”

  6. Antenor disse:

    Há alguns dias, se não me falha a memória, neste mesmo blog do Kennedy, eu comentei que o PT e o seu governo encontravam-se em areia movediça e, quanto mais se mexia mais afundava-se. E é exatamente o que está ocorrendo.
    TCU, PGU, TSE… em todas essas instâncias pipocam mazelas do governo Dilma.
    Até Renan Calheiros está “metendo o bedelho”!!!
    Agora, vale até recorrer à movimentos sociais de extrema esquerda para se apegar como cipó para ver se salva o pescoço do poço sem fundo dessa areia movediça.
    Ou será que está usando tais movimentos como massa de manobra? Sei lá, estão se mexendo no poço de areia movediça. Vamos ver no que vai dar.

  7. Raymundo disse:

    Independente dos fatos da Operação Lava Jato, a honestidade de Dilma, confunde co o seu caráter, ao mentir para ganhar as eleições, ao afirmar aos seus eleitores, que o país estava às mil e umas maravilhas e que a inflação estava sobre controle. E mais, que não mexeria nos benefícios dos trabalhadores, nem que “A Vaca tossisse”. A Vaca já estava no brejo, já havia tossido. A primeira coisa que fez e continua fazendo, é tudo aquilo negado durante o período de campanha.
    Portanto, cometeu crime eleitoral e, fez uma gastança sistematizada usando recursos dos bancos públicos, para dar mais visibilidade à sua campanha, com um mkt, nunca dantes vistos na história de Abrantes. Está na Berlinda por isso. Portanto; cadê a honestidade nisso?

  8. Rosa disse:

    Todos ficam discutindo suas idéias e opiniões particulares, isso e democracia e liberdade de pensamento; mas a verdade e uma só, é o maior assalto aos cofres públicos n história de um país. Eu nunca vi tNtA cifras juntas. Si é partido A ou B, foi uma farra do dinheiro. Ta na hora disso acabar, e pra isso acontecer tente que haver uma ou ição exemplar. Do contrário isso nunca vai acabar.

  9. Maria Aparecida Ramos Tinhorão disse:

    “Não basta ser honesta, tem que parecer honesta” … Júlio César – imperador romano – 60 A.C.

  10. Alberto disse:

    Sempre no fio da navalha.Uma hora …..

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