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Política
24-02-2017, 9h18

Nova crise no Planalto deve derrubar Padilha

Ex-assessor de Temer, Yunes diz que recebeu doleiro a pedido de ministro
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

Uma nova crise política bem dentro do Palácio do Planalto deverá resultar na saída de Eliseu Padilha da Casa Civil.

Ex-assessor especial da Presidência e amigo de Michel Temer, o advogado José Yunes disse à Procuradoria Geral da República que Padilha pediu em 2014 que ele recebesse um pacote de documentos no seu escritório em São Paulo. Tal pacote foi entregue pelo doleiro Lúcio Funaro, suspeito de distribuir propinas a políticos do PMDB. Preso pela Operação Lava Jato, Funaro é um operador ligado ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

A versão de José Yunes preserva o presidente da República em relação à delação de Melo Filho. Ao mesmo tempo, torna insustentável politicamente a permanência de Padilha no comando da Casa Civil.

O relato de Yunes descreve a ida do doleiro Lúcio Funaro ao escritório como uma operação de Padilha. Nesse pacote de documentos, haveria dinheiro segundo a delação de Melo Filho e também de acordo com insinuações que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha fez em questionários nos quais ele arrolou Temer como testemunha.

Ou seja, de acordo com Yunes, a entrega dos tais documentos suspeitos de serem propina não teria nada a ver com Temer, mas com um pedido de Padilha para que o escritório dele fosse usado para receber um doleiro que distribuía dinheiro de forma ilegal.

Apesar da licença para uma cirurgia, o ministro Padilha tem a obrigação de se manifestar detalhadamente. Yunes avisou Temer de que daria esse depoimento à Procuradoria Geral da República. Padilha precisa dizer se Yunes mentiu ou se falou a verdade.

*

Substituto de Serra

Até ontem à noite, o presidente Michel Temer estava inclinado a pensar durante o Carnaval e a anunciar o novo ministro das Relações Exteriores na semana que vem.

O PSDB pressiona Temer a escolher o líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP). Mas Temer avalia que Aloysio tem tido um desempenho bom no Senado e que seria ruim ele deixar essa função durante a tramitação de reformas e projetos importantes.

O presidente preferia escolher um diplomata, porque havia muita queixa no Itamaraty em relação a Serra. Mas o fator político sempre pesa muito nas escolhas de Temer, como aconteceu na indicação do deputado federal do PMDB Osmar Serraglio para o Ministério da Justiça. E o PSDB está brigando muito pela vaga no Itamaraty.

Ouça o comentário no “Jornal da CBN”:

Comentários
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  1. mano disse:

    prezados: entendo que todos podem e devem valer-se do princípio da presunção da inocência e da ampla defesa, mas para torcida do Flamengo, do Corinthians e demais times de futebol desse Brasil afora, somos governados por políticos corruptos. O foro privilegiado alimenta a impunidade, portanto a corrupção. Isto posto, cabe ao STF extinguir o foro privilegiado.

  2. walter disse:

    É Caro Kennedy, a “bruxa esta solta”, o ministro Elizeu Padilha, tem a marca do passado, faz parte do arsenal do Sarney e seus “amiguinhos”, não vem tendo muita aceitação; trata se de um homem de quase $200 milhões de patrimônio, coma exposição na lava jato, faz o presidente se afastar; melhor ainda, o Temer esta tentando limpar a área discretamente; estranhamente o Serra alegou problemas de Saúde, e o Padilha também; com isso o Ministro Meirelles com a condução dos estados, principalmente no Rio,impôs condições com mãos de ferro. Esta ganhando espaço, por ser muito técnico, e vem mais por aí, caminhamos bem…

  3. Direto ao Assunto: O país não merece o que está passando! disse:

    Se o presidente Temer não consegue nem nomear gente qualificada para os cargos de ministros, como governar? Vai passar o tempo nomeando, desnomeando e controlando o STE para não julgar a dupla Dilma/Temer? Para com isso, entregue o boné, exmo. senhor presidente, pelo bem do país! Desse jeito vai enrolar mais ainda o país, pois tentar sustentar um governo fazendo reformas importantes, como a da previdência, política e tributária, a “toque de caixa”, com esse pessoal todo envolvido em corrupção, todos nada preocupados com as reformas e sim em se livrar da Lava Jato, é um absurdo!

    • Wellington Alves disse:

      Resultado do rompimento da democracia. Pediram-se nas ruas reforma políticas ou novas eleições? Não, pediu-se impeachment. Segura o rojão.

  4. juliano disse:

    Diretas já!

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