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Política
10-04-2015, 22h21

Nova versão de Costa reforça defesa das empresas

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Postado por: ISABELA HORTA

A nova versão sobre a origem de dinheiro da propina na Lava Jato apresentada por Paulo Roberto Costa reforça a defesa das empreiteiras, que dizem ter sofrido achaque de políticos. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o ex-diretor de abastecimento da Petrobras afirma agora que não houve superfaturamento na obras da estatal, mas que os recursos destinados aos partidos saíam da margem de lucro das empreiteiras.

Um dos procuradores federais da Lava Jato, Carlos Fernandes Santos Lima, diz que a mudança na delação não muda nada do processo. Mas não é bem assim.

O Ministério Público fez uma denúncia à Justiça com base na formação de um cartel que teria superfaturado obras para pagar propinas. Se não houve sobrepreço, ganha reforço a tese das empreiteiras que dizem ter sido achacadas contra a tese de cartel. Isso colocaria as companhias privadas na posição de vítima dos políticos.

E ainda há impacto sobre o valor que a Petrobras está para lançar no balanço do ano passado sobre o efeito da corrupção na empresa. Com superfaturamento, o efeito é um. Sem sobrepreço, seria outro.

Costa pode estar agindo para melhorar defesa dele e jogar o peso da responsabilidade sobre os políticos e as empresas.

Nesta sexta, foi deflagrada nesta sexta-feira a décima primeira fase da operação Lava Jato, em que os investigadores apuram acusações de desvio em contratos de publicidade da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde. Os ex-deputados federais André Vargas e Luiz Argôlo foram presos. Vargas é um ex-petista de peso que foi cassado e que é suspeito de dividir propina com deputados petistas e de outros partidos.

Essa nova fase da Lava Jato irá apurar ligações de André Vargas e de Luiz Argôlo com o doleiro Alberto Yousseff em outros negócios.

É também uma forma de checar dados da delação premiada do doleiro e de averiguar se o esquema instaurado na Petrobras foi repetido em outras áreas.

Depois de ter se concentrado na Petrobras, a Lava Jato vai chegando a outras áreas do governo federal.

Confira o comentário:

Comentários
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  1. mariano disse:

    Custa acreditar que as empreiteiras retiravam as propinas da sua margem de lucro. Num ambiente podre em que transitavam pessoas avidas por lucros dos dois lados (políticos e empresários) é pouco provável que os empresários pagassem algo, se não obtivessem lucros. A Petrobras era a galinha dos ovos de ouro de toda essa cambada.

  2. Pasquale disse:

    Uma Refinaria custar 18 BILHÕES,podem dar o nome que acharem melhor.
    É UM TAPA NA CARA DO BRASILEIRO.

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