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Economia
14-09-2015, 17h44

Novo esforço fiscal depende de negociações políticas

Governo fraco precisará de apoio de Congresso e empresários
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KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

É relevante o anúncio de um corte de gastos de R$ 26 bilhões para o Orçamento Geral da União de 2016. No entanto, quase toda a redução de despesas dependerá de negociações políticas com o Congresso e o funcionalismo público. Um governo fraco terá dificuldade para tirar tais medidas do papel.

A busca de receita extra por meio de elevação de tributos, estimada em R$ 28,4 bilhões, também demandará entendimentos com o Congresso e o empresariado. Por exemplo: a recriação da CPMF, o antigo imposto do cheque, com alíquota de 0,2%.

O esforço fiscal prometido hoje é uma vitória política do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, porque foi duro de ser obtido. Na semana passada, Levy apresentou proposta de cortar R$ 25 bilhões. No sábado e domingo, ministros petistas pressionaram para reduzir o corte para, no máximo, R$ 20 bilhões. Na manhã de hoje, Dilma pretendia seguir essa linha, mas foi convencida a dar uma resposta fiscal mais sólida.

É curioso que o governo tenha enviado ao Congresso em 31 de agosto uma proposta de Orçamento Geral da União com previsão de deficit primário de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Ou seja, R$ 30,5 bilhões negativos.

Hoje, 14 de setembro, apenas duas semanas depois, apareceram R$ 26 bilhões em novas propostas de cortes para reduzir o deficit primário a R$ 4,5 bilhões _diferença que será coberta com elevação da carga tributária.

Para evitar a perda do grau de investimento, era mais ou menos o caminho trilhado hoje que Levy desejava seguir no final de agosto. Mas o vaivém da presidente Dilma Rousseff custou ao país o rebaixamento da nota de crédito na avaliação da Standard & Poor’s.

A boa notícia é que, hoje, prevaleceu o bom senso. Houve uma resposta fiscal sólida para tentar evitar a perda do grau de investimento na opinião de outras duas agências relevantes: Moody’s e Fitch. Resta saber se haverá suporte do Congresso e da sociedade a essa resposta.

Para haver política social, é preciso antes existir espaço orçamentário. A destruição da credibilidade fiscal do Brasil foi o maior erro econômico da presidente Dilma, com as conhecidas consequências políticas.

Realizar uma política fiscal responsável é o único caminho para Dilma tentar superar as crises política e econômica que ela cavou com as próprias mãos.

Antes tarde do que nunca.

Comentários
11
  1. JOÃO DANTAS DE ANDRADE disse:

    Quem está acabando com o pais, e Luiz Inacio Lula da Silva, ele e o cabeca da corrupição do Brasil.

  2. Reinon disse:

    Quem votou na Dilma deve estar pensando o que essa mulher fez !!! Ano passado tudo estava lindo segundo o PT kkkkkkkkkkkkkkkkk.

  3. César disse:

    Só se esqueceram de combinar com os russos! Será que os servidores públicos, aceitarão ficarem sem aumento salarial? Não tinha mais aonde cortar? A continha pequenininha, o aumentinho do impostozinho, a CPMFizinha será um sacrifícilzinho, para o brasileiro, que não vai se negar a pagar um pouquinho a mais? Piadinha sem gracinha!!!!!!!!!!!!!

  4. Edvaldo de F Gonçalves disse:

    Eu só quero entender. O país, apesar de partidos e instituições: Executivo, Legislativo e Judiciário, formam um todo ou é cada qual por si ? penso que neste bojo, aquele que se encontrar mais lúcido, deveriam reunir-se, em tom moderado, afinal de contas, são escolhidos pelo povo para que a roupa suja seja lavada em casa, evitando fanfarras o que só desmoraliza a nação perante os estrangeiros. Ou o objetivo é este, e eu como bobo.

  5. Espero que não passe no congresso…..

  6. César disse:

    O Vice-Presidente Michel Temer, foi combinar com os russos?

  7. Roberto Juvenal disse:

    NÂO ao aumento de tributos E SIM ao fim do bolsa família.

  8. Francisco Barroso disse:

    Não consigo entender como você consegue denominar de Novo esforço fiscal, essas atitudes do governo que tenta esconder toda a sua incompetência. Ninguém aguenta mais o tamanho desse governo. E ninguém fala nada. O governo não cortou despesas o suficiente para equilibrar as contas porqque é mais fácil aumentar imposto para dizer que a economia está está bem. Além do que é um governo MENTIROSO. ENGANADOR. A DILMA e o LULA DEVERIAM ESTAR NA CADEIA.
    E VOCÊ AINDA FALA DE “ESFORÇO”.

  9. Francisco Airton da Silva disse:

    A Presidente Dilma tem que acabar com a corrupção no País, e acabar com a mordomia dos Deputados e Senadores, pois alem dos altos Salários dos Senadores e Deputados, ainda tem ajuda de custo, um monte de regalias, corta tudo, salário pra família de presos, isso também é um absurdo, um preso tem o salário mais alto que um trabalhador que passa 08 horas derramando suor para ganhar um salário mínimo.
    Corrupto que desviou nosso dinheiro tem que devolver tudo que roubou saia de onde sair, e passar á varrer a rua pra ele ver o que um verdadeiro trabalhador passa ou passar o dia arrancando toco com uma chibanca no sol quente pra ele ver e sentir na pele o que um trabalhador sofre pra ganhar o pão de cada dia.

  10. Guimarães disse:

    Na minha visão o governo não é fraco. A Presidente não é fraca. Mas forte mesmo está sendo a bancada de bandidos e corruptos tentando derrubar a Presidente para sair do foco com todo suporte da mídia golpista.

  11. Alberto disse:

    Realmente há uma grande diferença entre ver e enxergar.

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