aki

cadastre-se aqui
aki
Política
24-02-2015, 15h40

O oitavo ministro

7

KENNEDY ALENCAR
BRASÍLIA

No primeiro mandato de Dilma Rousseff, o PMDB tinha cinco ministérios. Brigou para ter seis pastas no segundo termo da petista. Descobriu o sétimo ministro ao saber que Mangabeira Unger, recém-instalado na Secretaria de Assuntos Estratégicos, é filiado à legenda. Agora, já pensa em apresentar a ficha de filiação a Joaquim Levy (Fazenda) para que ele seja o oitavo ministro da nau peemedebista.

Esse é um resumo bem-humorado do resultado da reunião articulada pelo vice-presidente da República, Michel Temer, entre a cúpula do PMDB e o ministro da Fazenda. A repercussão positiva do encontro desta segunda-feira no Palácio do Jaburu reforça a ideia de o partido abraçar Levy e a política econômica.

Enquanto o PT aparece como um obstáculo ao ajuste fiscal de uma presidente que acabou de reeleger a duras penas, o PMDB hipotecou apoio às medidas desde que ocorram alterações. Levy topou, obtendo o compromisso de que o pacote não será desfigurado.

No jantar do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, peemedebistas tiveram a impressão de que Levy se sente pouco à vontade num governo em que a cúpula petista o olha com reserva.

Um dos participantes do encontro avalia que é preciso apoiar o ministro da Fazenda a fazer “a travessia do deserto”, porque há um longo terreno hostil a ser percorrido até que se colham frutos positivos do ajuste fiscal.

No meio do dia, ao saber que a Bovespa subia e que o dolar caía, um peemedebista atribuiu o movimento ao encontro da cúpula do partido com Levy. No cenário de notícias negativas em série para o governo, a economia teria sentido um “efeito PMDB” após o jantar no Jaburu.

Comentários
7
  1. José Carlos Damaceno disse:

    TA OSSO PARA DILMA GOVERNAR É CHANTAGEM DE TODOS OS LADOS

  2. Todo mundo sabe muito bem que não se pode gastar mais do que se arrecada senão a conta fica no vermelho , não fecha. Todo mundo sabe muito bem que no primeiro mandato da Presidente Dilma gastou-se muito mais do que se podia, principalmente no ano passado que era ano de eleição. Todo mundo sabe muito bem que agora é necessário um ajuste nos gastos do governo para fazer o superávit primário e conter a inflação. todo mundo sabe também que o PMDB não vai fazer nada de graça e que o apatita dele não é pequeno, no jantar de ontem a gula PMDBista se foi saciada, teve um custo que deve nos onerar ainda mais. Se não financeiramente, politicamente. O que eu contesto, e acho que boa parte da população também é; “Porque só nós?s”. “Porque só direito dos trabalhadores?” “Porque os políticos não fazem sacrifícios também?” O exemplo não tem que vir de cima? Estão vivendo como “REIS” e “RAINHAS” as nossas custas. Todo os anos pegam uma fatia maior para eles e diminuem a do povo. O refém não é a Presidente Dilma, o verdadeiro refém é o povo do Brasil.

    • pedro disse:

      FHC do PSDB (Pior Salário Do Brasil) arrecadou muito com a privataria e gastou muito mais por isso fechou no vermelho quebrou o país duas vezes, Dilma atravessou a pior crise (EUA e EUROPA) desde 1929 e ainda manteve o emprego e a inflação na meta, agora os ajustes serão feitos para que voltemos a crescer. Espero que o Brasil nunca mais volte a ter a inflação, o crescimento, os juros, o desemprego, as reservas cambiais, …..que o FHC deixou, FMI nunca mais

  3. Acabo de ler no site do Estadão que o Dep. Andrés Sanchez ex-presidente do Corinthians em seu primeiro projeto propõe a criação do dia do Corinthians no dia 1º de setembro. Proponho a criação do dia do político no dia 1º de Abril. Já que o que temos hoje em dia não são Políticos e sim fraudes eleitorais travestidos de políticos. $33.800,00 de salário para criar data comemorativa e mudar nome de rua e praça não tem nada mais importante ou urgente para fazer no país?

  4. Antes começou pelo passe livre. Agora começou pelos caminhoneiros. Je suis caminhoneiro! Je suis “BRASIL”. AS ruas BRASIL! Chega de covardia! Chega de omissão! Fora corruptos!

  5. Luciula Soares disse:

    Acho curioso falarem insistenmente na vitória apertada da Dilma. Ela venceu a soma de seus 2 maiores adversários. O suicídio político de Marina mais a comoção pela morte de Campos teriam uns 20%; dos 28% restantes, 20% seriam o capital político da Direita (foi com esta aprovação que seu último presidente deixou o governo). Portanto, Aécio teria acrescentado uns 8%.
    Que números assustadores, não?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados

Não serão liberados comentários com ofensas, afirmações levianas, preconceito e linguagem agressiva, grosseira e obscena, bem como calúnia, injúria ou difamação. Não publicaremos links para outras páginas devido à impossibilidade de checar cada um deles.

2020-09-24 12:35:52