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Geral
02-10-2013, 10h50

Obama acerta ao enfrentar Tea Party


Com mais de 60% de apoio nas pesquisas para enfrentar os radicais do Partido Republicano, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fica mais corajoso para comprar a briga. E ele está certo.

É curioso notar uma peitada desse tipo, algo que não costuma acontecer no Brasil, em que sempre se negocia, negocia, negocia. Tudo em nome da governabilidade.

A resistência de Obama a negociar gera instabilidade, como estamos vendo, mas ele não tem saída. Ceder ao Tea Party é que pode ser sinônimo de ingovernabilidade. É uma boa iniciativa o plano de Obama para que os americanos mais pobres comprem planos de saúde, incentivando a mutualização, algo que deveria ser pensado por aqui.

Mais: O Congresso e a Suprema Corte já aprovaram o projeto. Obama se reelegeu prometendo tirá-lo do papel. No entanto, a ala radical do Partido Republicano, o fundamentalista Tea Party, barrou o uso de recursos do orçamento a fim de impedir o “Obamacare”.

Isso criou uma paralisação de serviços públicos nos EUA, atingindo até cartões postais, como a Estátua da Liberdade. Obama está deixando com esses radicais republicanos o ônus de fechar serviços públicos. Faz isso porque sabe que sua batalha maior se dará até o dia 17 deste mês, quando precisará elevar o limite de endividamento público dos EUA.

Melhor agir preventivamente. Agora, são serviços públicos não essenciais que estão paralisados. Uma derrota até o dia 17 pode, sim, gerar mais turbulência na hora da recuperação econômica dos EUA. Seria ruim para Obama e para o planeta, com estilhaços inclusive sobre o Brasil.

A radicalização de Obama é sinal de que está jogando bem contra o que existe de pior na política americana. Age corretamente contra um tipo de gente contrária a facilitar o acesso dos mais pobres à saúde. Por coincidência, tivemos e temos uma turma por aqui atuando na mesma linha.

 

2020-07-10 03:03:17